<

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

A ROMICAS enamorou-se do Cavalo Selvagem

Acho incrível que um grupo de pessoas que, ao fim destes anos todos, ainda conseguem encontrar-se num espaço como este, para partilharem vivências da sua juventude, num bairro de Coimbra. Mas não se encontram apenas nas palavras que escrevem ou nas fotos que vão descobrindo nos seus álbuns. Também conseguem manter um espírito que os leva a juntarem- -se em pequenos e grandes encontros, como foi o de 18 de Outubro, no Centro de Recreio.
Afinal, qual é a razão por que eu me sinto ligada a esse pessoal (sim, é um grupo enorme e há sempre alguém que vai aparecendo para engrossar este grupo de velhos amigos)?
Bom, muito simplesmente porque, a 160km da cidade dos estudantes, são eles que me fazem recordar coisas da minha meninice e juventude, desde os 5 anos até aos 25, idade com que deixei Coimbra para conhecer o Alentejo, onde comecei a trabalhar e onde ainda vivo hoje, com família e amigos.
Quando leio o que escrevem e recordam, volto a calcorrear espaços por onde passei para ir para a escola do Magistério Primário ou para o Liceu Infanta Dª Maria, como era a Praça dos Açores, por onde a minha mãe nunca queria que eu fosse... Volto à Praça Ilha da Madeira onde morava uma das minhas melhores amigas, a Milú... Revejo a casa da minha tia na Rua de Angola...
Não os conheço pessoalmente, mas sei que todos frequentámos o Samambaia para a bica e momentos com amigos. Eu sou um bocadito mais nova, por isso, naquele tempo, talvez pertencesse ao grupo dos jovens que gargalhavam no meio do café. Lembro que, por vezes, éramos um grupo, bem no meio da sala, ocupando 3 ou 4 mesas. Noutras vezes, só estava eu e a minha amiga Manuela Branquinho, e sentávamos junto à parede, numa mesa estratégica para ver quem entrava. Comecei a ir ao café quando já estava no Propedeutico, e gostava imenso daqueles momentos de convívio. Por isso, algumas das caras que vejo nas fotos do CAVALO SELVAGEM, não me são completamente desconhecidas, embora não possa associar nomes nem situações.
Aliás, eu não morava no Bairro, propriamente dito. Morava na Rua Dr. Daniel de Matos, por cima da retrosaria da Dª Celeste e do Sr Lemos, que, por acaso, eram os meus pais. Talvez as mães de alguns dos Cavalos tenham feito compras na loja da minha mãe, ou, quem sabe, talvez tenham ido tirar/revelar fotografias no fotógrafo que era logo ao lado...

O seu browser pode não suportar a apresentação desta imagem.
Para já, não posso deixar de agradecer ao meu amigo da Figueira da Foz, o António Ramos e à sua companheira, Maria João, por me terem falado do blog. E não quero , também, deixar de agradecer as visitas e comentários, feitos por "cavalos" neste blog, bem como os emails que tenho recebido, mostrando que, de certo modo, eu também pertenço ao "Bairro".
Da Romicas e tirado do seu Blog

Etiquetas:

20 Comentários:

Blogger Rui Felicio disse...

A Romicas, que tem um blog que nos acalma o espirito e nos faz meditar e sonhar é realmente uma das nossas.

Tem uns anos a menos que nós é certo, mas pisou os mesmos sitios, sentiu as mesmas sensações, frequentou os mesmos cafés, apaixonou-se da mesma forma que todos nós, sofreu as mesmas desilusões, ultrapassou-as da mesma maneira...

Isso aconteceu porque viveu no bairro. E o seu ambiente manteve a mesma matriz de sempre que foi sendo transmitida de geração em geração...

9:51 da manhã  
Anonymous Anónimo disse...

Os Blogues complementam-se:
De um lado a serenidade, do outro a agitação.
Ambos fazem bem ao coração.
E, agora, como cereja no topo do bolo temos as fotografias do Garção.
Que mais se pode pedir?
Talvez uma jeropiga...

10:01 da manhã  
Blogger Romicas disse...

Agradeço as palavras, bem como o facto de o meu blog poder ajudar a complementar o Cavalo Selvagem. Quantos à FOTOGRAFIA do Luís Garção Nunes, isso é outra conversa...
Bem hajam!

11:17 da manhã  
Anonymous Anónimo disse...

Romicas, foi com grande espanto que ao ler-te hoje e agora, soube que eras filha do Sr. Lemos e da D. Celeste. Fui a médica deles, durante mais de 20 anos. Havia outra jovem que eu sabia porque os teus Pais me disseram que não era a filha, como pensava. Nunca soube, ou não lembro da tua existência.Gostava muito deles e fui lá a casa, várias vezes. A tua Mãe também gostava bem de mim. Beijos. Juju

11:31 da manhã  
Blogger Romicas disse...

Realmente, a vida dá muitas voltas e, por vezes, surgem surpresas muito engraçadas. Lembro-me perfeitamente de ouvir a minha mãe falar na sua médica e, de facto, o nome soa familiar. Quem estava com eles era uma sobrinha, que eles criaram e que viveu sempre com eles. Eu saí em '83 para começar a trabalhar.
Mas não ficamos por aqui. Se não estou enganada, há ainda a coincidência da sua irmã, Gina Faustino, ter sido minha professore de Educação Física no (então) Liceu Infanta Dª Maria.

