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sexta-feira, 25 de junho de 2010

NELA DIAS - Faz Hoje 64 Anos





MANUELA DIAS

25-06-1946





64 Anos.
O Blog do Cavalinho Selvagem,
deseja-lhe muitos parabéns,
muitas felicidades
e muitos anos de vida.

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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

O Efemero - Foi ha 1 ano

O Efemero

Só as coisas invisiveis são eternas e os afectos também. Mas, aexistência é demasiado efémera para vivê-los.
Já tantos partiram!.
Hoje a D.Amélia,mãe do Rui Mesquita, era daquelas pessoas que parece que não nos vão deixar nunca, sempre com um sorriso. Ainda apelou pela minha ajuda, mas já fui em vão...Estou triste.
Já tantos partiram! Nossos pais, nossos amigos, nossos vizinhos. Os meus vizinhos, da minha geração, o
Arnaldo Mendonça,companheiro de "patifarias" do Quim e do Lau. A Natália, um coração generoso, e o Zé Carlos.
O
José Carlos Fernandes Costa, mais do que um vizinho, era um" familiar" . De compleição frágil, sei que no inverno, o Professor Martins, o mandava para a rua apanhar sol, para que não tremesse de frio nas aulas. Ainda miúdo, todas as distâncias eram mil quilómetros que perante a nossa incredulidade reduzia para cem, acabando por ser :"como daqui ao Sr.Lino", a loja da Rua Y,( hoje Moçambique ) e que lhe servia de ponto de referência. Era muito engraçado.
À medida que ia crescendo,consolidadva a amizade aqui na minha casa,de forma
mútua, completamente!.Prestável,sempre atento,no caso de ser preciso alguma coisa.
Mais novo do que eu, para mim era o irmão que não tive.Para os meus pais era igual. Tanto pagavam a multa da falta da licença do isqueiro para não ter que dizer ao pai, como se fazia a geleia propositadamente porque ele gostava. Tanto o ajudavamos a descobrir a vida, como a desvendar caminhos. Garcia Lorca diz que a Poesia é uma palavra dita a tempo.Nós fomos poetas. Quer na ansiedade de algumas circuntâncias, quer na calma de um olhar atento, ou apenas a reinventar sonhos acordados.
Estivemos sempre , como porto de abrigo de uma vida muito breve, como foi a dele. Fomos a terra firme e a estrêla habitável para partilhar.Deixou uma filha, a Cristina. E a sogra que me perdoe, mas tenho que repetir a expressão que emprega: O Zé Carlos,foi um anjo que passou por aqui...
Por tudo isto, muitas vezes escuto a voz do Profeta: " ...Todo o corpo é como a erva e passa como a flor dos campos; de manhã está verde, e à noite amarelece e seca,porque o sopro do Senhor passou sobre ela..."
Penso que ele e todos de que gostamos, estão numa atmosfera calma, pacifica, radiosa, para lá das nuvens e dos ventos, para além do crepúsculo e da noite, sem tempo e na eternidade. Que estão vivendo agora mais do que nunca, perto de nós e dos quais apenas nos separa a distância de uma oração.
Porém, outras vezes, tantas outras vezes,..."morro" de uma saudade sem limites...
Nela Dias
Pub.Set08

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terça-feira, 1 de setembro de 2009

Novas Oportunidades-2

Desconheciamos que a nossa amiga Nela Dias era uma "expertiza" nestas materias. Por isso se aproveitou o seu comentário à "numerologia" aqui publicada.
Com o dia 4 foi já despachado o Rui Pato.
De certeza que vão aparecer mais ...... e esta rubrica será mesmo um êxito.

