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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Marché Public - Século XVIII




Foi no ambiente do tempo da "Nova França", pelo que pude deduzir pelos uniformes dos militares da época, que ontem visitei o Mercado Público de Pointe-à-Callière, para o qual muito contribuíu o Museu Histórico do mesmo nome.

Lindas caras em maravilhosos trajos de outros tempos, pude assistir à confeção de artigos dos mais diversos produtos da época no Velho Montreal, junto ao Velho Porto, autêntica cidadezinha do passado dentro de Montreal; tem sido conservada ao longo dos séculos.

A alimentação que derivado ao tempo em que os produtos foram semeados era sem dúvida sã, pois nessa época ainda não conheciam nomes técnicos hoje tão utilizados, deixava-nos um travo agradável na boca bem diferente das iguarias de hoje. Os bolos eram uma delícia.

Também pude ver diferentes artes e ofícios da época, dos quais uma me trouxe à memória o Terreiro da Erva, na cidade de Coimbra. Pelos olhos do mestre, ela deve ser muito bonita.

Mais um dia aonde o filme de uma parte da História de um Povo, desfilou nas nossas mentes numa época em que os países europeus estiveram ligados à navegação marítima.

Distrações não faltaram.

Um pãozinho da época, soube muito bem.

Pequeninos nadas: notei que a bandeira foi recebida pelo comandante sem chapéu em sinal de respeito, pondo-o depois.

Ai, ai: batota já existia.

Não esquecendo os proprietários da terra.

Publicada por AAAqui Ici Here e Alem Mar
Chico Torreira

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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Um roubo no jardim do Chico Torreira

Depois de vir ao tomateiro comer três tomates que tinhamos plantado este ano, este ladrão foi para cima da árvore olhar para mim com olhinhos de inocente. Desenvergonhado... além de ladrão, é mesmo muito giro.

Chico Torreira

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sábado, 12 de junho de 2010

Um Blogue de um Cavalinho Distante


O nosso amigo Chico Torreira, meteu mãos à obra e arrancou com o seu blogue.
Um blogue que vamos registar no side bar do nosso blogue, pois o titulo é tão comprido que é dificil de decorar.
Um blogue muito interessante que merece ser seguido por todos nos

Já há muito tempo que ando para criar um blog mas só agora tive disposição para o fazer. Comecei no fim da semana passada e fui fazendo algumas experiências pelo que penso que neste momento já vos posso comunicar que se trata do blog: "AAAqui Ici Here e Além Mar" , com o endereço http://aaaqui-ici-here-e-alem-mar.blogspot.com. Como sempre utilizei o blog Cavalinho Selvagem, não gostaria de passar sem dar a conhecer a todos os leitores esta minha inciativa que se destina a ser mais um passatempo a ajudar a passar a minha velhice.

Antecipadamente grato pela sua publicação,

Chico Torreira

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domingo, 3 de janeiro de 2010

CHICO TORREIRA - Faz 65 Anos


CHICO TORREIRA da SILVA
3 Janeiro
1945


65 Anos

O Blog do Cavalinho Selvagem, deseja-lhe muitos parabéns, muitas felicidades e muitos anos de vida.

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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Vivências diferentes. As asneiras.

Quando cheguei ao Québec fiquei admirado, pois as comissões das escolas eram religiosas. Assim havia a Comissão das Escolas Católicas de origem francesa, a Comissão das Escolas Protestantes de origeminglesa, a das Escolas Judias, etc. Hoje tudo isto está ultrapassado e é a cada um de escolher os meios para ensinar a sua religião aos seus descendentes.

Com a vivência comecei a notar que as pessoas eram de facto muito religiosas pois falavam muito em hóstia, tabernáculo, cálice, etc. Tal não me admirava pois a catequese era dada nas escolas e as pessoas quando queriam iam às igrejas, o que era absolutamente normal. Só que com o tempo fui verificando que tudo o que é mau tem nome de objectos da igreja e para eles cálice tem tanta força como para nós "me...", ou tabernáculo dito de certa maneira é o mesmo que para nós "filho da p...", etc. Por outro lado dizer "me..." com todas as letras, não é levado no sentido de asneira em muitos casos e até tem certas etiquetas como por exemplo: - uma pessoa vai ter que enfrentar um desafio e pergunta a outra(s) com quem está a conversar se lhe deseja(m) "boa sorte" ou"me...". Se a resposta fôr "boa sorte", a pessoa agradece por educação. Se a resposta fôr "me... " que tem muito mais intensidade que "boa sorte" na mentalidade destas gentes, não pode agradecer pois agradecer, tirar-lhe-ia a sorte no que vai tentar realizar. Enfim, como estou condenado à excelência, lá vou vivendo com esta "me..." toda. Chico Torreira

