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sábado, 15 de fevereiro de 2014

No tempo deles era assim ...

Mas que bela equipa esta de Rugby da AAC ( 1967).
Na fila 1: - Toni Cabral Fernandes; Gomes arriére, Floro, Farinha (diria o ZE VALE ), n°5 - Zé Redondo (Licor Beirão); n°6 – Carlos Falcão e Pina de Morais
Na fila 2: NSequeira,Nabais; n°3 César Pegado, Raul Curcialeiro,Coimbra,Açoriano e n°8 – Manel da Quinta

Já em 12.3.12

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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

SAUDADE !

Um Falcão com 64 anos é uma espécie em vias de extinção com origem no nosso Bairro.

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domingo, 24 de janeiro de 2010

INDUBIO PRO REO !

O debate sobre as Rotas dos Açores e de Colmar, têm aqui sido objecto de tomadas de posição.
Seguramente por "defeito sociológico" meu - agora não estou a ser irónico, acreditem - não prático "la langue de bois "ou seja, não tenho papas na língua. Como tal, cabe-me afirmar não sem algum orgulho, que do mesmo modo, não renego nenhuma das minhas heranças, mesmo as que recebi de mim mesmo. Era o que faltava.
Não obstante as divergências de opinião e a escassez do meu vocabulário lusófobo, tenho imensa alegria em contribuir através "do meu piano" internético, para que a AMIZADE daquela Malta continue.
Acérrimo defensor da partilha dos saberes, contribuo com os meus comentários respeitando os valores do "nosso espaço" internético. Valores aos quais subscrevo inteiramente, definidos pelo celebérrimo mouramortino Álvaro: debate livre, não fulanizado e sem ofender ninguém. Mas fico confortado com a ideia de que só me leu quem quis e que ninguém é obrigado, a seguir a minha modesta contribuição.
Nesta perspectiva, os meus comentários sobre as Rotas, feitos com humor e sem trocadilhos, talvez acutilantes, acabaram por ter um efeito desproporcionado e refluíram sobre alguns, o que resultou, do meu ponto de vista, uma sensação um pouco estranha... Um obscuro silêncio!

Esperava também que não interpretassem de forma negativa as minhas tentativas de humor para "lançar o debate" sobre as Rotas. Pelos vistos não foi assim. Há que ponderar!... Nem prós nem contras. Cada um vai onde melhor lhe convêm e pode. Ponto final!
E se querem que vos diga, faço minhas a as palavras de Fernando Pessoa
«Pedras no caminho? Guardo-as todas!... Um dia vou construir um castelo!».


Estimado LAU, mano TOMANÉ , malandros do sul e de além mar, um forte abraço e porque não, também... Até à Rota dos Açores.

Voltarei sempre que faça sentido mas, garantidamente, sem azedume!
Saudações cordiais.
C. Falcão

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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Cavalinhas, cavalinhos, somos solidarios

HAITI, terra maldita ?.
Tive a oportunidade de precorrer "profissionalmente" este país.
50% dos haitianos, vivem abaixo do limiar de pobreza. Inimaginavel!..
"vizinhos do lado"- mesma ilha - da cosmopolita e turistica Républica Dominicana.
Haiti, um país duramente atingido: crises politicas, motins, más colheitas, deslizamentos de terra , corrrupção, violencia e agora o terramoto. Um pesado tributo!
Porque serão sempre as populações mais pobres as mais martirizadas ?
Quadro adquirido por C. Falcão numa das suas visitas ao Haiti

Á
TERRA D'HAITI
Terra mortal e terra da imortalidade
Terra de desolação e terra prometida
Terra pura e de retribuição
Terra de redenção como a terra de Haiti
Sagrada e sacrificada
Mas também terra de luz e de perdição.

Extrato dum poema de Jean Métallius, oriundo de Haiti


Somos solidarios da pena dos Haitianos
Carlos Falcão

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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Uma Reliquia

Uma foto que é uma Reliquia.
A antiga Piscina Municipal do Estadio, a ceu aberto.
Muitos de nós aprendemos ali a nadar ...e a brincar.



