Histórias do Bairro - SILVIO PELLICO
SILVIO PELLICO
Histórias do Bairro
20-06-2008
Citação:"O ciumento que se encoleriza ante a suspeita de não ser amado é um tirano. Se te arriscas a ser mau em prol de um prazer, renuncia a esse prazer; se te arriscas a ser tirano em prol de um amor, renuncia a esse amor."
Silvio Pellico
Quando vou a Roma fico sempre numa rua que entronca com a Via Silvio Pellico. A primeira vez que reparei no nome dessa rua, fiquei curioso em saber que relação teria com o “nosso” professor de História do D. João III.
Procurei descobrir quem era a personalidade que dava o seu nome àquela importante artéria romana e fiquei a saber que se trata de um importante dramaturgo nascido na segunda metade do século XVIII, passando à História por esse mérito e também por ter sido um grande patriota italiano.
Embora não tenha descoberto qualquer ligação com o nosso professor, estou convencido que ela existirá, tendo em conta a invulgaridade e a coincidência do nome.
O MEU EXAME DE HISTÓRIA DO 7º ANO
Vem isto a propósito do meu exame escrito de História do 7º ano do liceu.
Sabíamos que quem iria corrigir as provas eram o prof. Martins e o prof. Silvio Pellico.
Eu tinha consciência que provavelmente conseguiria uma nota próximo do 10, mas também sabia que se apanhasse o Martins na prova oral, a probabilidade do chumbo era enorme. Portanto, tinha que tirar nota para dispensar da oral!
E pensei que se o meu exame escrito viesse a ser avaliado pelo Silvio Pellico, velho e cansado, ele daria a nota pela quantidade de folhas que eu escrevesse e não pelo seu conteúdo, que sabia que não teria pachorra para ler.
Quanto mais folhas melhor, que ele não iria lê-las.. Limitar-se-ia a contá-las.
Com as folhas de papel de 25 linhas, frente e verso, em cima da mesa, comecei a escrever tendo tido o cuidado de despejar na primeira o pouco que sabia acerca do tema que nos tinha sido dado para desenvolver. Essa era a página visível.
Nas folhas seguintes fui entremeando algumas datas no texto, porque sobressaiam, e para quem passasse os olhos em diagonal deixariam uma boa imagem de sabedoria, enchendo o resto do papel com relatos variados do dia a dia e de alguns assuntos de história, embora sem qualquer relação com o tema do exame. Escrevi o que me veio à cabeça!
Enfim, relatos podem ser história...
Quando tocou a sirene para o fim do exame tinha escrito dezasseis páginas.
Entreguei-as e saí da sala, como todos os outros.
Uns dias depois ao ver as pautas afixadas no átrio do liceu, fiquei seguro de que tinha sido o Silvio Pellico a “corrigir” a minha prova.
Tive um 17 e, obviamente dispensei da oral.
Ainda hoje gostaria de saber se essa prova estará nos arquivos do liceu.
Texto de Rui Felício
Procurei descobrir quem era a personalidade que dava o seu nome àquela importante artéria romana e fiquei a saber que se trata de um importante dramaturgo nascido na segunda metade do século XVIII, passando à História por esse mérito e também por ter sido um grande patriota italiano.
Embora não tenha descoberto qualquer ligação com o nosso professor, estou convencido que ela existirá, tendo em conta a invulgaridade e a coincidência do nome.
O MEU EXAME DE HISTÓRIA DO 7º ANO
Vem isto a propósito do meu exame escrito de História do 7º ano do liceu.
Sabíamos que quem iria corrigir as provas eram o prof. Martins e o prof. Silvio Pellico.
Eu tinha consciência que provavelmente conseguiria uma nota próximo do 10, mas também sabia que se apanhasse o Martins na prova oral, a probabilidade do chumbo era enorme. Portanto, tinha que tirar nota para dispensar da oral!
E pensei que se o meu exame escrito viesse a ser avaliado pelo Silvio Pellico, velho e cansado, ele daria a nota pela quantidade de folhas que eu escrevesse e não pelo seu conteúdo, que sabia que não teria pachorra para ler.
Quanto mais folhas melhor, que ele não iria lê-las.. Limitar-se-ia a contá-las.
Com as folhas de papel de 25 linhas, frente e verso, em cima da mesa, comecei a escrever tendo tido o cuidado de despejar na primeira o pouco que sabia acerca do tema que nos tinha sido dado para desenvolver. Essa era a página visível.
Nas folhas seguintes fui entremeando algumas datas no texto, porque sobressaiam, e para quem passasse os olhos em diagonal deixariam uma boa imagem de sabedoria, enchendo o resto do papel com relatos variados do dia a dia e de alguns assuntos de história, embora sem qualquer relação com o tema do exame. Escrevi o que me veio à cabeça!
Enfim, relatos podem ser história...
Quando tocou a sirene para o fim do exame tinha escrito dezasseis páginas.
Entreguei-as e saí da sala, como todos os outros.
Uns dias depois ao ver as pautas afixadas no átrio do liceu, fiquei seguro de que tinha sido o Silvio Pellico a “corrigir” a minha prova.
Tive um 17 e, obviamente dispensei da oral.
Ainda hoje gostaria de saber se essa prova estará nos arquivos do liceu.
Texto de Rui Felício
Etiquetas: Historias do Bairro, Sivio Pellico