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domingo, 29 de novembro de 2009

Eu era pequenito....Ainda a proposito da violencia domestica

Era pequenito, estava com o triciclo aonde hoje está o cimento a seguir ao passeio em frente da casa que veio a ser do Sr. Nunes, ao lado de um polícia que até conversava connosco, quando passou um casal que habitava nas casa velhas ao cimo do monte, pois nessa altura ainda não era Cavalo Selvagem, e o marido ia a bater na mulher. Criança, perguntei ao polícia porque não prendia o homem? – Disse-me que não podia pois era um problema de casal e os seus superiores não o deixavam meter-se entre marido e mulher. Ainda hoje me lembro.

Problemas destes existe infelizmente em quase todos os países do mundo. Não falando das mulheres que também sofrem o martírio de viverem com maridos manipuladores, que lhes gastam a saúde dia a dia e dos quais não há provas. Nem falemos na India aonde as mulheres são queimadas pelos maridos com ácido de bateria por não terem mais dote para continuar a dar, ou que são postas fora de casa a quando da morte do marido pois não foram capazes de defender a alma dele. São aos milhares, as mulheres que vão acabar a vida em mosteiros abandonados, a comerem de vez em quando. E o caso das mulheres linchadas em certos países africanos que nem uma palavra de amor conheceram na vida. Ouvi uma mulher virar-se para a entrevistadora a dizer que era feliz e quando se sentiu mas em confiança disse-lhe que nunca teve felicidade, nem dez minutos na vida . O que acontece com as nossas crianças que nem se queixar sabem, pois na prática ainda tentam esconder os seus carrascos derivado à forma como foram educados. Nem conhecem outras pessoas e têm medo do que lhes possa acontecer depois! E os casos de velhinhos nos diferentes lar expoliados pelas próprias famílias?

Tive o previlégio de ver teatro com profissionais sobre homens manipuladores. É terrível, pois uma pessoa está a ver que é aquilo mesmo e o resultado que vai dar.

Também dois polícias que contactavam os lares de terceira idade, ao fim de um tempo de serviço, começaram a ter a consciência de que havia sérios problemas. Como em jovens tinham feito teatro amador, pediram autorização para nos lares fazerem peças de velhos expoliados pela família. Aproveitaram e levavam colegas com eles para irem tomando nota dos internos que apresentassem queixa e garantirem-lhe segurança próxima. Ao fim de dois anos tiveram de ser substituídos por actores profissionais, uma vez que eles já estavam a viver o que transmitiam. Só que ainda há pouco tempo se apresentavam uns dois a três residentes por semana no fim de cada espectáculo, pois essa praga não acaba. Quase sempre são os filhos e os conjugues dos filhos, se forem casados.

Nos três casos a pobreza, a droga, o vinho e a ausência de humanidade, andam por vezes também associados.
Se no caso das crianças é diferente, no caso dos adultos a polícia pouco pode fazer pois são maiores e a maior parte das vezes, de tão dominados estarem, nem seguem com a apresentação da queixa. É a insegurança total.

É certo que ficaria caríssimo mas se apresentassem peças dessa natureza durante uns meses na televisão generalista, o mundo andaria melhor pois pude apreciar que as pessoas quando confrontadas com o que fazem, mudam imenso, uma vez que antes nem se apercebem nem pensam nas consequências.
É certo que o contrário também existe e quase sempre de forma extrema, só que a percentagem de mulheres que actuam de forma criminosa, é mínima.
Neste momento estão a obrigar os criminosos a usarem pulseiras eléctrónicas e pensam na possibilida de convidarem a agredida a fazer o mesmo pois com GPS, podem saber se o criminoso se está a aproximar perigosamente da sua presa e a polícia pode assim actuar antes de actos praticados. Parece que já é utilizado em alguns países.
Uma coisa é certa: nem tudo está perdido. Há quarenta anos, em cada quarenta mulheres batidas, uma apresentava queixa. Hoje, em cada quarenta mulheres batidas, dezassete apresentam queixa. Haja esperança.

