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Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012

COIMBRA SOLIDÁRIA

SOBRE A GALA COIMBRA SOLIDÁRIA 2012


2 de Março, sexta-feira, 21H3O - Teatro Académico Gil Vicente

Em virtude dos tempos de crise que atravessamos e conscientes das crescentes dificuldades por que passam todas as instituições e associações que se dedicam ao apoio social, a Fundação Cultural da Universidade de Coimbra, enquanto entidade comprometida com a facilitação de meios e recursos que possam tornar mais acessíveis os bens culturais, científicos e desportivos, e mais harmoniosa a vivência social dos habitantes de Coimbra decidiu apoiar algumas associações de solidariedade social sediadas na cidade.

Assim, decidimos dar início a um ciclo de galas designado Coimbra Solidária, que procurará, anualmente, apadrinhar instituições de apoio social.

Coimbra Solidária 2012 marca o arranque desta iniciativa e juntará, no próximo dia 2 de março, pelas 21h30, no Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV), André Sardet, Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra, J. P. Simões e Pinto Ferreira e contará com a apresentação de Sansão Coelho.

As associações envolvidas para esta primeira gala são: a ADAV [Associação de Defesa e Apoio da Vida], a ANAI [Associação Nacional de Apoio ao Idoso], a LAHUC [Liga dos Amigos dos Hospitais da Universidade de Coimbra] e a LPCC [Liga Portuguesa Contra o Cancro] – Núcleo Regional do Centro.

A Fundação Cultural da Universidade de Coimbra (FCUC) apoiará estas associações através da cedência do TAGV (cerca de 750 lugares) e da oferta da totalidade da receita angariada com o evento. Contudo, estamos cientes de que as necessidades de cada uma das associações e a sua especificidade ultrapassam largamente o apoio que possamos dar. Deste modo, a FCUC propôs-se desenvolver todos os esforços para encontrar um apoio adicional para cada uma das associações, apoio esse que dê uma resposta concreta a uma necessidade específica.

É com este propósito em mente que lhe pedimos para que se junte a nós, como nosso parceiro, no apoio a estas associações.

Contamos consigo neste esforço por uma sociedade mais justa e feliz!

"THE GUARDIAN"

LISBOA

AVENIDA FONTES PEREIRA DE MELO, 24


Um prédio devoluto foi tela para os dois artistas e irmãos brasileiros, mais conhecidos por "GÉMEOS".

Ali nasceu um boneco enorme com um lenço a tapar a cara e uma fisga nas mãos.
No lenço consegue ler-se uma provocação "I love vandalismo".

O desenho faz parte dos dez melhores graffitis do mundo, segundo o jornal britânico "The Guardian".

Domingo, 26 de Fevereiro de 2012

JUSTIÇA!

Se estiveres à procura de algo que seja justo, lembra-te que apenas o "soutien" realiza esse objetivo:
OPRIME OS GRANDES, PROTEJE OS PEQUENOS E LEVANTA OS CAÍDOS

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COISAS SIMPLES E SÉRIAS

A CRÓNICA QUE GOSTARIA DE TER ESCRITO (NelaCurado)


Uma hora e meia em direto.
Paulo Futre e Joaquim Sousa Martins em diálogo contínuo, num registo que parece não ter qualquer preparação prévia, um misto de apanhados da carreira de Futre, comentário de atualidade de futebol e programa matinal em que se fala do povo e com o povo..
Isto teria tudo para ser mau, mas a verdade, sem ironia, é que é das estreias mais entusiasmantes da televisão portuguesa do último ano.
Passa tudo por um discurso simples, honesto e natural, com Futre a entregar-se, à Futre, a todos os assuntos, sejam os "sérios" (já vamos lá) ou os a brincar (tudo o resto), longe do "teatro Futre"proporcionado há uns meses pelas eleições do Sporting.