Não venho aqui fazer a história do número que é antiquissima. Remonta a mais de 10 milénios.Os números são mais velhos que as letras.
Segundo Salomão,no séc.II A.C. "apenas o número perservava o homem do caos".
Segundo a numerologia,somos marcados por eles.
O nosso nome e a nossa data de nascimento,determinam o que somos.
Usava-se na Grécia Antiga,em Roma,no Egipto,na China.E Pitágoras no séc.VI A.C. dizia que nada poderia existir sem os números aos quais deu três definições:Eram os puros ou divinos,cientificos e concretos.Não estou aqui a fazer juizos de valor sobre a questão,mas já que o Rui Pato falou do número e,baseando-me na numerologia,
Quero dizer que o número 4 ou tétrade,representa o Verbo.Para os chineses era o símbolo da terra. No tarot,o quatro é o Imperador, o número do equilibrio perfeito.
Mas,não quer dizer que o dia em que nascemos,seja apenas esse o nosso número.Muito resumidamente ,e
Espero que o visado se não zangue comigo, vou exemplificar.
Com o nome e data de nascimento concluimos que o Rui Pato tem:
- Número de destino o 2:
Procura de harmonia,ternura e paz.Tendência para criar laços e detesta solidão.
- Número de motivações ainda o 2:
Desejo de ser compreendido,afectuoso,
sociável,terno e sentimental.
- Número do caminho da vida tem:
800 que representa prestigio e poder
30 êxitos e viagens.
- Número do EU íntimo é o 9:
Desejo de ajudar os outros.

Rui não sei se te vais rever nisto,mas também a consulta foi grátis...

Nela Dias
Ja publicado em Março 09

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terça-feira, 21 de julho de 2009

A LUA na minha infancia


A Lua tão distante e misteriosa,na minha infância, porque sempre me acompanhava onde quer que estivesse! Depois, diziam os adultos a brincar, que nela se via um homem vergado com um molho de silvas às costas,como castigo por ter trabalhado ao Domingo,considerado Dia Santo de guarda.
Mais tarde comecei a perceber que por estar tão próxima da Terra tem sobre ela importante influência e assim ela nos faz sonhar,imaginar e adaptar à vida.
Pelo fascínio que desde cedo este satélite natural da Terra exerceu sobre mim,acompanhei com muito entusiasmo a chegada do homem à lua.Foi transmitido em directo pela RTP e, foi com enorme emoção que vi o pé esquerdo de Neil Armstrong pisar na superfície Lunar.Foi o primeiro homem a ter os pés naquele solo arenoso. E não vou mais esquecer como foi maravilhoso ver Armstrong e Edwin Aldrin aos saltos,enormes saltos,devido à ausência de gravidade!
Na época muitas pessoas puseram em dúvida a veracidade de tal viagem, comentando que tinha sido uma encenação Hollywoodesca.E para meu espanto,um individuo ainda hoje fez idêntico comentário.
Mas, ao pisar o solo lunar Armstrong disse: " Este é um passo pequeno para um homem,mas é um grande salto para a Humanidade ".
Nesse mesmo dia ,nos Hospitais da Universidade de Coimbra fazia-se o primeiro transplante em Portugal.O Professor Linhares Furtado tinha feito um transplante de um rim.
Uma coincidência, sem dúvida.Era também um primeiro passo!
No entanto também é curioso verificar que já quatro décadas passaram...
O Tempo é breve, olhemos em volta e vivamos plenamente, pois mesmo à noite a Lua não tendo luz própria reflecte a do Sol para iluminar a paisagem e as nossas Vidas.

Nela Dias

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quinta-feira, 16 de julho de 2009

O Rei Sol e a sua tribo

Nela Dias,Vasco Agoas e Nela Curado

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segunda-feira, 29 de junho de 2009

Coimbra in "Blue Jeans"