Que a Carla esteja em Paz.

Dum comentario do
Chico Torreira

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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

O inventor trabalha com boa intenção mas…


Há um som estridente de ondas de baixa frequência que são ouvidas pelos jovens mas não pelos adultos. Assim, certos comerciantes que tinham os jovens sempre a falar em frente das suas montras, resolveram utilizar este sistema com excelentes resultados.
Montaram um aparelho desses por cima das montras e a juventude ou entra ou desaparece do local, porque não consegue conversar com aquele barulho todo. Os adultos passam livremente pois não o ouvem.
Entre nós que ninguém nos ouve ou lê: estou para ver quando um dos pais de um menino, achando que foi um sofrimento inaceitável para a sua progenitura, apresenta uma queixa nos Direitos das Pessoas por som descriminatório.
Uma queixa aqui por descriminação, é um caso muito, muito sério.
Só que os meninos no secundário não têm o direito de utilizar os telemóveis na sala de aula e a juventude achou por bem ir à net carregar este sistema para os seus aparelhos. Está-se a ver: a
juventude é alertada com um som estridente dentro da sala de aulas com um télémóvel de um colega a tocar e o profressor continua na sua tarefa sem se aperceber de nada.
Logo que um estudante é detectado com um télémóvel dentro da sala, é-lhe retirado e só entregue a um dos pais ou tutor.
Chico Torreira

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domingo, 13 de setembro de 2009

Coisas destas só no nosso País. Será verdade ou é o nosso fatalismo?

Mas quando alguma coisa corre mal.......- é "à PORTUGUESA" - do artigo do Nobrega Pontes com o título "
O carácter internacionalista do povo Português", lembrei-me do que se passou comigo.
Coisas destas só no nosso País. Será verdade ou é o nosso fatalismo?
Ia a passar em frente do entroncamento entre duas avenidas em Montreal, quando notei que um carro aí estacionado se encontrava cercado por bombeiros, pois o lado debaixo do capô estava a arder. Parei e encostei-me à parede de um edifício, ao lado de uma montra, para ver o espectáculo. Distraído como estava, só passado um bom momento notei que à minha frente havia um grupinho de sete mirones a envolverem uma árvore, que só falavam em português. Deixei-me estar.
Os bombeiros com um pé de cabra tentavam abrir o capô do motor pelo lado da frente e quando este já estava todo mais que massacrado, lá se lembraram que provávelmente seria possível abrí-lo pelo lado contrário, o lado que fica junto ao vidro da frente do automóvel. Se mais depressa o tivessem feito, mais depressa o capô tinha sido aberto, pelo que a partir desse momento apagaram rápidamente o fogo que se estava a propagar pelos fios eléctricos. Aí, os meus compatriotas começaram a elogiá-los pois tinham tido o descernimento necessário para irem abrir o capô pelo lado contrário e assim evitaram a perca total do automóvel. Então, aproximei-me, meti conversa com boa disposição, e fui-lhes dizendo que me desculpassem mas se os bombeiros tivessem partido o vidro do lado do condutor e aberto o capô por dentro, teria sido muito mais rápido, o fogo não teria alastrado tanto e o carro teria tido muito menos estragos. Aproveitei para ir dizendo que aqui estávamos a elogiá-los e se isto acontecesse no nosso Portugal com os nossos bombeiros, estaríamos a dizer que "coisas destas só no nosso País". Começaram-se a rir e disseram-me que de facto o que eu acabava de dizer era verdade. Terminámos em amena cavaqueira.Será fatalismo? Penso que não.
Chico Torreira

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domingo, 6 de setembro de 2009

Como será a minha despedida?

Ainda não sei mas não compreendo porque é que as pessoas têm tanto medo da maravilhosa idade que vai dos sessenta aos setenta anos.