Pode não falar bem, tratar Sousa Martins por "mano Sousa", dizer coisas como"a melhor cueca do mundo" ou "tu não dás uma bufinha de vez em quando?", mas há uma verdade nisso tudo, uma pessoa real, que diz o que tem a dizer como sabe dizer, porque Futre é mesmo assim..
Isso não se treina e é difícil de fingir em frente às câmaras.

O "sério" do programa é das coisas mais bizarras da televisão portuguesa.
Futre anda a tentar ajudar os desempregados do país e pede aos espectadores para enviarem curriculos e às empresas para anunciarem ofertas de trabalho.
Em cada programa há peças que mostrm Futre a acompanhar as pessoas que já conseguiram emprego no seu primeiro dia de trabalho.

Isto é tão estranho num programa de futebol que nos deixa desarmados.
Mesmo bom.

André Santos

Sábado, 25 de Fevereiro de 2012

BRIOSA

Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2012

DOIS PORTUGUESES

A VALORIZAR

Centenas de cadeiras de rodas e andarilhos para doentes estão a ser distribuídos em Portugal pela Fundação Sueca AGAPE.

À frente da iniciativa está a cantora de música popular Micaela, que já tem 19 toneladas de equipamento pronto para ser oferecido a hospitais públicos portugueses.



Carlos Quaresma pertence à Fundação AGAPE (sem fins lucrativos) e serve de ligação com instituições portuguesas que recebem toneladas de equipamento

Em menos de um ano Carlos Quaresma, um emigrante na Suécia que sonha chegar a presidente do Benfica, serviu de intermediário para fazer chegar a Portugal seis camiões cheios de material ortopédico, com mais de cinco mil equipamentos, no valor superior aos dois milhões de euros.

VÉSPERAS DO JOGO CONTRA O BENFICA


RUI LUCAS

Briosa organiza tertúlias para recordar antigos jogadores

“Conversando sobre…” é o ponto de partida para a realização de várias tertúlias que a Académica se encontra a organizar e que têm como principal objectivo recordar figuras ímpares da História da Briosa.Com a coordenação do Vice-Presidente da Académica, Gonçalo dos Reis Torgal, a Briosa pretende invocar grandes nomes da sua História, isto num ano que fica marcado pelo regresso do clube de Coimbra à Final da Taça de Portugal.


“Glórias do passado, certezas do presente, garantias de futuro” é o mote para as conversas que vão decorrer na Academia Dolce Vita, espaço carregadode simbolismo que se torna no local perfeito para se conversar sobre a Académica.
A primeira desta série de tertúlias será realizada no próximo dia 1 de Março, pelas 21:00, onde se vai “Conversar sobre…” dois antigos jogadores da Académica, Dr. Rui Cunha e Dr. Alberto Luís Gomes.
O Vice-Presidente da Briosa, Gonçalo dos Reis Torgal, irá moderar a tertúlia que tem como convidados o Nito- Carlos Alberto Gomes (filho do Dr. Alberto Luís Gomes), prof. Carlos Alberto Cerqueira, o capitão de equipa Orlando e o treinador da equipa de iniciados da Académica, Mário Serpa.
Uma iniciativa a não perder e que nos transporta para o Mundo singular e único da Briosa. “Conversando sobre…” é o espaço de discussão que pretende lembrar as glórias do passado, confirmar as certezas do presente e promover as garantias de futuro.Dia 1 de Março, de 2012, pelas 21:00, na Academia Dolce Vita, contamos consigo!
Força Académica!
http://www.academica-oaf.pt/noticias/futebol-profissional/2248-briosa-organiza-tertulias-para-recordar-antigos-jogadores/

Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012

TUBARÃO COM MEDALHÃO PORTUGUÊS


Tubarão na Malásia escondia medalhão português do século XIII

A descoberta está a espantar tudo e todos: uma doméstica residente em Klebang, na Malásia, decidiu comprar um tubarão bebé no mercado local para cozinhar um prato para o marido.
No entanto, ao abrir o animal deparou-se com um histórico medalhão, que os especialistas dizem ser português. Tem 7,4 centímetros de diâmetro e dez gramas de peso.

