Aos dezasseis dias do mês de Maio do ano de dois mil e nove, nesta cidade da Maia, reuniram-se no restaurante “ O Machado” trinta e cinco distintos membros do Bairro Norton de Matos, também conhecido por Marechal Carmona, sito na cidade Coimbra, a fim de se pronunciarem sobre a qualidade da vitela fornecida por aquele afamado restaurante.--------------------------------
Vinte e quatro elementos do grupo deslocaram-se de Coimbra, e dada a qualidade dos viajantes, a TRANSVED fez deslocar da Alemanha um autocarro do último modelo, com vidros fumados, bancos arrefecidos, cabeleireiro, sala de sauna e mini- bilhar. Destaque-se que o autocarro dispunha de GPS, o último grito em tecnologia de ponta. ----------------------------------- -
E era de ponta com tanta pontaria, que o grupo rumou a Vila Nova de Gaia, para depois se perder por terras de Santo Tirso, com o GPS a indicar insistentemente que a rota da Maia era por ali. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Tiveram assim os viajantes a oportunidade de ver enormes hortas bem tratadas, vivendas luxuosas “germinadas”, cães rafeiros e de luxo, e até uma visita guiada aos urinóis de uma estação de serviço da GALP , depois de uma acalorada discussão para repensar o percurso a seguir.--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Depois das preciosas instruções do Manuel da Lekas ao motorista, os viajantes lá chegaram ao restaurante sãos e salvos, onde já se encontravam outros elementos do grupo. ---------------------
Depois de emotivos beijos, abraços, e sorrisos, a turba entrou na sala de enxurrada, mais parecia a carga da Brigada Ligeira, começando a atacar nas entradas, tudo que era pastel de bacalhau, rissol ou patanisca desapareceu num ápice, com os diligentes funcionários da casa a trazer reforço para os estômagos famintos e incontida gula de alguns. ---------------------------------
O almoço decorreu com enorme alegria, numa lógica de prato cheio prato vazio.-------------------
O Rafael resolveu fazer um discurso em cima de um banco, mas a algazarra era tal, que só com a ajuda do Ferrão em linguagem gestual, foi possível perceber o erudito discurso.------------------
A meio do almoço, com as garrafas de vinho a desaparecerem em velocidade de cruzeiro, a Nela Curado anunciou a sua candidatura à presidência da Câmara Municipal de Oeiras, tendo sido muito aplaudida pelos presentes, que a levaram em ombros a dar três voltas à sala, mais parecia o Pedrito de Portugal, depois de uma fenomenal “faena” na MONUMENTAL DE MADRID.----------------------------------------------------------------------------------------------------------------
O Ferrão, vestido a preceito, na qualidade de representante do restaurante - vá lá a gente saber porquê - cumpriu com grande brio profissional a função, até ao momento em que resolveu contar uma anedota que metia um melro e um coxo, que dado o seu conteúdo vernáculo fica omisso em acta. Escusado será dizer que foi despedido pela gerência do restaurante.------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Entretanto um tal Quito, mais conhecido no Bairro que o Texas Jack no Oeste Americano, anunciou em cima de uma cadeira e com os braços abertos como o Cristo Rei que se iam cantar uns fadinhos. O Henrique Sousa e a Ana Sousa, que se encontravam ali com o estatuto de observadores (e ficaram muito mal impressionados), ofereceram lembranças de Zeca Afonso e Adriano Correia de Oliveira. A Ana anunciou que ía cantar um fado com o título “O Senhor Vinho” o que provocou grande reboliço na sala, pois logo que ouvem falar em vinho os cavalinhos ficam ao rubro. É uma preocupante tendência que se vai notando de rota para rota, a especial apetência para tudo o que são manifestações vinícolas.--------------------------------
Já com os empregados da sala completamente esgotados e a pedir a demissão em bloco, foram servidas as sobremesas, e de lamentar um incidente com o Zé Tó Gaspar, que do alto dos seus quase dois metros ameaçava atirar com um pequeno empregado com uns esticados um metro e trinta de altura para dentro do balde da salada de fruta, no que foi impedido pelos outros elementos do grupo. --------------------------------------------------------------------------------
Terminado o repasto, com o Machado irado a fechar as portas do restaurante com estrondo, seguiu-se uma visita a um centro comercial, onde no terceiro piso inferior se puderam ver máquinas do passado com a Melguita de olhos em bico a olhar para os Ferrari.
Depois foi o regresso com muitos abraços e adeus entre um magnífico grupo de amigos a agradecer ao Pedro e à Laura aquele fantástico dia. ---------------------------------------------------------
Nada mais havendo a tratar dá-se por encerrada a presente acta, que vai assinada pelos que sabem escrever e os que pediram a rogo, e também por mim, esforçado escriba, que a redigi com grande espírito de missão.
Maia, 16 de Maio de 2009(Seguem-se mais de 30 assinaturas irreconhecíveis)
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