Os sessenta anos não são para mim nenhum problema e se partir também não penso que aconteça algum problema neste mundo. Durante um tempo dizia-se que entre os quarenta e oito e os cinquenta e dois anos, era a altura propícia para os ataques cardíacos.
Já passei. Depois dizem que entre os sessenta e os setenta anos, é um período de alto risco pois os que passam ainda vão durar muitos anos. Não sei, pois nunca vi o meu certificado de garantia. Com tudo o que já vi e que ainda estou para ver pois agora é tudo a correr, quando o Momento chegar já não me preocupa, até nem quero ver. O que me deixa dúvidas, é a tal missa de corpo presente. Penso que devia ser uma missa de Acção de Graças.
Graças, por ter vivido.
Graças, por não ter que andar mais tempo a arrastar o caruncho e a tentar mostrar ainda que sou uma pessoa activa.
Graças, porque sendo uma velharia própria da idade, não tenho que mostrar que ainda tenho ideias "novas".
Graças, para não mais ter que dizer "pois é", "é verdade", "falaste mesmo a calhar", vê lá que me ia passando" como se fosse uma grande admiração, quando na relidade são pequeninos esquecimentos que ninguém nota! Graças, porque de acordo com os três períodos acima, já ninguém mais me tem de dizer queainda estou um rapaz novo.
Graças, porque Aquele que me controla, qual computador ainda não igualado pelo bicho humano, não tem que andar dia e noite a introduzir as minhas boas e más acções no meu dossier, qual escravo da minha existência que não tem descanso nem sindicato para exigir horas dignas de trabalho, nem horas extraordinários e assim me libertar do sentimento de culpa pelo que Ele sofre por mim. Ele é, de uma outra época, ainda dos duros e resistentes, anterior ao meu tempo,
pois Ele nunca se queixou do excesso de trabalho, nem de um simples cansaço cerebral. Tão Bom e tão meu Escravo.
Graças, porque não mais tenho que pensar se faço o bem ou o mal, tortura que me é imposta ao milésimo de segundo para gáudio de Um só, que nunca me foi apresentado.
Graças, porque deixei de ser aquele velho casmurro e resmungão, que está convencido que até é condescendente e a quem os outros se sorriem para não me chocarem psicológicamente.
Graças, por ter partido e não ser mais um a lixar sistema de saúde, enchendo-lhe os hospitais. Graças, por me ter libertado da doença mais longa que conheço, pois a doença da vida faz com que nascemos para morrer.
Graças, por ter deixado de ser mais um condenado à morte. Graças, por ter morrido, porque jamais vi um morto queixar-se. Por tudo isto, penso que devia ter direito a uma missa de Acção de Graças.
Assim e até à Apoteose Final, viva a ALEGRIA.
Chico Torreira

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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

BELOS CAVALINHOS

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

O programa americano Jeopardy


O programa americano Jeopardy que passa aqui na CBC, Canadian Broadcast Corporation, é um concurso em que os particiapntes devem encontrar a pergunta à resposta lida pelo paresentador. Por exemplo,
Se a resposta fôsse “Prmeiro rei de Portugal”, o concorrente teria de responder “Quem foi D. Afonso Henriques?”.
Hoje, logo no começo da emissão o apresentador perguntou aos concorrentes, uma senhora e dois homens, como tinham conhecido os seus cônjugues.
A senhora disse que tinham realizado os sonhos da sua mãe. Foi à universidade e casou-se com um doutor.
O primeiro homem disse que se tinham conhecido em escavações arqueológicas.
O último, disse que se tinham conhecido por cima de um cadáver. Ambos eram estudantes de medicina e enquanto observavam o cadáver, o que lhe valeu foi a beleza e o perfume daquela que veio a ser sua mulher. Isso tinha-o afastado da visão do cadáver, dos odôres dele e mais daqueles
que impestavam a sala.
Para quê um comentário?
Chico Torreira

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domingo, 23 de agosto de 2009

Duas boas notícias com alguma tristeza.as notícias com alguma tristeza.

A final de ténis da Cup Rogers, internacionais de ténis de Toronto totalmente a côres russas, pois as duas finalistas são oriundas desse país, vai ser jogada hoje.

Na Segunda meia-final de ontem, ganha por Maria Sharapova, foi arbitrada pela portuguesa Mariana Alves. O seu nome, a nossa bandeira e o nome do nosso País foram ouvidos e vistos num grande número de países por esse mundo fora. Nos diversos jornais portugueses que li hoje, para meu espanto, não vi nenhuma referência a este facto.

Ao ler o Expresso de hoje dei com a notícia: - "Portugueses produzem sensor de ADN "muito barato" - Investigadores portugueses produziram pela primeira vez um método de detecção de ADN usando uma vulgar impressora de jacto de tinta. Lusa – Pensando que seria uma notícia a ser difundida a nível nacional pelo menos, fiquei admirado ao dar conta que nos outros jornais que li, não havia referência nenhuma ao assunto.