“Comprei dois tubarões no mercado e descobri o objecto dentro do estômago de um dos peixes”, disse a mulher de 47 anos ao jornal ‘Malaysia Star’.

Suseela Menon ficou surpreendida com o artefacto do século XIII, atribuído ao período em que D. Dinis era rei, dado a peça conter o rosto de uma mulher com uma coroa, que se crê ser da Rainha Santa Isabel, esposa de ‘O Lavrador’.

Na outra face está um crucifixo com a inscrição ‘Antoni’.

A explicação para a presença de relíquias nacionais nas águas asiáticas prende-se com o período dos Descobrimentos e a passagem, no século XVI, de caravelas e naus portuguesas.

Na sequência do achado, a mulher limpou-o e guardou-o numa caixa, ao passo que o marido recusou comer o prato pela conotação religiosa do medalhão. Mais: entendeu o feito como “uma bênção para a família”.

in Correio da Manhã

DESCULPAS DE CRESPO A ABRIR O "JORNAL DAS 9"

AS IMAGENS NEM SEMPRE SÃO O QUE PARECEM.



O pivot da SiC Notícias, Mário crespo e o comentador Ruben de Carvalho do PCP, viram "servilismo" na pose de Vitor Gaspar, curvado perante o "arrogante" ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schauble durante a reunião do Eurogrupo.

No dia 13 Crespo abriu o Jornal das 9 na SIC Notícias com o pedido de desculpas, em seu nome e no de Rúben de Carvalho, aos alvos das críticas.


Não sabiam que Schauble se desloca em cadeira de rodas.

"DIGITUS IMPUDICUS"

TUDO COMEÇOU COM OS MACACOS


Diógenes, filósofo grego, deixava bem claras as suas ideias. Por isso, um dia ao cruzar-se com Demóstenes (um pomposo orador grego que ele não suportava), não desperdiçou a oportunidade.
Esticou o o dedo médio da mão direita, apontou-a ao político e disse bem alto:
- "Ali vai o demagogo de Atenas!".

Insultar alguém esticando o dedo médio e fechando os restantes com o polegar não é portanto um gesto recente: é um insulto desde o séc. IV a.c.
Os antropólogos afirmam que este sinal é uma variação do comportamento dos primatas, como os macacos-esquilo da América do Sul, que mostram o pénis ereto para intimidar os inimigos.

Um dos primeiros registos escritos aparece logo no ano 423 a.c. na peça "As Nuvens", de Aristófanes.
Entre os romanos, o gesto insultuoso tornou-se tão popular que lhe atribuiram um nome em latim "digitus impudicus", em português, "dedo atrevido".