12:59 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

Não Romicas, eu sou a Juju e não a Jú Faustino, irmã essa sim, da Gina Faustino. Essa jovem simpática que foi criada plos teus pais, ía algumas vezes chamar-me, para lá ir a casa e sempre lhes deu bastante apoio. Isto já para os finais da vida deles. Outro Beijo. Juju.

1:05 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

Romicas,
Também eu, tal como tu, adoro viajar, e gosto muito de fotografia, mas vinho do Porto!!! Não isso não!
É interessante, o teu amor a Coimbra e ao Bairro, mas não és caso único, a minha mulher, só esteve 3 anos em Coimbra e ficou para sempre enamorada!

Lembro-me muito bem, e fui amigo do Florindo, o fotógrafo que morava ao teu lado. Cheguei a utilizar a câmara escura dele, tal era a amizade.

1:20 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

Só não percebo é porque não podias passar pela praça dos açores....agora quando for a alter do chão não vou a ponte de sor!!!!!

2:50 da tarde  
Blogger Romicas disse...

Ai, isso é que não!
Ponte de Sor fica no caminho de Alter, por isso será paragem obrigatória!!!!

2:53 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

Olha que não, olha que não...eu vou de évora....mas porque não a praça dos açores???? morei lá 14 anos e nunca ninguém foi assaltado...só depois de elucidado é que paro na ponte de sor ahahahaha

4:21 da tarde  
Blogger Manuela Curado disse...

Màrio, cala-te. Não percebes nada...Não sabes que a Praça dos Açores, é a Praça dos enamorados?

5:55 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

Como eu gosto deste diálogo intergeracional,possível e enriquecedor a partir de coisas tão simples como residir ou ter residido no mesmo bairro...
Bem-vinda Romicas!

Tenho espreitado o seu blogue, é um espaço colorido e alegre, transmitindo sonho e realidade.

Olinda

6:21 da tarde  
Blogger Romicas disse...

Bom, a não passagem pela Praça dos Açores não tinha nada a ver com a praça em si, só que, como eu morava na outra ponta do bairro, a minha mãe achava que não tinha lógica eu ir para aqueles lados, quando podia apenas descer a ladeira (onde havia aquela mulher que aterrorizava as crianças e pedia dinheiro) e atravessar o cruzamento onde havia um polícia sinaleiro, daqueles à antiga, por vezes com luvas e capacete brancos. Depois era só seguir em frente pela igreja e então o caminho já era comum para ambos os lados.
Opiniões de pais, vontade da filha, que queria encontrar as amigas que, por vezes, vinham de casa dos avós, que moravam na Rua de Angola, um casal já idoso, o senhor Lourenço e a esposa.
De vez em quando, lá conseguia enganar os pais e correr um pouco mais para não demorar tanto pelo caminho.
Agora que está tudo explicado, espero que, ao ir de Évora para Coimbra, façam uma paradinha em Ponte de Sor. Ou será que já fizeram alguma alternativa mais rápida e agradável?

7:25 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

Romicas:aqui vai um beijo da tua antiga prof. de E.F.,Georgina(Gina) Faustino

8:05 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

Eu calo-me Nela, mas lá só vibia a Mila e pouco mais raparigas...ah, a irmã do Diamantino; o resto, que me lembre, era eu, o sérgio, o manito, os meus irmãos, o rui piçarra, o diamantino...
Boa Olinda, linda...
Voltando à ponte de sor, ainda lá fu algumas vezes à concessão da Renaulr, na altura a Silvagro, do Sr Silva, que tratava de filho a toda a gente...agopra aco que é concessionário da VW e a firma é qualquer coisa Ouriense....
Não é forçoso passar por lá ida de Évora para o Norte, mas vou tentar; não sei é onde te encontrar....
Oh ri-ri, a jeropiga já lá vai, assim como as castanhas....
Respeito a lógica da Mãe, e fico mais descansado em saber que não era nada contra a praça em si (mim)...

8:43 da tarde  
Blogger Romicas disse...

Estou emocionada!
Foi coisa que nunca pensei que me fosse acontecer: "encontrar" uma professora do meu tempo de liceu... pelo menos através dum blog. Imagino o que não será se um dia estivermos face to face...
Um beijinho bem grande

11:12 da tarde  
Blogger Romicas disse...

Mário, quando resolverem passar por cá, é só perguntar na papelaria junto à Rodoviária por Rosa Amélia Martins e toda agente dará a informação.
Ou mandar um mail e eu dou o contacto telef.
Com muito prazer os receberei.

11:21 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

Volta meia volta vbou a alter do chão, pois a mãe dos meus filhos tem lá família: os Carys: um, o luis maria até é lá professor; pode ser que o conheças, pelo menos de nome...mail por mail cá vai o meu: marpalmeida@iol.pt
Qual é o teu blog, que já não me lembro.....

1:13 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

Ri-ri
tens toda a razão sobre o blog; e repara, logo a seguir a um post sobre a ingratidão, está outro sobre a gratidão; e destes pequenos nadas se fez, e faz, um grande blog....

1:15 da tarde  
Blogger Romicas disse...

O meu mail:
rosameliamartins@gmail.com
o blog:
http://romicaosm.blogspot.com/

Não conheço ninguém em Alter. Apenas uma colega que esteve na escola onde trabalho.

2:17 da tarde  

Enviar um comentário

Subscrever Enviar comentários [Atom]

<< Página inicial

Powered by Blogger

-->

Referer.org