Ao ler o texto do Rui Pato vieram as memórias de um tempo antigo que tinha tanto de simples como de fantástico.
Mal sabia o criador das calças de ganga no sec.XIX, destinadas aos mineiros americanos e mais tarde usadas pelos rancheiros,que estas se viriam a transformar num autêntico ícone da segunda metade do séc.XX.Vários artistas do cinema e da música as começaram a exibir a partir da década de cinquenta,como Jeames Dean ou Elvis Presley. Pelo que José Cid na canção Eu nasci para a Música diz: "...de blue jeans igual a Jeams Dean...". De facto nos anos sessenta não se dizia calças de ganga ,mas sim blue jeans e as brancas com o mesmo corte designavam-se white jeans.
Relativamente a Coimbra "in blue Jeans" recordo que as primeiras calças se vendiam no último andar de um prédio em frente à Câmara Municipal ,cuja entrada era pela Tabacaria do Sr.Roxo.Estas calças vinham dos States, mas já eram usadas e novas ainda não havia nas lojas. O proprietário dessa casa era o Sr.Sergio ,chefe da Venatória,que as conseguia receber da América (1964-1966 ).
O certo é que a malta nova , as comprava já desbotadas que ficavam a matar com botas à Beatle. E para informação ao consumidor de hoje, séc.XXI : estas botas custavam entre duzentos a duzentos e cinquenta escudos,equivalente a um euro a euro e cinquenta cêntimos.Mas note-se que uns sapatos já bons, nesse tempo custavam cento e vinte escudos,e assim vejam quanto nos chorávamos aos pais...mather,father,please,
please...( não confundir com a canção dos Beatles Please Please Me ).
Mas voltando às jeans usadas,essas custavam duzentos escudos.Eu,conheço uma pessoa que se dirigiu ao local para comprar umas,mas desistiu,quando se começou a lembrar em que rabo capitalista e imperialista elas já teriam andado...
Só em 1966 é que as gangas (importadas ) chegaram a Coimbra pela mão do Eldorado, loja que abriu com muito sucesso na Rua dos Sapateiros,ao lado do Carlos Camiseiro.Era a grande loja da juventude dos anos sessenta.
As primeiras calças que comercializaram eram da marca Lee e custavam quatrocentos escudos.
A seguir vieram as superstar das calças de ganga, as famosas Levis Strauss a que se seguiram as Lois,estas últimas de fabrico espanhol.
As primeiras Levis Strauss que foram vendidas no ELdorado eram fabricadas na Belgica.( Os americanos não inventaram as multinacionais,foram eles que as espalharam no mundo,mas a primeira multinacional foi a Singer e era alemã .)
Mas as memórias são muitas... engraçadas, como era por exemplo ver os jovens embarcarem no comboio rumo à Figueira da Foz, para mergulhar no mar com as calças vestidas,saírem da água esfregarem areia,voltarem a mergulhar e fazendo isto "n" vezes e por fim expunham-se ao sol até secarem no corpo,e tomarem o desbotado que pretendiam.Qual reumático, qual quê?!...
Eis como um produto destinado ao trabalho se transformou em menos de um século numa peça de vestuário inter-classicista, pois tanto é usada por um grande capitalista como pelo humilde assalariado.
É sem dúvida uma história deveras curiosa....
Nela Dias

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quinta-feira, 25 de junho de 2009

MANUELA DIAS - Faz hoje 63 ANOS





MANUELA DIAS

25-06-1946





63 Anos.
O Blog do Cavalinho Selvagem,
deseja-lhe muitos parabéns,
muitas felicidades
e muitos anos de vida.

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domingo, 26 de abril de 2009

A Música de Zeca Afonso não é de esquerda nem de direita


Alguma dela pode ser considerada de intervenção política como, por exemplo, os "Vampiros " e " Bairro Negro ".
Porém,a sua música é genuinamente portuguesa com uma matriz do fado e da balada de Coimbra.Talvez Zeca Afonso não teria sido o que foi se não tivesse passado por esta cidade. Aqui, ele obteve a sonorização que necessitava para a sua inspirada música.
Ao escutarmos as suas obras,sem dúvida que há sempre um sabor a Coimbra.
Considero o album " Cantigas de Maio ", o melhor conjunto de composições que se fez em Portugal.
Mas, a raiz Coimbrã de Zeca Afonso é por vezes negada, catalogando-a num âmbito mais genérico de "música popular portuguesa".
Não concordo.Isto é mais uma vez a macrocefalia lisboeta,que quando o artista não é de Lisboa,ou não se inspira no fado de Lisboa,sistematicamente é negada outra origem geografico-musical, porque não é da capital e assim generaliza-se... de resto, os cartazes que anunciavam os espectáculos a partir de dado momento, deixaram de ser do Dr. José Afonso,para serem espectáculos do Zeca Afonso. Mudança esta que não tem o objectivo de popularizar ou proletarizar José Afonso, mas sim negar a sua essência Coimbrã. Isto que escrevo até se pode verificar na toponimia, onde na Figueira da Foz temos a Praça Dr. José Afonso (na marginal, junto à Torre do Relógio ) e à volta de Lisboa, não sei se em Oeiras,Almada ou Amadora há uma Rua ou Praça com o nome de Zeca Afonso.
Há aqui como que uma apropriação da capital e da esquerda política.
Mas José Afonso,está acima de tudo isso.Conheço pessoas de direita conservadora que o admiram profundamente e conheço outros de esquerda a quem a Música de José Afonso é indiferente.
Eu, colocaria José Afonso no OLIMPO dos DEUSES. Seria o DEUS da Música.
Nela Dias

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sexta-feira, 13 de março de 2009

Será que estive em meditação?!!!