A SÍNDROME DO SOBREVIVENTE

Hoje parei. Algo me chamou a atenção.
Ao descer a rua costumo olhar de viés para a direita. Emoldurada por cortinados e ladeada de vasos de sardinheiras lá está sempre a velha. A velha olhando a rua.
Em que estará pensando uma pessoa cujo rosto nunca muda de expressão?
Parece uma estátua de madeira de oliveira com as nervuras concêntricas a pronunciarem as maçãs do rosto. Eu passo, as demais pessoas passam; todos passamos e a velha fica.
Dia após dia, ali, vendo o movimento do trânsito e o de algum ocasional peão, pedestre, caminhante, ou sei lá como chamar-lhe, que cada vez é mais raro; tão raro que a velha já não nos segue com o olhar ao passarmos, apenas dirige o olhar para o trânsito que vê como uma fiada de casulos metálicos presumivelmente com gente dentro.
De cada vez que passo, dá-me a ideia que se vê menos, cada vez mais encoberta pelas cortinas, sempre olhando a rua, a madeira de oliveira do rosto, mais nodosa, mais macilenta, mais mirrada.
Será que sai dali para comer, para dormir? Será que vêm visitá-la?
Os olhos acinzentados perdem brilho a cada dia que passa, como se lentamente, também, fossem perdendo a capacidade de ver. A sua imaginação reduzida à imagem de uma ocorrência resgatada do esquecimento: um diapositivo projetado na tela da memória, ao acaso, imóvel ele também, sem o alívio de se ver rendido por outro diapositivo que lhe venha dar descanso.
Se fosse possível assistir ao diaporama das suas memórias ordenadamente, e não como um puzzle feito dessas imagens apanhadas ao acaso e colocadas no projetor da memória sem critério, haveríamos de ver a alternância usual dos prazeres e das dores, da esperança e do desalento, dos amores e dos ódios; de todas as coisas de sinal contrário que compõem a vida de uma pessoa, e, algures, há muitos anos já, haveríamos de encontrar o seu rosto jovem a ver-se ao espelho, a arranjar-se para um encontro; o seu rosto luminoso, expressivo e belo.
Por favor, que tenha sido bela esta mulher que agora definha olhando o mundo.
Diapositivo após diapositivo, e agora, uma imagem de quando era tida como um ser precioso para alguém, um ser amado pela pureza, pela candura, como resultado de um outro amor anterior a ela. Quando foi que isso acabou? Quando deixou de ser amada assim?
Houve uma mudança, entre ser amada assim e começar a ver-se mulher nos olhos dos que a desejavam, como então, há muitos anos já, ao ver-se a si própria ao espelho, antecipando o prazer de ser desfrutada.
Algures na fiada dos dias que é impossível reconstituir agora, algo provavelmente aconteceu que alterou a sua vida, uma partida, uma morte talvez. Talvez a eclosão da guerra em África lhe tenha interrompido um romance; uma guerra quase do outro lado do mundo e ela vítima aqui, como um dano colateral.
Ou simplesmente uma decisão que alguém tomou, ou um incidente sem grande relevância mas que alterou a trajetória da sua vida; talvez apenas a correnteza dos dias, talvez tão só a fiada das horas, a teimosia dos segundos a caírem um após outro para pontilharem a linha cruel do tempo.
A ver-se ao espelho. A desfrutar a própria beleza. Há algo de solitário nisso, algo de esfíngico, de intemporal. O olhar a prender a beleza e a ignorar a perspetiva do tempo. Um momento bela – bela para sempre. A desmentir que a beleza não passa de uma ilusão, ou pelo menos de uma simples contingência que a mente humana amplia para compensar a consciência de se saber degradável e perecível.
Mas é essa ilusão e a consciência disso que nos faz divinos.
A ver-se ao espelho. Os seios levantando e descendo ligeiramente, como algo feito para se lhes ver o peso, ao ritmo do peito que arfa de ansiedade. A roupa apenas sobre o corpo. Há tão pouco tempo vestida, que parece só pousada e se adivinha o corpo sem ela. A esperança no olhar a ser devolvida pelo espelho, uma esperança de mulher bela que não antecipa uma aventura mas uma vida de ventura, justamente por se saber bela.
De tudo isso, se isso houve, ficou um resto, uma coisa esquecida à beira da vida, à beira de uma estrada, sem ao menos chamar à atenção de quem passa. Uma sombra sem objeto que observa o mundo a que não pertence já, como uma não-existência apenas adiada.
