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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Noticia Triste - Faleceu o ABILIO SOARES

Tivemos conhecimento esta tarde do falecimento do Abilio Soares. Uma figura do nosso bairro e actual dirigente da APRe!.

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sábado, 22 de agosto de 2009

ABILIO SOARES - Faz Hoje 67 ANOS


ABILIO SOARES

22-8-42
67 Anos
O Blog do Cavalinho Selvagem,deseja-lhe muitos parabéns, muitas felicidades e muitos anos de vida.

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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

CHOUPAL - O que fazer ?

Realizou-se ontem uma sessão pública na Casa Municipal da Cultura para debater o novo traçado do IC 2 que pretende passar em viaduto sobre a Mata do Choupal.
Foram oradores o Prof. Jorge Paiva, Prof. Marçano Cardoso e Arq. Luís Sousa.
As exposições foram bastante interessantes tendo o Prof. Jorge Paiva falado sobre a biodiversidade e o que representa o Choupal para a preservação da qualidade de vida presente e futura na cidade de Coimbra, que esta travessia era um acto gratuito e um atentado à preservação deste património natural. Realçou a importância dos movimentos cívicos na defesa do património constatando que infelizmente a população de Coimbra era muito pouco participativa e que os estudantes, parece que na sala estariam muito poucos, não passavam a maioria deles de emigrantes de passagem e que pouco se interessam pelas questões da cidade.
O Prof. Marçano Cardoso, Provedor do Ambiente, informou que não só deu parecer negativo à passagem desta ponte sobre o Choupal como referiu que esta medida não passava duma mera decisão exclusivamente política. Que neste e em outros casos a política ambiental nada tem a ver com as orientações da Comunidade Europeia.
O Arq. Luís Sousa apresentou o seu projecto alternativo à construção desta ponte, demonstrando como de acordo com o Plano Viário em curso esta obra se torna desnecessária e como Coimbra poderia ser numa perspectiva futura uma cidade mais amiga do ambiente e onde valeria a pena viver.
Pela Plataforma foi realçado a importância do abaixo assinado que está disponível em diversos sítios da cidade bem como a petição on line que será tornada pública.
Apelo a que estejamos atentos e que todos possam e devam subscrever a Petição On Line na defesa do Choupal.
Para melhor poderem estar em dia com toda esta problemática poderão consultar http://soschoupal.blogspot.com/ bem como http://www.plataformadochoupal.org/.
Abílio Soares

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domingo, 11 de janeiro de 2009

O que Fazer pelo Choupal

O Diário de Coimbra de hoje dá a conhecer a posição do Provedor do Ambiente e Qualidade de Vida Urbana de Coimbra, Doutor Massano Cardoso, que tornou público o seu desagrado pela viabilização da nova travessia sobre o Rio Mondego pelos impactos que esta terá sobre a Mata Nacional do Choupal.
Sendo o parecer da Comissão de Avaliação desfavorável, o Provedor não duvida que a aprovação do estudo prévio se trata de uma "decisão meramente política", pelo que, na sua opinião, "todas as políticas nacionais, europeias e internacionais a nível ambiental deixam de fazer sentido neste enquadramento".
O Provedor não hesita em apontar responsabilidades ao Ministério do Ambiente, responsável pela gestão do Choupal e pelo seu estado de abandono/degradação.
Esta notícia, de que se transcreve as partes mais relevantes, não é de maneira nenhuma tranquilizadora.
Não sei de que forma é que eventualmente o Blog poderia tomar uma posição pública sobre o assunto. Não sei, talvez com um abaixo-assinado. Pensa nisso Quito.

Abílio

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sábado, 22 de novembro de 2008

AUTOCARRO para ir às Enguias


Caríssimos
A ideia surgiu quando li a história daquele amigo que vinha duma jantarada e que foi mandado parar por uma brigada da GNR. Vai daí depois de soprar o guarda mostra-lhe o visor - 3,5 -.
Ele vê, vira-se para o guarda e diz ,"oh Sr. Guarda deixe-me ir embora são já quase 4 da manhã e a minha mulher está à minha espera".