A alegria é moderada mas as notícias em si, são excelentes.
Chico Torreira

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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Erros humanos:

FOTOS DE JORNAIS CANADIANOS
Foto 001
Fazer de uma salta montes uma cabra real.
Nota:Que insulto à chanfana.
Foto 002
Esta Semana dois eleitos, presidentes de uma Cãmara e um director dos trabalhos públicos, fizeram a apresentação de veículos eléctricos, destinados ao pessoal de limpeza das ruas.
Nota: o pessoal já os usa desde o princípio da Primavera deste ano.
Aonde os humanos não intervêm, não há erros.

Foto 003
Intimidade, independente da raça, tamanho ou peso.
Foto 004
Amôr puro

Nota: Nas duas últimas fotos não precisaram de andar a ver filmes ou revistas nem frequentarem certas lojas ou farmácias. Tudo é natural.
Chico Torreira

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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Grands Feux du Casino du Lac-Leamy.



O grande prémio "Zeus" dos fogos pirotécnicos do Lago Leamy, foi ganho pela companha Macedo em representação de Portugal. Assim, já ontem tinha lido na Radio Canada e hoje anda nos jornais. Ao menos uma excelente notícia.
Le Zeus s'envole vers le Portugal
La firme portugaise Macedo's Pirotecnia a remporté samedi le trophée Zeus, signant une première victoire aux Grands Feux du Casino du Lac-Leamy.
Zeus est Portugais. Le trophée baptisé en l'honneur du roi des dieux de la mythologie grecque est allé à la firme portugaise Macedo's Pirotecnia, qui a remporté samedi soir la 14e finale des Grands Feux du Casino du Lac-Leamy. Lien vers notre galerie photo
Les artificiers portugais ont donc su conserver leur avance avec une performance pyromusicale frisant la perfection. Le jury leur accordait la note de 274 points avant la finale, alors que leurs rivaux italiens les talonnaient avec 272 points. La palme demeurait également accessible pour l'Allemagne. L'Espagne se battait pour l'honneur, son spectacle du 1er août ayant connu des problèmes techniques évidents.
Le suspense demeurait quasi-entier, samedi soir, au lancement des premières fusées. Les quatre pays en lice s'affrontaient alors avec chacun un segment pyrotechnique d'environ cinq minutes. Le jury devait ensuite délibérer et accorder un bonus de 150 points à la meilleure performance de la soirée, 100 points à la deuxième et 50 points à la troisième. La quatrième, quant à elle, allait conserver son pointage d'avant la finale.
Avec la victoire à portée de main, la firme italienne Parente Fireworks a été la première à tenter de conquérir les cieux. Son segment n'a toutefois pas été à la hauteur de son spectacle éblouissant du 8 août, où elle avait rendu hommage à Ennio Morricone et Nino Rota. En début de parcours, les artificiers italiens ont semblé connaître des ennuis techniques, qui ont affecté tout le synchronisme de leur présentation.
À leur tour, les artificiers espagnols de Pirotecnia Turis - gagnants l'an dernier - ont prouvé qu'ils étaient venus à bout des ennuis connus lors de leur spectacle. Leurs feux étaient chargés à bloc.
Mais le segment portugais était supérieur à tous les points de vue. L'équipe du directeur artistique Fernando Macedos a su faire découvrir de beaux airs de pop de son pays, en les mariant à une pyrotechnie ingénieuse qui, sans relâche, a occupé tout le firmament. Le Portugal n'avait jamais mis la main sur un Zeus. Sa seule participation aux Grands Feux remontait à 1995.
Quatrième sur la rampe de lancement, la firme allemande Ollig a présenté un spectacle bien ficelé et très mathématique. Le directeur technique Helmut Reuter n'est cependant pas parvenu à ramener le trophée chez lui, comme il l'a fait en 2002.
Et le Zeus est parti en direction de Lisbonne. « J'aimerais remercier tous ceux qui sont venus ici (au lac Leamy) pour voir les feux d'artifices. Je vous remercie beaucoup pour tout », a lancé M. Macedos, ému, lorsqu'on lui a remis son trophée coulé de bronze et d'acier.
Chico Torreira

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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