Será que foi mesmo bela? Será que foi amada? Será que teve uma vida de ventura? Será que foi jovem?
Como é esta aritmética da vida, onde não conseguimos ver os seus 18 anos, de entre os 81 que já terá?
Quem sabe, não terá sido apenas uma mulher comum, com um percurso linear, sem grandes paixões nem grandes sobressaltos. Parada no espaço, mas viajante no tempo. Com uma vida longa, em que foi deixando pelo caminho todos os seus companheiros de viagem.
Habituei-me à sua figura, sem lhe dar atenção. Será que também se terá habituado a ver-me passar, e assim me tenha tornado familiar para ela? Será que se eu tivesse parado, uma vez que fosse, e lhe tivesse dirigido o olhar, ela me teria sorrido? Naquela rua onde ninguém passa a pé, éramos, a maior parte das vezes, os únicos seres humanos visíveis, e no entanto, eu passei sempre sem parar, sempre sem olhar para ela, porque esta vida urbana nos desumaniza, e encararmos um semelhante tornou-se um ato de impudência ou de devassa. Habituei-me à sua presença silenciosa do mesmo modo que nos habituamos a um ruído de fundo.
Hoje parei. Algo me chamou a atenção. A ausência da sua silhueta esfíngica atraiu-me o olhar. A janela está vazia como um olho vazado. Atrás das cortinas de renda apenas o negrume de uma sala sem alma. E de repente toda aquela fachada do prédio se transformou num corpo morto a que só falta cair para o lado, porque cresceu em mim a certeza absoluta de que não voltarei a sentir o cálido alento de humanidade que a figura daquela senhora idosa me oferecia. Porque me parece irremissível o despovoamento da cidade e do mundo, de cada vez que um só dos seus habitantes nos abandone.
Será que é por causa deste trauma obsessivo, que não me deixará nunca, de ter visto a meu lado caírem desumanamente pessoas que eu não conhecia antes, mas que a solidão, o sofrimento e a guerra me ofereceram como amigos?
Os feridos e os mortos partem e os sobreviventes continuam com a ilusão de que têm algo importante para fazer, sem se darem conta que a sua progressão os irá aproximar da morte. Todos os caminhos se encontrarão nesse objetivo comum da vida, e, se pararmos um pouco antes de darmos o derradeiro passo, poderemos reverter ilusoriamente o tempo através da memória, e se o fizermos, talvez nos lembremos de como não demos verdadeiramente importância à felicidade de um dia termos estado todos juntos.
Os carros, em filas de latas atrás de latas, a poluírem a rua com fealdade, mais do que com monóxido de carbono. Os rostos por detrás dos para-brisas a envelhecerem assustadoramente como crisálidas dentro daqueles casulos móveis, sem a esperança de uma metamorfose que um dia lhes dê asas.
De repente a cidade tão grande. De repente a rua deserta. Regresso a casa de luto. Um sobrevivente desamparado pela rua abaixo.
A janela vazia como um olho vazado, uma moldura sem quadro; uma janela que deixa antever a noite aprisionada para sempre dentro de casa.
Vou descendo a rua sentindo que ficou algo para trás, algo de irrecuperável, porque o rio do trânsito que desce a rua leva consigo a veleidade de um tempo presente em que seria possível deixar uma impressão pessoal, uma marca que resistisse para além da memória.
É sempre isso que nos faz caminhar. Tentar ultrapassar essa torrente que na verdade acabará por nos deixar ficar a todos para trás, como nós fomos deixando os outros, enquanto tentávamos sobreviver. Mas ao sobrevivermos a todos, não acabaremos por morrer sozinhos?
Um após outro, pelo caminho, quantos perdemos? Quantos tombaram enquanto progredíamos ao encontro do inimigo? E de cada vez, que parte de nós perdemos também?
O capitão a chorar, com as mãos no tablier da Berliet como se fosse a amurada de um navio, olhando os helicópteros que levavam os mortos e os feridos, enquanto a coluna finalmente seguia para o objetivo. E na sala do comando, em Mueda, espetaram um alfinete no mapa com alívio, marcando o local onde íamos morrendo todos. Como é difícil o trabalho dos burocratas da guerra!
E depois a coluna seguiu, o sangue regressou ao corpo. E apesar de menos, sentimos o conforto da companhia uns dos outros, porque é muito mais difícil morrer sozinho.