Para que história semelhante " NÃO" acontecesse gostaria de sugerir que se fosse às Enguias de autocarro a partir de Coimbra.
Talvez a hora de partida no Samambaia pudesse ser às 11.00 h e o regresso por volta das 19.00 horas.
Para que isso se pudesse realizar seria necessário saber previamente quem se quer inscrever para ver da sua viabilidade e o blog poderia divulgar a ideia.
Todos os que se deslocam do sul poderiam apanhar o autocarro em Coimbra.
Na reunião de domingo no Samambaia falei neste assunto e já há interessados.
Não me importo de pedir orçamentos.
Abraço
Abílio

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sábado, 15 de novembro de 2008

Aventuras de boleias atrás da Académica


Académica deslocava-se a Viana do Castelo para um jogo amigável com o Vianense.
Já não sei bem qual a razão do porquê, naquela altura, irmos atrás da Académica até Viana, eu o Nini e o João Espírito Santo.
A primeira etapa foi até à Mealhada de boleia com Dr.José Maria Antunes que ao parar junto do Pedro dos Leitões nos fez renascer a esperança dum bom início com um saboroso leitão à bairrada. Mas tal não se verificou, e, mal saímos do carro logo ouvimos "malta vou almoçar, se ainda aqui estiverem quando eu acabar de almoçar contem com boleia". Bem, ficámos a chuchar no dedo e lá continuámos à boleia.
Chegados a S. João da Madeira e como a fome apertasse, contadas as moedas, resolvemos, para encher a barriga, ir comprar umas bananas e umas castanhas.
De barriga cheia lá prosseguimos até que apanhámos boleia no Porto do Gerente da VW em Viana, pessoa de trato afável e, mal chegados a Viana, diz para a cunhada, que casava no dia seguinte, "trago-te aqui uns estudantes de Coimbra para o teu casamento" e, logo ali, convite feito e de imediato aceite.
Quando chegámos à recepção que se fazia na Sede do Vianense à Académica e após vários discursos e nada de comes à vista resolvemos ir pôr ovos noutra galinha.
A malta de Viana que nos apareceu era compincha e logo procurámos saber onde podíamos ir comer sem pagar ou pagar pouco pois as castanhas e as bananas já há muito tinham deixado um buraco no estômago.
Então foi nos dito que os Padres Franciscanos nunca deixavam sair ninguém com fome. Aí fomos, estávamos na Quaresma, entrámos na igreja com a capa pelas costas, ajoelhámos em oração sem tirar os olhos do franciscano que compunha o altar, sem sabermos muito bem como e quando seria oportuno avançar. Estávamos naquele impasse quando o franciscano nos vendo com tamanha devoção se aproxima e diz "Querem-se confessar?" e de imediato o João responde "Não Sr. Padre vimos cravar um jantarzinho",por entre risos, olha para nós com ar piedoso e diz "sigam-me", e lá fomos nós até à sacristia. Momentos depois tínhamos à nossa frente queijo, pão, marmelada, doces e água que julgo não era benta.
Depois com a malta de Viana andámos a fazer o roteiro das tasquinhas do vinho verde até que, já madrugada, o Arrais, amigo que conhecemos naquela noite, nos disse "em minha casa só estou eu e a minha irmã se quiserem ficam lá", foi o que quisemos ouvir, mas tínhamos uma surpresa a cama para nós os três era de casal e ninguém queria ficar no meio. Depois de muita conversa e coboiada lá se convenceu o João a ficar no meio com a advertência "está bem, eu fico no meio mas durmo de barriga para o ar". Os vapores do vinho verde foram melhor do que lorenim e dormimos que nem uns justos.
No outro dia de manhã, de imediato, começámos a indagar para saber onde era o casamento para o qual tínhamos sido convidados na véspera. Não fomos à igreja mas fomos recebidos no banquete com todas as honras pela noiva que levou logo uma saudação de FRA´S e os desejos de muitas criancinhas (a noiva era boa como o milho). Sentámo-nos, abancámos, comemos, bebemos e dançámos e quando demos por ela já tinha acabado o jogo da Académica. Mas FRA, que a jornada foi boa e deu muito gozo.
No outro dia apanhámos boleia com um sargento reformado que avisou "cuidado, vejam onde colocam os pés que o chão do carro tem buracos" depois, sempre que fazia uma curva era sempre fora de mão e dizia "estas curvas eu corto-as sempre" e nós cheios de medo também dizíamos "nós também nos cortamos".
Abílio Soares