No Hospital de Shadyside da Universidade de Pittsburg para tratar depressões e stress,usam o corpo em vez de palavras e medicamentos, numa interacção entre o cérebro emocional e o cérebro cognitivo estabelecendo entre eles a harmonia interior, que determina depois a nossa relação com o mundo e com os outros.
Pois como diz Barraud: " todo o individuo encontra a sua angustia, abraça a sua forma de ser,responde à sua imaginação,ao seu egoismo ou à sua generosidade ".
Mas, escreve o poeta " o caminho faz-se caminhando ", temos de ser nós a fazer o percurso. E, tudo o que nos possa condicionar negativamente tem de se ultrapassar e reorientar. E, tudo o que implica relação, implica diversidade de opiniões, de postura, de interesses, respeito pelas singularidades, e é isso que enriquece cada um e nos fascina.
A falta de diálogo,anula a convivência.
Eu que estive na rota da Lampreia,que ouvi palavras sábias, que aprendi mais sobre blogs , sei agora que foram escritos bom textos,
Todos sabemos que mesmo a maior felicidade pressupõe momentos de recolhimento e reflexão...
e por certo nem se deram conta, mas eu desapareci.
Será que estive em meditação?!!!
Diz-se que o mundo pertencerá aos " Velhos ", mas para isso temos que preservar a saúde mental e a saúde fisica e, eu que com a minha " provecta " idade, que possìvelmente já devia andar a ser tratada com estatinas...depois de vir da lampreia não resisti ao convívio do Samambaia,com uma boa cerveja.
E, as noitadas a " la vingt âge " não são iguais a " la sexagenária ", são quarenta anos de diferença...E, tremendo de frio fiz-me rogada ao agasalhado que simpàticamente o Mário Pinheiro de Almeida me queria emprestar,e foi tal a constipação que não dava nem para ver os bons textos de que tive agora conhecimento,nem as belas flores,nem as maravilhosas capas de Revista,nem a magia dos Livros me prendia, e muito menos meditar...mas já voltei ao Sambabaia para tomar cerveja...agora como antídoto,como devem calcular...
Nela Dias

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quinta-feira, 5 de março de 2009

NOVAS OPORTUNIDADES

Desconheciamos que a nossa amiga Nela Dias era uma "expertiza" nestas materias. Por isso se aproveitou o seu comentário à "numerologia" aqui publicada.
Com o dia 4 foi jáa despachado o Rui Pato.
De certeza que vão aparecer mais ...... e esta rubrica será mesmo um êxito.

Não venho aqui fazer a história do número que é antiquissima. Remonta a mais de 10 milénios.Os números são mais velhos que as letras.
Segundo Salomão,no séc.II A.C. "apenas o número perservava o homem do caos".
Segundo a numerologia,somos marcados por eles.
O nosso nome e a nossa data de nascimento,determinam o que somos.
Usava-se na Grécia Antiga,em Roma,no Egipto,na China.E Pitágoras no séc.VI A.C. dizia que nada poderia existir sem os números aos quais deu três definições:Eram os puros ou divinos,cientificos e concretos.Não estou aqui a fazer juizos de valor sobre a questão,mas já que o Rui Pato falou do número e,baseando-me na numerologia,
Quero dizer que o número 4 ou tétrade,representa o Verbo.Para os chineses era o símbolo da terra. No tarot,o quatro é o Imperador, o número do equilibrio perfeito.
Mas,não quer dizer que o dia em que nascemos,seja apenas esse o nosso número.Muito resumidamente ,e
Espero que o visado se não zangue comigo, vou exemplificar.
Com o nome e data de nascimento concluimos que o Rui Pato tem:
- Número de destino o 2:
Procura de harmonia,ternura e paz.Tendência para criar laços e detesta solidão.
- Número de motivações ainda o 2:
Desejo de ser compreendido,afectuoso,
sociável,terno e sentimental.
- Número do caminho da vida tem:
800 que representa prestigio e poder
30 êxitos e viagens.
- Número do EU íntimo é o 9:
Desejo de ajudar os outros.