MANUEL BASTOS

in "CACIMBO"

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DA QUARESMA

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FESTIVAL DE CINEMA DE BERLIM

MAIS UMA IMPRESSÃO DIGITAL DE UM PORTUGUÊS

MIGUEL GOMES, ganha o prémio Alfred Bauer para a Melhor Inovação Artística

O prémio Alfred Bauer, em memória do fundador do Festival de Cinema de Berlim, atribuido a "Tabu", de Miguel Gomes, marca o reaparecimento, ao fim de 12 anos, de uma longa-metragem portuguesa nesta competição berlinense.

"Tabu", uma histórias de fantasmas e de um amor louco, tem como protagonistas Ana Moreira, Carloto Cotta, Teresa Madruga, Laura Soveral, Isabel Cardoso, Henrique Espírito Santo.

Em breve agradecimento, Miguel Gomes afirmou-se "um pouco confuso por receber um prémio de inovação, porque julgava que tinha feito um filme antiquado mas, se calhar, a confusão foi minha", disse.

Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2012

COIMBRA

DUAS NOTÍCIAS NUM MESMO JORNAL

-IDOSO MORTO EM CASA HÁ DIAS E MULHER ACAMADA NÂO CONSEGUIU PEDIR AJUDA - (Ponto!)

-HOMENAGENS A ZECA AFONSO AFONSO - (Um rol de acontecimentos)



Obrigaram-me a vir para a rua gritar!

"Tratem-se dos vivos e homenageiem-se menos os mortos"- este é o meu mote

Câmara Municipal, AAC, Teatro Gil Vicente, Conservtório de Música de Coimbra, Centro Cultural D. Dinis, Estudantina, Tuna, Orfeon Académico da Universidade de Coimbra, AJA e alguns particulares, juntos para revalidar o Festival Zeca Afonso e homenagear, "Zeca Afonso - O rosto da Utopia".

Certamente o ausente ficaria bem mais representado se todas estas forças vivas da cidade se debruçassem sobre o problema do abandono dos idosos.

Debates, palestras e tudo que possa chamar a atenção dos mais novos para a cruel realidade do abandono em hospitais, do encarceramento em lares de péssimas condições, maus tratos e tudo o mais que por todos nós é conhecido, mas desleixado.
Sucessem-se os casos.
Urge uma atenção especial e meios financeiros para debelar esta verdadeira chaga social.

Que se façam festivais não para homenagens póstumas serôdias ,mas para angariar meios para tornar os nosso "vivos" velhinhos, felizes.

DEIXEMOS O PASSADO, TRATEMOS PRIMEIRO DO FUTURO
É NOSSA...A OBRIGAÇÃO

NelaCurado

JÁ VIVI NESSE PAÍS E NÃO GOSTEI.

( Texto de Isabel do Carmo (médica).

"O primeiro-ministro anunciou que íamos empobrecer, com aquele desígnio de falar “verdade”, que consiste na banalização do mal, para que nos resignemos mais suavemente. Ao lado, uma espécie de contabilista a nível nacional diz-nos, como é hábito nos contabilistas, que as contas são difíceis de perceber, mas que os números são crus. Os agiotas batem à porta e eles afinal até são amigos dos agiotas. Que não tivéssemos caído na asneira de empenhar os brincos, os anéis e as pulseiras para comprar a máquina de lavar alemã. E agora as jóias não valem nada. Mas o vendedor prometeu-nos que… Não interessa.

Vamos empobrecer. Já vivi num país assim. Um país onde os “remediados” só compravam fruta para as crianças e os pomares estavam rodeados de muros encimados por vidros de garrafa partidos, onde as crianças mais pobres se espetavam, se tentassem ir às árvores. Um país onde se ia ao talho comprar um bife que se pedia “mais tenrinho” para os mais pequenos, onde convinha que o peixe não cheirasse “a fénico”. Não, não era a “alimentação mediterrânica”, nos meios industriais e no interior isolado, era a sobrevivência.

Na terra onde nasci, os operários corticeiros, quando adoeciam ou deixavam de trabalhar vinham para a rua pedir esmola (como é que vão fazer agora os desempregados de “longa” duração, ou seja, ao fim de um ano e meio?). Nessa mesma terra deambulavam também pela rua os operários e operárias que o sempre branqueado Alfredo da Silva e seus descendentes punham na rua nos “balões” (“Olha, hoje houve um ‘ balão’ na Cuf, coitados!”). Nesse país, os pobres espreitavam pelos portões da quinta dos Patiño e de outros, para ver “como é que elas iam vestidas”.