Nota : Uma foto que andava perdida

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Johnny Halliday

Não sendo a prosa predicado meu, arrisco-me a falar-vos dum " rapaz do nosso tempo".
Não é novidade. Sabem que em dezembro do ano passado, a França inteira esteve inquieta: O seu último mito do século XX, lutou para sobreviver à morte, no quarto dum hospital de Los Angeles.
Johnny Halliday passou uma tangente à morte. "J'ai frôlé et côtoyé la mort" comentou ele. Estava-se por aqui em alerta. A presidência da república, as redacções dos diferentes jornais preparavam as noticias necrológicas no caso de... Mórbido?...
Ora, este facto não é a razão do meu apontamento de hoje. Mas sim, a referência a um tempo repleto de emoções para quem despertava para a vida adulta ao som de "gira-discos" a pilhas "Teppaz"... à moda do "sobreiro".
Vivenciámos em bailes, construíram-se romances em Coimbra, na Praia de Mira, etc, etc... Tardes e noitadas inolvidáveis!
Halliday foi o émulo francês possível de Elvis Presley, mas, contrariamente ao cantor americano, a sua carreira teve escasso impacto fora do mundo francófono, onde, contudo, é um fenómeno incontestado. Alimentou sempre um estilo de "bad boy", que vai bem com o seu tom de voz e a figura de roqueiro "blouson cuir" e moto à "tiracolo".
Apesar de alguns anos mais velho – têm 65 - Halliday é, um tempo em que este tinha como namorada Sylvie Vartan e arrasava musicalmente a concorrência francesa, o que, em Portugal, acompanhávamos, com algum "voyeurismo" adolescente, através da leitura do "Salut les Copains".
A sua canção de que sempre mais gostei era a versão francesa "The House of the Raising Sun", face A, aqui traduzida pelo "Le Pénitencier". ( "Be-Bop-a Lula" na face B du disco).
Resistiu as todas as modas e géneros musicais. A sua longevidade tem algo de sagrado. Difícil, certamente, de gerir durante mais de 40 anos, sucesso, "people", família, gloria, liberdade financeira... e mais. Pode prevalecer-se de uma carreira excepcional.
Como homem, só ele é que sabe. Como artista, aprecio.
Tiro-lhe o chapéu: Salut l'Artiste!...

Carlos Falcão

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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

ROTA DO MILHÃO - Estamos no bom caminho


Estamos no Bom Caminho para fazer a " ROTA do MILHÃO com LICOR BEIRÃO"
Com esta conversa do Falcão e do Ze Redondo, estamos mesmo no bom caminho para a Rota do Milhão com Licor Beirão.

Diz assim o Carlos Falcão:
Obrigado pela tua mensagem. Os Carrancas, mais que uma associação familiar, um "team", um património!
Foi para mim um privilégio ler o teu "expose bibliographique". Só temos que nos orgulhar do vosso trajecto.
Vais desculpar-me se porventura estarei a ser inconveniente. Do meu ponto de vista, no nosso "environement" social, existem dois tipos de pessoas: "les raseurs", os que pensam fazer mas nunca fazem... mas vento, P...., que ventania, e ou outros, os "expert" os criadores de riqueza, os que arriscam, os que fazem, como tu.
"Doa a quem doer.”
Contrariamente ao que se possa pensar, não sou um frequentador assíduo da blogosfera, razão por que me escapam muitas coisas, mesmo algumas que se referem a este próprio blogue. Não obstante, é atraves dos jornais "on line", como o D.C., que acompanho as noticias e novidades da vida Beirã, como a tua dedicação aos interesses da Lousã.
A tua implicação na área du Rugby e no BTT, o trabalho de excelência em prol da organização, do "sponsoring" e do desenvolvimento do desporto na Lousã, num modo geral, verdadeiramente não foi surpresa.
Alegra-me saber que, como eu, também és um adepto apaixonado pelo ciclismo. Por aqui, com o Tour de France, este ano 2010 promete... match entre o mediático Lance Armstrong e Contador!
A bicicleta serve-me de instrumento de liberdade. É uma realidade que tenho o gosto de" l'engagement" desportivo e da competição. Não bastasse isso, ando metido em corridas "veteranos" de Fevereiro a Outubro, o que me proporciona uma enorme motivação para me limitar nas "rotas gastronómicas".
No vector família, como tu dizes, contínuo na "Grande Prova", de vitória em vitória, até à derrota final, of course... Sempre com o mesmo "director desportivo": a Jacqueline. "arrastei a asa" hà 38 anos, àquela que é hoje a minha esposa. Sou pai duas vezes e avô de dois rapazes e da adorável Maud.
É tudo por hoje. E como não podia deixar de ser, sendo a Lousã a Meca do BTT português, um enorme sucesso à proxima "Avalanche Licor Beirão 2010".
www.rclousa.com está nos meus favoritos. Continua a vir até aqui... é jovial!
Um forte abraço, com real gana, aos "velhos" da Confrarugbia.
Até um dia destes, e porque não de bicicleta pela serra acima até ao Trevim, que jà subi. À Barraca Preta será mais dificil com bicicleta "course".
Au revoir!
Carlos Falcão

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domingo, 10 de janeiro de 2010

No Tempo deles era Assim...

Mas que bela equipa esta de Rugby da AAC ( 1967).