Rui não sei se te vais rever nisto,mas também a consulta foi grátis...

Nela Dias

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domingo, 1 de março de 2009

A HISTÓRIA E A CIÊNCIA


A História é uma ciência. E tal como outra ciência social e humana (economia, direito, sociologia, filosofia, etç), não é passivel de fantasias, pois também ninguem tem fantasias médicas, quimicas ou electrotecnicas, por exemplo. Isso, só no chamado campo das artes, nomeadamente na literatura, na poesia, que não exigem preparação cientifica especifica.
A "Belle Epoque" como os franceses lhe chamam coincidiu na Inglaterra, em parte, com o reinado da Rainha Vitória, pelo que os ingleses designam por época vitoriana, e o inicio da primeira Guerra Mundial.
Ora é nesta belle epoque ou época vitoriana, tempo de grande avanço económico, técnico (aparece o automóvel) e cientifico (aparece a aspirina ) que nos paises mais progressivos da Europa, surgem as casas de prazer de luxo. É evidente que Portugal não podia escapar a essa onda. Só que como em vários aspectos, fomos os últimos. Assim, elas apareceram de facto após o inicio da 1ª Guerra Mundial (para nós a Grande Guerra ). E,essas casas foram instaladas em Palacetes duma aristocracia abalada economicamente pela implantação da República e pela Europa conturbada pela Guerra. Devo dizer que os nobres, não só se desfaziam das casas como também do recheio que era vendido separadamente do imóvel. As Casas de prazer, umas mais outras menos luxuosas, encerraram com a lei de 1963, no aqui então chamado país continental. As casa de prazer de Lisboa, especialmente na segunda metade do século XIX, eram compostas sobretudo de prostitutas espanholas, muito apreciadas pelos "clientes" portugueses, facto que ressalta em algumas obras de Eça de Queiróz, às quais ele dava o nome de LOLA quando alguma se envolvia com uma das suas personagens masculinas.

Em Coimbra até 1963, havia duas casas. A mais conhecida, ficava numa esquina da Rua Direita, chamada de MUSEU. Neste "museu" se "iniciavam" os rapazes quando vinham às inspecções militares.

Algumas prostitutas do museu fizeram casamento com estudantes de Coimbra, que depois de formados as vinham buscar. Eu conheço alguns casos, mas como é evidente oculto as suas identidades. Apenas posso dizer que essas senhoras, que o foram com S grande, foram excelentes esposas e extremosas mães. Provaram que por vezes a vida é ingrata e os caminhos que as pessoas trilham nem sempre são aqueles que intrinsecamente desejam.


Nela Dias

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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Nunca estamos sós ....

Nunca estamos sós completamente com as nossas memórias e ao fazer a partilha delas,avivamos as recordações que são comuns a tantos de nós.
Porque caíu o avião?Avião Junker JU
O avião era pilotado por um jovem aviador que estava enamorado por uma menina muito recatada que morava no Tovim, filha de um capitão do exército que deve ter hoje setenta ou setenta e dois anos, mas não digo o nome porque não pedi autorização para o fazer.Hoje um avó babada que vive em Lisboa,desde o inicio da década de sessenta,já que tendo casado por volta de sessenta ou sessenta e um, foi logo morar para lá.
O jovem aviador andava a fazer piruetas ou a exibir-se para a sua apaixonada que o observava de casa,mas baixou de mais e entrou num "poço de ar" que fica mesmo situado ao cimo da actual Av.ª Dr.Elysio de Moura, portanto no Tovim. E,ao entrar nesse poço de ar,os remoinhos foram fatais porque não mais teve hipotese de controlar a aeronave.
Como se imagina para ela foi um tremendo desgosto,mas a dor muitas vezes também é mestra para ajudar a evolução da alma e do coração, e assim, voltou a apaixonar-se e casou como já referi.
E já agora que falei no Tovim deixo uma pequena curiosidade:
O Tovim em 1640 deu dois jovens para a Guerra da Restauração que durou vinte e oito anos.Estes jovens foram recrutados porque naquela zona eram os únicos que tinham irmãos e as mães não eram viúvas, isto segundo o que se pode ler na tese de doutoramento do Historiador Professor António Oliveira da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra,e que os identifica.
Penso que na actual rotunda do Tovim, ficaria bem uma referência de homenagem a estes dois jovens que ajudaram a nossa Pátria a libertar-se do jugo espanhol.