A importância de ser pontual

O velho padre foi homenageado pelos pelos seus 25 anos de trabalho ininterrupto à frente da Paróquia. Um importante político da região e membro da comunidade, convidado para entregar o presente e proferir um pequeno discurso durante o jantar, atrasou-se.
O sacerdote decidiu proferir umas palavras e disse:
- A primeira impressão que tive da paróquia decorreu da primeira confissão que ouvi. A primeira pessoa que se confessou disse-me que tinha roubado um aparelho de radio, dinheiro aos seus pais, a firma onde trabalhava e tivera aventuras amorosas com a esposa do patrão. Dedicara-se ainda ao tráfico de drogas e até tinha transmitido uma doença à própria irmã. Fiquei assustadíssimo... Pensei que o bispo me tinha enviado para um lugar terrível. Mas fui confessando mais gente, que em nada se parecia com aquele homem... Constatei a realidade de uma Paróquia cheia de gente responsável,com valores, comprometida com a sua fé. Vivi aqui os 25 anos mais maravilhosos do meu Sacerdócio.
Neste momento, chegou o político e o padre passou-lhe então a palavra.
O político, depois de pedir desculpas pelo atraso, disse:
- Nunca vou esquecer o dia em que o sr. padre chegou à nossa Paróquia.
Como poderia? Tive a honra de ser o primeiro a confessar-me!
Moral da história: NUNCA CHEGAR ATRASADO.
Chico Torreira

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sexta-feira, 31 de julho de 2009

COIMBRA ATRÁS DO MURO

Foto dedicada ao ao Xico Torreira a viver no Canadá
Quito

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quarta-feira, 29 de julho de 2009

FIAT 500 Topolino


Pouco tempo depois de estarmos no bairro o meu Pai teve um Fiat 500 Topolino pequeno e baixo, cujos dados e fotografias podem ser vistos no endereço web abaixo. Mesmo assim este carro levava os meus Pais, a minha irmã e eu para onde quer que fôssemos. Era um carro que nos dias quentes permitia abrir a capota para refrescar o ambiente, só que ao abrir-se, as varetas que ficavam por cima das nossas cabeças juntavam-se atrás e batiam umas nas outras. Era um barulho metálico muito incomodativo que fez com que o meu Pai o vendesse, pois o ar na cabine no verão era muito quente quando fechado. Deste carro lembro-me pouco das suas características pois era muito miúdo. As côres dele eram aproximadamente as das duas primeiras fotografias de cima da referida página web.

Chico Torreira

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sábado, 25 de julho de 2009

AUSTIN TEN - Carros do nosso antigamente

Como informação ao artigo do blog, existiram no bairro dois "Austin Ten" de côr azul escura, do mesmo tipo que pode ser visto na fotografia.
Um dos carros pertencia ao meu Pai e o outro ao Sr. Carlos Sabino de Carvalho.Todos os pequenos farolins, assim como o retrovisor exterior que se vêm na fotografia actual do endereço acima, são adaptações posteriores à época.
Nestes carros, as mudanças ainda não eram sincronizadas e a capacidade de viragem era reduzida. Os condutores tinham que começar a travar a uma certa distância, o que os obrigava a terem uma certa percepção à distância. Se o carro não pegava com o frio ou porque tinha estado muitos dias parado, dava-se à manivela.
Para efectuar a viragem, o sinal era visível devido a uma palheta amarela, que saía de baixo para cima no meio das colunas que ficam entre as portas laterais e que suportavam as dobradiças das mesmas (ver fotografia), ao nível dos respectivos vidros laterais.
Eram carros altos que em caminhos do campo, cujos os trilhos laterais faziam uma espécie de onda no meio, eram excelentes. Em estradas com curvas como haviam nessa época, obrigavam a uma condução com precaução pois inclinavam-se, devido à altura. Tinham um interior espaçoso com assentos estofados em cabedal da época de côr azul, aonde era difícil bater com a cabeça no tejadilho.
Para dar uma ideia do que era uma boa média, de Gois a Coimbra ou vice versa, cuja estrada era cheia de curvas, tanto se fôsse por Serpins com uma excelente estrada em MacAdam ou pela Lousã em asfalto, com uma distância aproximadamente de 45 Kms na altura, mais ou menos 60 minutos de percurso, era excelente.
Nos dias em que se fazia o percurso em 45 a 50 minutos, era a festa.
Enfim, bons velhos tempos.

Chico Torreira

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/16/Austin_Ten.jpg/270px-Austin_Ten.jpg

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sexta-feira, 24 de julho de 2009

CARROS DE ROLAMENTOS

Ontem no blog vi os carros de rolamentos do nosso tempo e que pelas fotos me apercebi que ainda hoje haja quem faça disso um desporto mesmo para adultos, o que é fantástico.