Na fila 1: - Toni Cabral Fernandes; Gomes arriére, Floro, Farinha (diria o ZE VALE ), n°5 - Zé Redondo (Licor Beirão); n°6 – Carlos Falcão e Pina de Morais
Na fila 2: NSequeira,Nabais; n°3 César Pegado, Raul Curcialeiro,Coimbra,Açoriano e n°8 – Manel da Quinta

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sábado, 9 de janeiro de 2010

Agora é que vão ser elas.... O Ze Redondo e o Carlos Falcão

E prontusssss. Está montada a tenda...
O Ze Redondo entrou e abriu o livro das suas memorias.
Puxámos pelo Ze Redondo, pois que alem de atleta da Academica da nossa juventude, foi um grande amigo de cavalinhos deste bairro.
No rugby foi colega do João Jose ( Big John ), do Carlos Falcão, do Vilela, do Alvaro Corsan e mais um outro que não recordo nome que morava na Rua A.
Havia tambem no rugby o Vasco Silva da Escola Agricola, que vivia na Rua de Angola, por acaso meu parente, descendente de Mucelão, da Moura Morta e de Vilarinho do Alva.
Como esperamos tambem que o Ze Redondo, numa das proximas Rotas apareça com uma Caixinha do seu famoso Licor, a exemplo do que fez o Candido com o Vinho da Casa da Urra, então cá vai a conversa dele com o C.Falcão.

Que memória querido Amigo Carlos Falcão. Jamais te esqueci e muito tenho falado de ti com vários daqueles que indicas. Tenho acompanhado as tuas crónicas e foi por ter colocado o teu nome no google que cheguei a este tão importante e bem estruturado espaço de diálogo. Depois apararecem outras crónicas de elevado nível, muitas vezes dou comigo a apreciar a vivência dum grupo de que também fiz parte, mesmo não vivendo nesse espaço tão marcante da cidade de Coimbra.De ti recordo a tua alegria de viver e a extraordinária camaradagem que extravazavas e, sobretudo, por já na altura seres um tipo de convicções fortes.

Em 1973, JCR com os seus atletas. da Escola

Sabia que estavas para França, onde durante 15 anos passei sempre 12 dias de férias com a família, visitando todos os recantos desse país. Mas como não quero obviamente estar a "chatear" com as minhas memórias todos os que visitam este blog, vou-me só referir em termos de desporto ao meu 2º grande amor que é o ciclismo. Aqui está JCR com uma das suas equipas de jovens

Por isso quando te "vejo" a fazer esse desporto com tanto entusiasmo deixa-me confessar-te que há mais de duas décadas ( e isto por força do que via em França) que me dedico ao BTT. Até aqui há meia-duzia de meses fazia com facilidade 40 Kms por tudo o que era carreiro à volta da Lousã, ou de Quiaios onde vou com frequência. Subia muitas vezes 3 vezes ao dia a Serra da Boa Viagem. Tenho em casa mais de 12 BTTs. Fazia diáriamente voltas com os meus 3 rapazes. Forma simples e divertida de discutirmos assuntos profssionais. Digo isto no passado porque desde Maio que parei com a bicicleta com medo de me afectar a próstata. Foram só 8 kgs a mais desde aí. Conheço a palmo todos os picos famosos do Tour e a minha próxima maluqueira é comprar uma auto-caravana para acompanhar as etapas de montanha do Tour. Durante anos investi fortemente no ciclismo português (onde encontrei algumas vezes o Carlos Júlio reporter da Antena 1) mas infelizmente a falta do Benfica (e o doping) retiram muito retorno ao investimento.


JCR cm o c avalinho Horacio Antunes, na altura Presidente da Câmara

Continuo a apoiar tudo o que são provas amadoras e sobretudo de BTT. Por isso, caro Falcão, tivemos um elo de ligação no rugby, mas continuamos afinal com as mesmas tendências desportivas. A nivel de rugby que lançei na Lousã em 1973 e depois de 36 anos tenho um bem estruturado clube de rugby, com um belissimo estádio, mais de 200 atletas, 9 equipas em actividade todos os fins de semana, vários profissionais na parte organizativa, um bom ginásio com muitas actividades. Foi através do rugby que a Lousã se geminou com Prades no Sul de França. Quase diria que me sinto muito realizado em 3 vectores da minha vida. Família (4 filhos e 9 netos que todos os dias almoçam e jantam em minha casa), Empresarial com o Licor Beirão que é agora o espirituoso mais vendido em Portugal e Desportivo com o Rugby Club da Lousã. Aliás fui condecorado em 1999 pelo Governo pelo trabalho feito nesse sector.
Enfim muito mais havia a dizer. Agora estou aqui num Hotel de Lisboa, pois ontem vim votar para a eleições da Federação (35-35 um inacreditável empate nas duas listas a sufrágio) de seguida tenho um almoço de família em Alcantara para depois ir ver ao estádio Nacional a 2ª parte do Rugby Linha Cascais com o RC Lousã. O filho que vês a falar na reportagem foi internacional de rugby e joga hoje a... abertura.
Os outros dois filhos deixaram de jogar este ano. Feitas estas introduções, fica o convite irrecusável de me visitares na Lousã. Costumo estar todos os fins de semana com o Tony, que tem uma casa lá perto, com o Celibé que faz como eu parte da Confrarugbia (um grupo de 15 "velhos" que se reunem todos os meses num fantástico almoço). Podes acompanhar o historial do Rugby da Lousã no nosso site: http://www.rclousa.com/
Não te roubo mais tempo. Um abraço e até breve.