Nela Dias

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terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Natal do presépio


Na sua estrutura todo Homem inclui o conteúdo prodigioso do acontecimento - NATAL.Natal do presépio,manifestação de Fé e ternura,própria do Cristianismo, iniciado por S.Francico de Assis que fez o primeiro presépio da fraternidade, que devemos àquele menino nascido há dois mil anos,em Belém.
Natal da Árvore de Natal - símbolo da vida que não perece,já que permanecendo verde representa a amizade e a alegria de nos doarmos a nós mesmos e aos outros. Árvore de Natal,introduzida em Portugal por D. Fernando,príncipe alemão, casado com D.ª Maria II,que trazendo a tradição a sua terra,mandou colocar pela primeira vez, uma árvore de Natal no Palácio da Pena em Sintra,enfeitada com bolinhas de vidro,produzidas na Fábrica do Vidro da Marinha Grande.
NATAL ritual evocativo.Advento de caminhos de memórias e de esquecimento.Natal da festa, da casa e da rua, e também de amargura mal dissimulada.Natal de enigma, que atravessa avenidas e nos dá tanta vez madrugadas de lágrimas.
Mas o NATAL verdadeiro é feito de sensibilidade e distanciado de coisas fabricadas que se compram com dinheiro e se oferecem com laços coloridos.
Eu tive o meu presente especial.O mais doce ...eu digo, pois já sabem da minha história...o Dr.António Palhoto bateu à minha porta e deixou uma surpresa. Quando vi...fiquei sem palavras,emoldurada a fotografia da mãe,a Sr.ªD.ª Manuela Pamplona Palhoto,linda com o seu sorriso belo e terno que me comoveu...emudeci,depois encostei a fotografia ao meu coração que bateu mais forte e chorei com um misto de saudade, de maravilha, de gratidão...foi o mais belo presente de Natal!
Mas,é invocando o NATAL,a fraternidde e a paz que dele dimanam, que venho desejar a todos um BOM ANO e sendo a vida um acto nunca acabado de existir, e para que se não cristalize em rotina,o importante é que constantemente se espiritualize,porque viver é SER.
Voemos sem idade,hesitantes ou não,e façamos de cada momento um recomeçar.Quando a ciência nos dá relações quantitativas e de medida, a vida anímica não é apenas isso e o Homem é o ser mais espantoso e profundo,cada um com a sua diferença e originalidade.
Que o Novo Ano traga a todos a semente do sonho e a deposite no vosso horizonte interior.
Para todos o meu respeito intelectual,existencial e metodológico.Só com todos vós o Blog ganha dimensão.
Com o Blog também eu revi pessoas,reatei amizades,uns que conheço profundamente,outros que vieram de novo e assim repito a frase do profeta: "..e a solidão germinou num lírio..."
Se eu fosse poeta inventava palavras para vos chamar de AMIGOS,porque vos creio na serenidade e como diz o poema..." na serenidade mais livre que uma ave em seu voo...mais branda que a brancura do papel em que escrevo... do que o sol nas searas...vem serenidade para perto de mim..."
Nela Dias

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sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Vamos Falando de Cartas de Amor


Quase todos nós temos um baú,com estas belas recordações.
Se não,estão por certo lá no cantinho da nossa alma...onde de quando em vez,as vamos buscar,com muita ternura.
O tema leva-me ao poema de Fernando Pessoa, que o escreve através de um dos seua heterónimos -Alvaro de Campos-:

"Todas as cartas de amor são
Ridículas
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor,se há amor
Têm de ser
Ridículas.