Bem, aqui é diferente. A actividade passa de pai em filho nos tempos livres na garagem familiar e alguns até na própria oficina do pais, estão sempre a aplicar os últimos princípios de aérodinâmica, o carro segue as últimas técnicas de desenho, é bem polido para evitar o atrito, o espaço entre o condutor e o volante é todo estudado para que o jovem possa baixar a cabeça até ao volante. Desta forma só os olhitos ficam acima da estrutura para amelhorar a aérodinâmica, o volante só vira um "X" para evitar o descontrole, o que mesmo assim falha muitas vezes e têm o travão. Além disso, toda a estrutura económica que gira à volta deste desporto. Para mais, chamam aos carros com a apresentação que segue em anexo e que fazia parte integral do artigo do Le Droit a seguir, de "caixa de sabão" e têm várias categorias.

Como os nossos miúdos eram tão inteligentes: construíam eles mesmo os carrros de madeira, assentavam-se em cima das tábuas, puxavam o eixo das rodas da frente com uma corda para virar, tinham que saber guiar para evitar acidentes e o travão era o tacão do sapato, da sandália ou o próprio calcanhar.

Cada vez adoro mais a minha Malta.

Segue-se o artigo:

Le Droit

Publié le 20 juillet 2009 à 17h06 | Mis à jour le 20 juillet 2009 à 17h07

Dix ans et déjà un as du volant

( Local da foto no artigo do Le Droit)

« C'est une histoire de famille. C'est un beau sport familial. On ne met pas de pression sur les enfants. On fait cela pour qu'ils s'amusent et s'ils gagnent, c'est un bonus », explique Roger Roy, dont le fils Alexandre est champion canadien des courses de boîtes à savon de la classe Super stock.

Jean-François Dugas, LeDroit
Caixa de sabão.jpgCaixa de sabão

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terça-feira, 30 de junho de 2009

O Chico Torreira e a sua Bandeira da Academica


Numa conversa em comentario do Chico Torreira para o Pedro Pontes
Aceitaria o desafio mas não nascemos com certificado de garantia e embora eu ainda não tenha 100 anos, não consigo deslumbrar quando vai ser a hora Ideal. Assim, quando fomos para o bairro, os nossos Pais e o Sr Reis iam sempre ao futebol em casa, ver os jogos da Académica. Nessa altura ainda o Seu Pai trabalhava na rua da Sofia. Escusado será dizer que eu, miúdo, acompanhava-Os e por isso comecei a conhecer os nomes de alguns jogadores da Académica dos anos 50 e a dizer que esta ou aquela jogada tinha sido boa, o que achavam muita piada. Foi nessa altura que o Seu Pai e o o Sr. Reis me ofereceram uma lindíssima bandeira da Académica. Rectangular como quase todas as bandeiras, de dois tecidos de seda preta que se sobrepunham, nos quais estava centrado dos dois lados o emblema da Académica bordado também em linha de seda mas branca. Contornava a bandeira um cordão de seda branca que se atava em dois lugares rebaixados na extremidade do cabo da mesma e que não devia chegar a um metro de comprimento. Esse cabo era de um castanho escuro raiado de claro ao longo do seu comprimento e pelo que eu deduzo agora, provávelmente encerado mas com um polimento extraordinário. Brilhava. Hoje, bandeiras deste tipo devem ser muito difíceis de encontrar, pois essa mandaram-na fazer. Gostava tanto dela que a levei comigo para a Beira em Moçambique e no dia que a Académica treinada pelo Wilson foi jogar contra o Sporting da Beira, lá estava com a minha bandeira. Como na Beira, não era hábito roubos, nós deixávamos os carros abertos com os documentos dentro do porta luvas. Assim, quando acabou o jogo fui para uma esplanada da praia aonde podia ver o carro, deixei a bandeira enrolada no fundo entre os bancos, para que ninguém a visse e da esplanada ia dando uma vista de olhos. Quando voltei, tinha lá os documentos mas a bandeira nunca mais a vi. Deve ter sido alguém que me conhecia, assim como a bandeira.
Sei que abusei da boa vontade do blog, mas assim o Pedro fica a saber a estória e a mim já não me passa. Por outro lado, dos Seus Pais, só tenho boas recordações.
Um abraço,
Chico Torreira

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