Ze Redondo

Alvaro Apache

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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

CARLOS FALCÃO - Faz Hoje 62 Anos


CARLOS FALCÃO


28 Dezembro

1947






62 Anos
O Blog do Cavalinho Selvagem,
deseja-lhe muitos parabéns, muitas felicidades e muitos anos de vida.

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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Recordando a Praia Fluvial


À memória de Luís Lopes da Conceição. À memória de José do EspiritoSanto Falcão.
Entre outras coisas falou-se aqui da praia fluvial de Coimbra. Note-se que existiu na mesma época - era uma realidade em 1942 - uma piscina fluvial de competição cuja longura era de 33 metros... e 100m 3x33. No mesmo período, o recorde da distância em estilo crawl era
1m e 7 s, obra dum atleta que ali iniciou a sua valiosa carreira desportiva, mestre e campeão, cavalinho estimado e reconhecido, que nós conservámos na memória: Luís Lopes da Conceição. Atleta que, como sabemos, foi várias vezes seleccionado nacional representando a Académica. Contemporâneos deste, no sector masculino, havia entre outros atletas "segundos planos": o José Lobo, perseverante campeão surdo e mudo, o Romãozinho, os irmãos Fidalgos (hotel da Av. Navarro) e em bruços, o José Falcão, este com a licença n° 118 da Associação de Natação de Coimbra, atleta do histórico União de Coimbra, clube querido ao Pedro Flaviano.
Recorde-se que no inverno, com as cheias, as piscinas fluviais iam água a baixo, juntamente com as laranjas... e de ano para ano, mãos à obra, para reconstruir.
Foi o José Falcão, meu pai, atleta inigualável, que me ensinou a nadar, a dar mergulhos e cambalhotas!... Deixou a "Grande Prova" com as últimas braçadas da vida, em 2004.
A colheita do Musgo?
Ainda não era questão de salvar o planeta ou Copenhaga onde, comentam os media, o clima foi irrespirável!...
Musgo ? e em placas, lembram-se ?! Apanhava-se com a ponta dos dedos, das duas mãos, fresquinho. Ali numa zona entre da Quinta das Flores, a norte e o Pinheiro Manso a sul, pois havia por ali uma relativa humidade. Apanhava o musgo e, por vezes, samambaias, para que no presépio representassem as arvores.
O presépio... Momentos "reconfortantes"da provisória infância.
Há... Quanto à Praia dos Tesos... O rio, na Portela do Mondego, a "bola" para os mergulhos. Os domingos em dias de sol, à sombra dos choupos, com a família ao completo. Um baú de recordações. O rio, representava para a D.Manuela, um dos "bureaux" de trabalho. A minha mãe era "sócio honorária" da natureza: Tinha uma pedra do rio reservada ao ano, para lavar a roupa. Há cada uma...

Boas Festas C.Falcão

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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

A apanha da Azeitona por terras de França

Um grupo etnográfico ou ensaiam para cantar as Janeiras ?

Não, simplesmente uma colheita de azeitona entre amigos, na quinta da Bernadette, proprietária das terras, ali para os lados de Gordes (45° 54' 40.3" N // 5° 12' 03.93" E). Deve ser dito que as oliveiras estavam carregadinhas e com a ajuda do varejador mecânico, o esforço foi menor. Foi uma boa colheita: 1 200 kg, ou seja mais ou menos 200 litros de Azeite A.O.C.. Um bom ano!... O bom humor de nove "voluntários" contribuiu largamente para o sucesso destes cinco dias de colheita, sem esquecer as merendas reforçadas por uma boa pinga des Côtes du Rône* "caseiro". É a vida. Para todos (as) enviamos um forte abraço.
Carlos Falcão

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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Uma Esquina na Historia Lusa - 1° Dezembro.


Confesso que sinto alguma nostalgia quando vejo o modo respeitoso como os franceses ou os britânicos comemoram as suas datas fundacionais, ao mesmo tempo que observo nos "média" portugueses a que tenho acesso pela Net, a desinteresse com que, em Portugal, se olham tempos similares nossos.
E isto é tanto mais estranho quanto a nossa História, por ser muito antiga e rica, justificaria que as novas gerações olhassem para ela com bastante orgulho.
Na minha juventude, o 1º de Dezembro era uma data cheia de comemorações. Por todo o país, haviam desfiles e romagens esforçadamente patrióticos. Nos meus primeiros anos na Escola Brotero, em Coimbra, para a marcha militarista obrigatória que fazíamos pelas gélidas ruas da cidade, de calção castanho e camisa verde, lá íamos de costas direitas como um "Lusito"... esquerdo... esquerdo....Será que no futuro, as novas gerações não terão conhecimento desta pagina da história que formou a terra Lusa?Aproveito, com esta relembrança sobre a
Restauração, para deixar claro que as memórias que, por vezes, trago para o nosso blogue, não representam, necessariamente, qualquer saudade de outros tempos. Com escassas excepções, o presente é bem melhor do que tudo o que ficou do lado de lá da esquina da História, por mais graça que esse tempo tenha então tido, por mais complexa que a vida de hoje seja. Pelo menos, eu penso assim, com sinceridade.O melhor está para a frente!...
Carlos Falcão

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terça-feira, 1 de setembro de 2009

IMORTALIDADES ?