Mas,afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas).
1935

Por outro lado, Agustina Bessa-Luis diz:
" Temos a cultura da afectividade como outros povos têm a cultura da filosofia".
" Os sentimentos são para nós uma segunda pele,continua a morrer-se de desgosto,de paixão,e a matar como no tempo de Camilo",
....diz Almerindo Lessa: "somos gente de ciúme.Possuimos muito agudo o sentido de posse.A pior coisa para nós é a falta de felicidade.Daí a precisão que temos de desabafar,de chorar.De escrever cartas e ouvir canções de amor".
Nela Dias


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segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Solidariedade e Bondade Humana

Quando no Natal de 1994, minha Mãe, que amo profundamente, deixou a vida terrena,vivi uma sitação limite,fiquei completamente destroçada...perdida, incapaz de controlar a minha própria existência, não me alimentava.Zero.Tomava ansióliticos e bebia sumos e.. passei às bebidas alcoólicas.Eu queria ter coragem... por um lado tinha o meu Pai que amo com igual amor,alí comigo,tremendamente doente a necessitar de mim, por outro...eu ia morrer também...Porém se à vida de novo cheguei foi com o apoio de Pessoas a quem dedico esta sentida homenagem, eco das palavras afectuosas que muita vezes lhes dizia. E o mérito é maior, porque não me conheciam. Tão longe, e moravam tão perto,era no Colégio S.Luis Gonzaga, a família Pamplona Palhoto.Por tudo o que é inexprímivel e trágico que vivi, a Sr.ª D.Manuela foi a pessoa certa.Pelo tempo que perdeu a escutar-me e a secar a minhas lágrimas.Pelo tempo que eu ganhei na descoberta de mim própria, quando sem a minha mãe, me estava a destruir. Ambas sabiamos da finitude humana e que só abraçando a Plenitude,superamos a angustia e a dor imensa da perda.Foi a voz amiga, foi a generosiade do seu acolhimento, que me deu alento e ajudou a inventar a força para refazer o laço que me prendeu de novo à vida. Pela abertura a tudo o que é Belo e que partilhávamos em comum.Pelo seu sorriso terno, mas firme como firme foi a sua postura no dia a dia.Foi um coração de mãe, sem dimensão, ou direi melhor, que foi um coração do tamanho do mundo! A Sr.ª D.ªManuela e o Sr.Palhoto,também já não estão entre nós. E, ambos deixaram um vazio difícil de preencher! Com a partida da D.ª Manuela,o mundo ficou mais pobre,pela sua dimensão humana e como Artista, que o era, no sentido pleno da palavra. Construtora de projectos que idealizava e a que dava forma, e com um sentido do estético apurado, das suas mãos que pareciam mágicas, nasciam obras de arte.
O Sr.Palhoto, extremamente afável, um bom conversador, que provocava as pessoas, espicaçando-as, na capacidadede lhe darem réplica às suas tiradas de um humor inteligente.Era uma maravilha falar com ele.Era um Senhor.Era um gentleman.Foi a solidariede e a bondade humana desta familia, a única forma de recuperação possível de sentido para a minha vida.Por isso, para além do crepusculo,quando vejo uma estrela brilhante, penso que eles a habitam,e embora noutro plano,estão vivendo,mais do que nunca perto de mim. Mas tenho saudades suas, D.ª Manuela...Mas tenho saudades suas, Sr.Palhoto... Aos filhos, que também me "adoptaram " como família,quero dizer que a minha gratidão é eterna.A todos vós,devo a minha vida.
Nela Dias

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sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Descoberta na adolescência.


