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quarta-feira, 1 de abril de 2009

Agora uma verdadeira mas que parece Mentira

Agora uma verdadeira mas que parece Mentira,passada comigo, há uns bons anos,no H.S.CID..

Uma senhora emigrante,internada,procurou-me enquanto assistente social e pediu-me:
Sra assistente queria escrever para a minha família para França eprecisava de selos.
Onde os posso comprar?
Eu fiquei atrapalhada...ai,como é que hei-de ajudar a senhora...e acabei por lhe responder:
É impossível a sra escrever pois cá,em Portugal, não se vendem selos franceses!
A sra olhou para mim com os olhos esbugalhados e...disse:
Essstá beeeem!!!...obrigada.

Vim para casa e esta não me saia da cabeça....
À noite,já na cama para dormir, faz-se luz na minha cabeça...

No dia seguinte fui pedir desculpa à sra...e levei-lhe os selos para ela escrever.

Só por educação,não sugeriu para que eu ficasse internada na cama ao seu lado...

Olinda

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domingo, 18 de janeiro de 2009

Apreciando o Bairro

NegritoNum dos normais passeios pelo Bairro, o Quito e a Olinda ate posaram para uma foto feita pelo Tonito Dias junto a sua casa.
Ate parece que lhe foram apresentar cumprimentos.
Repare-se na Gila que o Tonito la tem no jardim.
Se caisse na cabeça da Olinda é que seria uma chatice.
Isto tudo na Rua de Moçambique.
E mais um pormenor. Esta foto tem por fundo a casa onde vivi enquanto coimbrinhas. A porta de entrada está mesmo por cima da cabeça do Quito. Ao lado era a mercearia do Sr. Lino.
Foto: do Tonito
Alvaro Apache

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sábado, 29 de novembro de 2008

RECORDAÇÕES DA INFÂNCIA

Saudades!Tenho saudades
Desses tempos que lá vão!
Quando à porta do quinteiro
Eu jogava o meu pião;
Quando no campo corria
Cum papagaio na mão.

Oh,que então eram,na terra,
Tudo ventura pra mim!
Meu pai me dava biscoitos,
Minha mãe beijos sem fim;
Minha avó me defumava
De manhã,com alecrim.

Por entre os prados amenos
Como,contente,eu saltei
Com meu chapéu de dois bicos
Que dum papel arranjei,
E em grosso pau a cavalo,
Mais orgulhoso que um rei!

Nos inocentes folguedos
Eu via o tempo voar;
Se um dia vinha um sopapo
Que me obrigava a chorar,
Depois,de mimos coberto,
Eis-me a rir,eis-me a brincar.

Meu pião idolatrado,
Que será feito de ti?
Papagaio da minh'a alma,
Há que tempo te não vi!
Doces biscoitos de outrora,
Quem mos dera agora aqui!

Meigos beijos,inocentes,
Como ainda me lembrais!
Cheirosos defumadores,
Que saudades me inspirais!
Meu lindo chapéu de bicos,
Não me enfeitarás jamais.
(de Faustino Xavier de Novais)
Olinda

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