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sexta-feira, 17 de julho de 2009

O poder da "maternidade" Paternal


Desde que Sócrates deu tempo de "maternidade" aos pais, os laços estreitaram-se entre pais e filhos como nunca se tinha visto.

Pedro Sarmento

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domingo, 10 de maio de 2009

A TODOS OS PAIS, A AOS QUE AINDA SÓ SÃO FILHOS

QUERIDO FILHO,
No dia em que esteja velho e já não seja eu, tem paciência e tenta entender-me.

Quando, todos comem, e eu não conseguir; quando não puder vestir-me: tem paciência.
Recorda as horas que passei a ensinar-te.

Se, quando falar contigo, repetir as mesmas coisas mil e uma vezes, não me interrompas e escuta-me
Quando eras pequeno, na hora de dormir, eu tinha de te explicar mil vezes o mesmo conto repetidamente até teres sono.

Não me envergonhes quando não quiser tomar banho, nem me ralhes.
Recorda quando tinha de andar atrás de ti e as mil desculpas que inventavas para não tomares banho.

Quando vires a minha ignorância diante das novas tecnologias, e te pedir que me dês todo o tempo necessário, não me irrites com o teu sorriso amarelo. Eu ensinei-te a fazer tantas coisas... Comer bem, vestir-te... e como enfrentar a vida. Muitas coisas são produto do esforço e perseverança dos dois.

Quando em algum momento perder a memória ou o fio à nossa conversa, dá-me o tempo necessário para me recordar. E se não puder fazê-lo não te enerves, seguramente o mais importante não era a minha conversa: a única coisa que queria era estar contigo e que me ouvisses.

Se alguma vez não quiser comer, não me obrigues. Sabes bem quando necessito e quando não.
Quando os meus membros cansados não me deixarem caminhar... ...dá-me a tua mão amiga da mesma maneira que eu ta dei, quando tu começavas a dar os teus primeiros passos.

E quando algum dia te disser que já não quero viver, que quero morrer, não te enfades. Um dia entenderás que isso não tem nada a ver contigo, nem com o teu amor, nem com o meu.

Tenta entender que na minha idade já não é viver mas sobreviver.
Um dia descobrirás que, apesar dos meus erros, sempre desejei o melhor para ti e sempre tentei preparar o caminho
que tu havias de fazer.

Não te deves sentir triste, enfadado ou impotente por me veres desta maneira.
Fica ao meu lado, tenta entender-me e ajuda-me como eu te fiz quando tu estavas a começar a viver.

Agora, toca-te a ti acompanhar-me no meu frouxo caminhar.
Ajuda-me a acabar o meu caminho, com amor e paciência.
Eu pagar-te-ei com um sorriso e com imenso amor que sempre tive por ti.

Amo-te, filho.
O teu pai,
a tua mãe,
os teus avós...

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