Olá, malta do camano Então como corre a vida desde a ultima vez ...? Desejo do fundo de mim, para todos e para a GINA CARVALHO em particular, que a saùde seja a melhor possivel. Mesmo se a vida dos comuns projectada na vida dos heróis é um fenómeno intemporal, nesta semana em que mais uma "Vuelta" se inicia por terras espanholas, é um grande gosto para o ciclista amador que sou, de relembrar a honrada figura do Joaquim Agostinho. A felicidade faz-se hoje bastante "desta" adesão aos sucessos que outros protagonizam, de quem nos assumimos próximos colectivamente juntos na vit. Quantos de nós não sofremos de taquicardias patetas pelo nossos clubes : A. Académica, SL Benfica, FC Porto, Marselha… Alves Barbosa (Sangalhos) , Joaquim Agostinho ( Flandria) Rui Costa ( Caisse d'Epargne ), pelas nossas selecções nacionais, pelas nossas bandeiras desportivas? No futebol como no ciclismo ? O desporto pode ser e é, muitas vezes, um tempo de evidente irracionalidade. Mas, ao fim de não poucas décadas de experiência, concluí que a mobilização colectiva da afectividade faz parte da nossa vida e, bem-pensantes à parte, constitui parte do sal de todas as sociedades contemporâneas.Para nós, portugueses, a Volta à França teve um nome que lhe ficará eternamente associado: Joaquim Agostinho, com dois 3.ºs lugares e seis outras presenças nos primeiros dez lugares. Muito embora, convém recordá-lo, uma grande figura do ciclismo português, Alves Barbosa, tivesse obtido, ainda antes de Agostinho, um honroso 10.º lugar. Mais tarde, José Azevedo obteve um 5.º e um 6.º lugar e um homem saído a emigração portuguesa para o Luxemburgo, Acácio Silva, teve também participações honrosíssimas, sendo, aliás, o único português a ter usado a "camisola amarela" de liderança do Tour. A presença do Agostinho e os seus êxitos foram um sopro de orgulho para os portugueses que andavam emigrados por esta Europa. O Agostinho era "a cara" desses homens que os tempos difíceis em Portugal tinham atirado para a nobre aventura da emigração. Eles reviam-se em Agostinho e os seus feitos ajudavam a compensar as dificuldades do seu quotidiano e a servir de moeda de troca face às discriminações preconceituosas que muitos sofriam. Em Portugal, as crónicas de Bruno Santos e Carlos Miranda, na "Bola", contavam o dia-a-dia das peripécias de Agostinho em terras de França, nesses Tours onde conquistou várias etapas mas onde nunca obteve a vitória final, em luta perante a fina-flor do ciclismo mundial.
A jornada épica com a subida et chegada no Alpe d'Huez, ano em que terminou o "Tour" em 3º classificado, mas igualmente os momentos do Tourmalet, de l'Aubisque, do Galibier ou do Balon d'Alsace – 60 km de Colmar - bem como a chegada ao Puy de Dôme, fazem parte do meu imaginário de desportista. E estou certo que isso será comum a muitos portugueses.Valoroso Joaquim Agostinho!Entretanto... quanto ao Falcão, corre todos os fins de semana. Aproveito para vos enviar duas fotografias de destaques feitos pela "Press"local.Ao despedir-me de voçês, aqui deixo um abraço de simpatia para todos aqueles que dão vida ao Cavalinho, memoria colectiva "daquela Malta". E, desde já, esse abraço é extensivo ao vizinho Pedro Flaviano. É bom ler o que escrev
Ciao, até à proxima.
Carlos Falcão

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sexta-feira, 17 de julho de 2009

Coitado do Falcao!!!

Etapa para esquecer, esta que trouxe os ciclistas de Vittel até Colmar hoje!!!200 kms debaixo de chuva torrencial!!!Um autêntico suplicio!!!!A temperatura era de 17° quando ontem andávamos cheinhos de calor, com os 32° que tivemos. E para cumulo, COLMAR é a cidade francesa com menor índice pluviométrico. Mas o S.Pedro, là em cima, decidira castigar o AMSTRONG!!!