Aula de inglês que virou aula de anatomia. Há quase meio século (custa verificar que já faz tanto tempo...mas é verdade... )
No Colégio Alexandre Herculano, a professora de inglês,mandava uma aluna ler em voz alta o texto e ficava de pé junto da secretária e nós não sabiamos bem se estava atenta à leitura, se absorta nos seus pensamentos, já que o seu olhar parecia perdido no infinito.Não conseguiamos mesmo decifrar o que estaria na sua mente.
Ora,foi numa destas aulas que eu via um caderno passar de mão em mão e nem calculam as risadinhas sufocadas que circulavam pela sala ...
Bom. Chegou a minha vez,deram-me uma pancadinha nas costas,entregaram-me um caderno com uma marcação de página e disseram: abre aí.
Qual era o conteúdo?: óh,coisa nunca vista! era nem mais nem menos que uma fotografia de três rapazes na casa dos dezoito ou dezanove anos,que me disseram depois,serem frequentadores do Café Aquário,e se apresentavam tal e qual como vieram ao mundo!
Todas riam, meio admiradas, meio divertidas, meio atónitas.
A fotografia foi trazida por uma colega que estava hospedada na casa de um deles, e que após as aulas,correu a repôr no sítio de onde indevidamente a tinha retirado.
Durante alguns dias,claro,não se falou de outra coisa,tal foi a estupefacção.
Naquele tempo não havia aulas de educação sexual,mas também é verdade que nasciam mais bebés... que já estão a fazer falta....
Mas o que teria dado àqueles rapazes, para se fazerem fotografar nus?!
hoje ...chamar-lhes-iamos exibicionismo. Naquele tempo,para miúdas de treze, catorze anos, foi... assim..." miragem "....

Nela Dias

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quinta-feira, 23 de outubro de 2008

MANUELA DIAS - a figura do dia 23OUT08


Eram paisagens acesas,os olhos de cada um de nós. O Reencontro foi um acto breve, mas o momento ficou eternamente!
Um vulcão de espanto por tudo o que foi perfeito sufoca ainda os meus dias,não refeita de todas as emoções. E agora o texto tão belo do Rui Pato, mostra a importância da criatividade. Dizem que a Fisica Quântica fornece as palavras correctas em termos de pensamento,mas ele mostrou ser perspicaz na sua análise. Foi uma experiência existêncial única, que nem todas as pessoas conseguem transmitir.
Eu fiquei enternecida com as palavras a meu respeito...se fosse aprendiza seria maiko ou hangyoku...mas gueixa....perita na arte de conversar,de dançar,na cerimónia do chá,de seduzir...quimónos maravilhosos...tudo muito terno,com doçura...serenamente.
Realmente,as pessoas dizem que lhes dou paz. Mas será que é verdade!?
Um beijo para si
Nela Dias

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quinta-feira, 28 de agosto de 2008

A história de um Diário

O Amor
Na busca das nossas memórias,venho contar a história de um Diário. A autora do mesmo permite que o faça, com toda a ternura de que a nossa amizade é capaz. Quando adolescentes, os rapazes não eram tratados de charmosos, no nosso vocabulário ainda não existia a palavra. Eram bonitos.
E então para a Nela Curado, um era lindo... mais do que os outros. Aquilo era paixão...Uma paixão secreta, que só o não era totalmente, porque a empregada, a irmã e eu, sabiamos do caso.
Ela saía, conversava, encontrava os amigos, mas no regresso vinha triste e, entregava-sa às suas mágoas, aos seus silêncios, às sua interrogações e ficava tudo alí no tal Diário, de capas grossas, fechadas com chave, que cuidadosamente ela escondia.
Nós sabiamos quem era esse tal bonitão e estávamos empenhadas em conseguir ler aquelas confissões. Fizemos da empregada nossa cumplice, para estar de olhos bem abertos, até descobrir onde escondia a chave. Foi rápido. Assim, uma tarde, a Nela foi para o andar de cima,com sono, dormir. E nós, muito cautelosamente, abrimos o Diário...mas jovens que eramos tanto quanto o nosso entusiasmo, que nos levou a um optimismo imprudente, esquecendo por completo que a Nela estava lá em casa. E, a risota era tanta, que ela de ouvido à escuta acabou por perceber o que se estava a passar.
Desceu silenciosamente, descalça, com umas pantufas de sola na mão e com elas deu-nos tamanha sova, a mim e à irmã, que eu juro que nunca mais tentei ler nada de ninguém. Depois, na nossa presença, rasgou as folhas do Diário, que ainda tem na sua posse com apenas três páginas que sobraram da sua ira. Já não se pode recorrer a esse reino de palavras, mas tudo isto foi verdadeiro
Era a adolescência, os sentimentos brotavam dos corações. Tudo era possível e provável...só que ele, o tal...falava , conversava mas quando havia baile...ia buscar uma loirinha ,também aqui do Bairro...
Adivinhem quem era o principe encantado...
Texto de Nela Dias

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