NOtaTexto publicado em comentário ao texto do Rui Felício - A GRANDE CIDADE - (alvorada em Lisboa)

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terça-feira, 28 de outubro de 2008

Encontro de Gerações e de Emoções

Hoje, três dias após o memorável Encontro de Gerações, do passado dia 18, ainda me encontro pairando num encontro desencontrado de emoções.
A noite da véspera do GEG mal foi dormida na ânsia expectante do encontro de muitos dos amigos que se não via há muitos anos.
O Encontro daquela manhã nas ruas do nosso Bairro foi o abraço apertado, o olhar nos olhos, e o confirmar, por vezes, sem querer dar nas vistas, do nome na placa que se trazia presa ao pescoço, porque o caminhar dos anos deixou marcas que se nos aproximava em espírito e sentimento nos distanciava na aparência.
Foram as lágrimas reprimidas e as que se soltaram em turbilhão descontrolado.
Foi o querer saber num instante a vivência de trinta ou quarenta anos, e surgia o desejo de tudo querer saber, os filhos, os netos, os sucessos de cada um, porque ninguém naquele momento, queria saber de coisas menos boas. E, também, por vezes, lá tínhamos a notícia triste do amigo que já tinha partido.
Os abraços, os beijos, os risos e as lágrimas secundarizaram a beleza que nos foi presenteada pela Comissão Organizadora - os Gaiteiros e a Banda Filarmónica Penelense -.
Naquele momento o mais importante eram as pessoas, os Amigos.
O descerrar da lápida que irá perpetuar o Encontro de Gerações no átrio do Centro Norton de Matos, o almoço, as fases protocolares, o hino do encontro, os fados de Coimbra e todos os momentos deliciosos que nos foram proporcionados pelo BobyZé, o Alfredo Moreirinhas, e o António Alves, não nos deixam esquecer o belo texto pleno de emotividade do Fernando Gaspar que nos mergulhou, frase a frase, em aspectos do nosso Bairro que pertencem ao passado mas que estão bem presentes. Quantas não foram as lágrimas que afloraram aos nossos olhos, quando se projectava da memória as imagens que nos iam sendo descritas dum tempo que não voltará jamais.
De todos os momentos, o momento de, nome a nome, homenagearmos aqueles que connosco comungaram a fraterna e despreocupada cumplicidade de momentos vividos na juventude, e já não estão no meio de nós, foi o minuto sem tempo do nosso recolhimento e do nosso encontro intimo com a insignificância precária das nossas vidas.
Depois foi o continuar da festa, a emoção do recordar de situações e mais abraços e beijos, o rir dos momentos que a distancia dos factos por vezes nos faz duvidar da nossa própria memória, teria sido mesmo assim?
Agora que a expectativa do Encontro de Gerações foi em tudo superada, fica-nos o amargo de boca do pouco tempo que demorou, e, dos muitos amigos que também estiveram presentes e com os quais não houve, porque o tempo voa, oportunidade de abraçar.
Estamos todos mais próximos e a vida vivida foi de novo revivida neste amplexo de emoções profundamente sentidas na certeza do outro encontro.
Coimbra, 21 de Outubro de 2008
Abílio Soares

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quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Praia de Mira de outros tempos