2 horas depois do pelotão, chegou o nosso amigo Falcão, na etapa dos Veteranos!!!Nem vos digo em que estado encontrei o meu velho amigo!!Quando vi a bicicleta (aqui na foto) calculo o sofrimento que ele passou na estrada!!!
Mas o rapaz, està bem!Dei-lhe anonimamente "um gim tónico" e a recuperação é eficaz!

Queridos amigos, quanto a mim, amanha pelas 6h da manha, rumo a férias, direcçao DUBROVNIK na Croàcia!!!

Boas férias e bons banhos!!Até ao meu regresso!!!!(jà ouvi isto em qualquer lado).


Bobbyzé

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sexta-feira, 24 de abril de 2009

Século XIX... XX... XXI... , e as amizades, “reais” ou “virtuais”?


Não obstante a adversidade, o Alvaro continua com determinação e honra, uma missão que se confiou:
A memoria colectiva da Nossa Malta, o Cavalinho Selvagem, o traço-de-união para as amizades de ontem e de hoje. O tempo passa e, quando damos conta, o que aconteceu com a nossa vida? o que fizemos dela? onde estão os bons amigos e quem são eles? Ontem no BMC, na Escola, no Colégio, no Liceu, na Universidade, hoje no mundo real, acontece que levamos a nossa vida adiante, assumindo os nossos compromissos e responsabilidades. E quando paramos para pensar, por onde andam os amigos dos tempos de escola? E aqueles bons amigos que nos faziam rir com apenas meia dúzia de palavras simples, ditas sem o menor pudor? E aquele amigo chato, como o bicho carpinteiro, com quem nem sempre concordava-mos, mas que no fundo estava sempre ao nosso lado? Onde estão eles agora?Tenho grandes amigos e nem o tempo ou a distância física foram capazes de dificultar essas amizades que guardei a sete chaves.
Reais ou virtuais, próximos ou distantes, o que importa é aquilo que bate cà dentro. O que importa são os momentos presentes, a nossa história que continuamos a construír todos os dias. É certo que as nossas contribuições são limitadas.
A vida é assim, fazer amigos e preservar os já existentes são fios da mesma teia … Alvaro, somos teus amigos !
Carlos Falcão

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segunda-feira, 20 de abril de 2009

RELIQUIAS DO RUGBY - 1967 e 1968

RELIQUIAS DO RUGBY
1967 e 1968

Jornal mensal Titulo: Maul Rugby; Ano I; n° 1 de Outubro 1967; preço 5 escudos.

Envio-vos a "capa" da primeira edição, do primeiro jornal consagrado à pratica do rugby em Portugal..Começou a circular em outubro de 67

Director: Bento dos Santos; Editor, José Alvarez; Propriedade da Editorial Académica, av. de Berna, 13-7° LisboaAsssinaturas:6 numeros 30 escudos       12 numeros 55 escudos

Composto e impresso nas oficinas da Editorial Académica SARL
Este e outros numeros, estão na minha arca de canfora.

Um abração dum expatriado longínquo... your fiend, the carpenterbee!Ciao

Carlos Falcão

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sábado, 11 de abril de 2009

A TABUADA

2X1=2 ; 2X2=4 ; 2X3=6...

Malta daquele tempo, quem não se lembra DELA ?...e não era digital!

A TABUADA faz parte do nosso patrimonio educativo. Foi para todos nós uma etapa importante na aquisição dos conhecimentos...

Lembramos-nos certamente de ter que aprender a tabuada. Burro como eu, recorda-me em casa, por castigo, de ter que copiar na sebenta a tabuada de multiplicar, para no dia seguinte apresentar ao professor Amilcar, meu professor da 4 classe na Escola dos Combatentes.
Relembro que fui algumas vezes para o canto da sala repetir a tabuada... 2X1=2 ; 2X2=4 ; 2X3=6...

Malta, bons tempos sem dúvida, em que o ensino era muito diferente do que é hoje, e em que havia, quer dentro quer fora das escolas, uma respeitabilidade pela função de professor que hoje – aqui por estas bandas – e pelos mais variados motivos, vai sendo raro.no tempo em que ingressava na carreira de professor quem verdadeiramente se sentia vocacionado para tal.

Ciao... até à proxima.

Carlos Falcão

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segunda-feira, 30 de março de 2009

MORTALIDADES... dum Bicho Carpinteiro EPILOGO


No mundo tudo morre, mas nenhuma pessoa morreu - provérbio tibetano.

MORTALIDADES termina. Saber dizer "Adeus", é, afinal, uma tarefa simultaneamente necessária e exigente que se impõe a todos nós.
Alguém disse, que a nossa cultura individual é o que nos fica depois de ter-mos esquecido tudo o que estudámos. Esta fórmula é bruta, mesmo um pouco fácil.. mas há aqui qualquer coisa de verdade.
Tantas imagens, tantos acontecimentos, tanto testemunho aquinhoado. Foi um exercício difícil, expor-me sem ser convidado ou recomendado.
Arrisquei-me com muito agrado. Fi-lo sem estilo com entusiasmo e sem pretensão. Fi-lo sem procurar esconder as minhas dúvidas, os meus erros ou os meus sucessos.
O meu mais sincero reconhecimento a todos os cavalinhos e cavalinhas, que através deste auditório virtual, me permitiram de abrir a arca de cânfora daquele tempo inolvidável, compartilhar e relembrar zonas cheias de sol, mas também, alguns lamentos. Narcisismo... egocentrismo... um pouco de tudo isso.
O nosso passado distanciou-se um pouco mais. É evidente, mas o fim é também parte da nossa história.
Materialmente, tenho que me chegue... só quero, saúde, amor e carinho.
O Cavalinho Selvagem, um fio que nos aperta num mesmo novelo de fraternidade, um apelo ao convívio onde se passam bons bocados.
Um gigantesco abraço ao Velho Apache, aos ADMs e a todos aqueles que me estimam.
O redemoinho da vida continua. Nova época, novas oportunidades, novos objectivos, novos planos... outros textos!
Ciao, malta amiga.
O Bicho Carpinteiro Carlos Falcão
Nascido em Coimbra - Portugal a 28.12.1947. ignorante infinito, sem talento particular. Radicado no sul da França. Frequentou o famoso BMC/BNM.

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quarta-feira, 25 de março de 2009

MORTALIDADES… Capitulo X

•• UM ÙLTIMO BANHO PARA REJUVENESCER !... ••

Mais uma oportunidade para nós, os sexagenàrios, de rejuvenescermos um pouco mais!...
Este tema simboliza o programa do ùltimo dia da nossa viagem imaginaria. Um mergulho no passado e nas tradições daquela malta!. Uma escapada ao ar livre através dum conjunto de emoções e vivências da nossa juventude conimbricense.
Para nós, a palavra "Bairro" evoca imagens de uma época, malta, aventuras... muita vida!

3° Dia: Estudos – Férias - Amor
Alvorada! atenção, o check-out das bagagens sera feito antes da partida para as excursões. É favor descerem as malas junto da recepção. Como a noite passada foi longa, despertador romãntico com músicas daquele tempo … a whiter shade of pale!... love me tender!...

Pequeno almoço à base de marmelada, dôce de tomate, cacete, pão de bico, rabanadas, leite fresco de vaca fornecido pela Giada, ou o pelo Zé Leiteiro. Encontro com as nossas guias competentes ainda despenteadas, as manas Helena e Isabel Parreiral. Embarque em aviões de papel para um imaginàrio cruzeiro aéreo.

Partimos à descoberta de Coimbra... « do fértil Portugal quase no centro a vistosa Coimbra està fundada » o esplendor da secular Universidade, o traje universitário tradicional dos estudantes, a sua Biblioteca Barroca, as doces e claras àguas do Mondego, onde a cidade se reflecte com vaidosa feminilidade. Segundo os historiadores, Coimbra tem a sua origem em Aeminium, povoação romana fortificada existente no local da nossa actual cidade.

Descoberta panoramica dos famosos "centros" da educação daquela geração, culminancia das epocas escolares. A escola, um dos raros sujeitos que interessa potencialmente o mundo inteiro. A sua ausência, està na origem de verdadeiros dramas e tragédias... na nossa tradição lusa, até pais e avós iam à igreja rezar... pedir simplesmente uma ajuda espiritual para que os exames corressem bem... visita de algumas escolas primarias daquele tempo: a do Bairro na rua "volta-atrás", a do professor Franco perto do sinaleiro, a dos Combatentes, Magistério Primario, Brotero, colégios St. Luiz Gonzaga, Alexandre Herculano, Rainha Santa. Os liceus D. Maria (cavalinhas) e D. João III (cavalinhos ) e por ultimo a Universidade de Coimbra. É de salientar a importancia da Universidade de Coimbra, a mais antiga universidade portuguesa. Esta instituição, uma das maiores do país, remonta ao século seguinte ao da própria fundação da nação portuguesa, dado que foi criada no século XIII, em 1290... « o que diferenciava a Academia de Coimbra das outras Universidades do País era a sua unidade. Em primeiro lugar estava o estudante de Coimbra e só depois o seu curso. Rui Felicio em Cavalinho Selvagem».

Paragem para um passeio a pé... uma oportunidade para sentir o pulso Académico através das solas dos pés e viver a natureza de bem perto. O Penedo da Saudade: um "miradouro romantico" da vida académica que funcionou e funciona como uma "ancora" historica da comunidade estudantil. Diz também a tradição que D. Pedro, encontrava neste "sitio" o refúgio certo para carpir as suas saudades de Inês de Castro, pelo que teria sido ele a dar à Pedra do Vento o nome de Penedo da Saudade. Continuação pelo Jardim Botãnico: não so é de considerar o seu valor no aspecto didatico, como ainda pela beleza do seu traçado... muitos namoros e exames ali se prepararam. O nosso cruzeiro continua... olhando para o lado direito... ao longe, ali perto do estàdio da Académica... vê-se a igreja de São José... do memoravel padre Anibal, do sacristão "marreco"... da nossa missa, catequese, confissões, comunhões, batizados, casamentos e enterros... continuação da excursão até à Portela do Mondego e aterragem no areal do rio!... a chegada, para abrir o apetite... vai tudo à pesca. Três opções são propostas: a linha, a cansar os peixes correndo atràs deles ou à toca!...