momentos na vida que outros momentos jamais apagarão na nossa memória. Claro que o distanciamento dos momentos vividos fazem com que tenhamos a certeza que a confiança na memória nos permite.
Vem isto a propósito do próximo almoço em Mira e as recordações que a muitos de nós nos liga a Praia de Mira da nossa juventude.
Foi na Praia de Mira numa tenda feita de pano de lençol que iniciei as minhas aventuras campistas. Não havia parque de campismo e tínhamos que pedir autorização ao Guarda Florestal, Sr. Páscoa, para que pudéssemos acampar nas matas próximo da barrinha. Também sacos-cama ainda não existiam e eram cobertores que nos serviam de agasalho ao dormir e não só.
A primeira noite foi um desassossego de anedotas e piadas, com a pilha eléctrica que falhava e nos deixava às escuras ou com a ponta do cobertor que um puxava e a imediata reclamação de quem ficava descoberto… só o cansaço dum dia de muita agitação venceu a resistência às risadas que teimosamente queriam resistir à força do sono. Mas foi este que por fim venceu e, o sono das consciências tranquilas prolongou-se pela manhã fora até que a fome começou a apertar. Depois foi o jogo do empurra para ver quem é que ia comprar o pão, por fim organizámo-nos com uma escala de serviço que foi minimamente cumprida. Foi então que aprendi que para fazer um tacho de arroz não era necessário um pacote inteiro de arroz. Numa das vezes, à medida que nos aproximávamos da tenda mais cheirava a esturro e o NiNi impávido e sereno sentado numa pedra a ler e a panela ao lume e tudo esturricado. Nestas alturas havia sempre a alternativa - SANDES -, e estas foram o que nos safou durante aqueles dias.
A grande atracção da Praia de Mira era para alem da praia e da barrinha, os bailaricos no Mira Sol, o cinema ao ar livre e claro as miúdas que se iam conhecendo.
As noites eram frescas e húmidas e o cinema era ao ar livre num pátio nas traseiras do café Tomé, tínhamos que ir embrulhados nos cobertores, e que bem sabia a troca de confidências que as mãos dos parezinhos faziam por baixo daqueles cobertores…
A altas horas da noite lá íamos a uma padaria, que ficava por traz do Mira Sol, comprar carcaças de mistura acabadinhas de sair do forno de lenha. As carcaças eram grandes e marchavam uma data delas barradas com margarina (não tínhamos manteiga nem …colesterol). Aquele cheiro e o sabor daquele pão acabado de cozer com a margarina a escorrer é das recordações que nunca se esquecem.
Uma noite alguém gritou “a tenda está a meter água tenho os pés encharcados”, gerou-se grande alvoroço, apalpa aqui apalpa acolá e a resposta em uníssono “eh pá, vai-te lixar então não vês que estás a dormir com os pés de fora”.
As dunas…”dunas são como divãs”, e foram um bom aconchego para alguns namoricos que se consolidaram em cima daquelas areias movediças, enquanto outros não passaram daquele bom momento que se recorda. Havia sempre uns desmancha prazeres, os topas, que lá vinham espreitando por entre as ervas das dunas e quando eram topados um gajo levantava-se e ao ver as cabeças espreitando dizia “está um lindo dia” e sempre lá algum respondia “s´está”… “s´está” …
Então até breve em Mira.
De Abílio Soares

P.S.- Estive muito longe daqui, em férias, e só hoje retomei o vosso contacto, pelo que agradeço a todos os amigos que amavelmente me mandaram mensagens no meu aniversário que foi passado em Suzdal (sabem onde fica?).

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sexta-feira, 22 de agosto de 2008

ABILIO SOARES faz anos hoje


ABILIO SOARES
22 de AGOSTO
1942

66 Anos
O Blog do Cavalinho Selvagem,
deseja-lhe muitos parabéns, muitas felicidades e muitos anos de vida.

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quinta-feira, 24 de julho de 2008

O ANTES E O AGORA - ABILIO SOARES


Quer se queira quer não queira
o tempo sem tempo passa por nós
duma forma inexorável
violenta indiscriminada e de tal forma
sistemática e definitiva
que vai deixando na sua passagem
traços bem marcados e indescritíveis
do tempo que por nós passou
são rugas vincos bochechas adiposidades
a visão e o ouvido que se perde
deixamos de crescer para cima
para crescer para o lado
arfamos quando corremos
e deixamos de arfar noutras circunstâncias
chutamos a vida em cada momento para a frente
na certeza de que o caminho percorrido
não se repetirá jamais
na vã esperança de que tudo é ainda possível
Vejam como estou no agora
porque o antes já é conhecido
e eu que até olho todos os dias
para a cara que me aparece à frente no espelho
até julgo que não mudei
porque serei sempre eterno
na memória dos que me não esquecerão.
Abílio Soares

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