Pique-nique "cù na areia e pés na àgua" para experimentar os sabores e odores de uma das mais criativas gastronomias: cocktail de boas-vindas com cervejas frescas e tremoços. Almoço buffet a base de peixe do rio assado com molho escabeche quente, broa de milho e tinto de Almalaguês, tigeladas, doce de abóbora e canela. Tempo livre para para ir banho...

Depois duma ganda sesta, embarque a bordo do tradicional Barco Serrano para um cruzeiro prestigioso. Visita da margem esquerda com passagem pelo Templo do Manicomio, residência dos navegadores "uszanónimuz". Visita da sala das mumias. A navegação continua rio abaixo, com uma paragem para observar dois antigos sistémas de rêga ali utilizados: a "nora que deus têm" onde a àgua era tirada do rio, e a Picota, instrumento inventado pelos àrabes para tirar agua dos poços... constituída por dois pedaços longos de madeira, um deles na posição vertical. O outro, perpendicular ao primeiro, tem numa extremidade um peso e no outro um recipiente para a água. Na margem direita, vê-se um imponente laranjal. Esta zona, de facto, produzia muita laranja... quando naquele tempo haviam "cheias"... só se viam laranjas pelo rio abaixo... continuação da navegação em direção do Rebolin e da Lapa... renomadas praias frequentadas pela malta.

Sea, sex and sun!... agora, a bordo de papagaios... partida para um cruzeiro aéreo simbolo das "férias grandes"... um deslumbramento.... a praia da Figueira, a praia de Mira... as férias que todos esperavamos, a familia junta, os colegas daqui, dali e dacolà reencontrados. Era compartilhar prazeres, jogos... castelos de areia onde bastava juntar areia húmida e usar a criatividade para fazer torres, corredores e túneis, campismo, grandes aventuras, flirts e amores de forma ludica... "sealed weth a kiss!... all you need is love!... only you!..."

Figueira da Foz, foz do rio Mondego, a praia da claridade... no período áureo da vida da Figueira, era então considerada a mais bela e mais cosmopolita praia do país, rainha da Costa da Prata. Uma praia sem fim de areia quente e fina... um picadeiro, musica, reclames radiofonicos e discos pedidos, miùdas sem fim!... bolos e bolachas americanas, gelados... não chorem... não chorem... jà vou!. Buarcos, que testemunha o modo português de viver o mar. A sua praia, a fortaleza, os Caras Direitas... a serra da Boa Viagem.

A praia de Mira, começou por ser uma terra de pescadores. Em zona de lagoas, dunas, pinhais, ribeiros, caniçais, floresta e palhais, podemos encontrar uma diversidade de fauna e flora que nos surpreende. Possui bastantes restaurantes na avenida da Barrinha... entre os quais o famoso Mirasol que por si só, servia de cenário privilegiado para o convívio e a degustação de muitos flirts!... Os veraneantes cavalinhos e cavalinhas daquele tempo, desfrutavam da barrinha, do parque de campismo, da floresta que se estende até à Serra da Boa Viagem.

Antes do voo de retorno á realidade... tempo livre destinado à iniciação aos jogos daquele tempo, com a participação de dois cavalinhos com grande dote pedagogico, a Nela e o Vasco Agoas. Jogos propostos: estátua, ao lençinho, ao "gungunhana" aos policias e ladrões... mãos ao ar!.., ao prego, á lerpa, ao abafa, aos botões, a roda bota fora, as cricas, com ciclistas na areia, à moeda, aos matrecos, ao bilhar, á casca de porta a porta, as escondidas, as cavalitas, ao berlinde, ao catrapone… á macaca até chegar ao céu, á cabra-cega!

- cabra-cega, donde vens?
- venho da serra!
- o que me trazes?
- trago bolinhos de canela!
- dá-me um!
- não dou!
- gulosa... gulosa... gulosa …

… ainda hoje continuam naquela... guloso... guloso... mas é só pr'a brincar... nada de ilacções apressadas diriam « em coro e sem entrave » o Rui Felicio, o Alfredo e o Alvaro!...

Partida para a realidade! esperamos a sua visita de regresso em breve!
Souvenirs oferecidos a todos os turistas: um pifaro de barro e um chupa-chupa!
Até pr'a semana... se Deus quizer!
Ciao e um dia (noite) porreiro (a) para todos!

Carlos Falcão

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