Nesse país morriam muitos recém-nascidos e muitas mães durante o parto e após o parto. Mas havia a “obra das Mães” e fazia-se anualmente “o berço” nos liceus femininos onde se colocavam camisinhas, casaquinhos e demais enxoval, com laçarotes, tules e rendas e o mais premiado e os outros eram entregues a famílias pobres bem- comportadas (o que incluía, é óbvio, casamento pela Igreja).

Na terra onde nasci e vivi, o hospital estava entregue à Misericórdia. Nesse, como em todos os das Misericórdias, o provedor decidia em absoluto os desígnios do hospital. Era um senhor rural e arcaico, vestido de samarra, evidentemente não médico, que escolhia no catálogo os aparelhos de fisioterapia, contratava as religiosas e os médicos, atendia os pedidos dos administrativos (“Ó senhor provedor, preciso de comprar sapatos para o meu filho”). As pessoas iam à “Caixa”, que dependia do regime de trabalho (ainda hoje quase 40 anos depois muitos pensam que é assim), iam aos hospitais e pagavam de acordo com o escalão. E tudo dependia da Assistência. O nome diz tudo. Andavam desdentadas, os abcessos dentários transformavam-se em grandes massas destinadas a operação e a serem focos de septicemia, as listas de cirurgia eram arbitrárias. As enfermarias dos hospitais estavam cheias de doentes com cirroses provocadas por muito vinho e pouca proteína. E generalizadamente o vinho era barato e uma “boa zurrapa”.

E todos por todo o lado pediam “um jeitinho”, “um empenhozinho”, “um padrinho”, “depois dou-lhe qualquer coisinha”, “olhe que no Natal não me esqueço de si” e procuravam “conhecer lá alguém”.

Na província, alguns, poucos, tinham acesso às primeiras letras (e últimas) através de regentes escolares, que elas próprias só tinham a quarta classe. Também na província não havia livrarias (abençoadas bibliotecas itinerantes da Gulbenkian), nem teatro, nem cinema.

Aos meninos e meninas dos poucos liceus (aquilo é que eram elites!) era recomendado não se darem com os das escolas técnicas. E a uma rapariga do liceu caía muito mal namorar alguém dessa outra casta. Para tratar uma mulher havia um léxico hierárquico: você, ó; tiazinha; senhora (Maria); dona; senhora dona e… supremo desígnio – Madame.
Os funcionários públicos eram tratados depreciativamente por “mangas-de-alpaca” porque usavam duas meias mangas com elásticos no punho e no cotovelo a proteger as mangas do casaco.

Eu vivi nesse país e não gostei. E com tudo isto, só falei de pobreza, não falei de ditadura. É que uma casa bem com a outra. A pobreza generalizada e prolongada necessita de ditadura. Seja em África, seja na América Latina dos anos 60 e 70 do século XX, seja na China, seja na Birmânia, seja em Portugal."

Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2012

18 ANIVERSÁRIO

CLUBE DE FUTEBOL UNIÃO DE COIMBRA - NÚCLEO DE VETERANOS


As comemorações do 18.º aniversário da fundação do Núcleo de Veteranos do Clube de Futebol União de Coimbra, que associam o 40.º aniversário da subida da nossa equipa principal de futebol à primeira divisão, anunciam o seguinte programa:


03 DE MARÇO DE 2012

9h30m

Concentração no Pavilhão do Clube para o descerramento de uma placa de homenagem aos campeões nacionais da época 1971/72.

10h30m

Jogo entre os veteranos, com a equipa "Os amigos de Cândido" a defrontar a equipa "Os amigos de Vítor Oliveira".

13h30m

Almoço comemorativo do 18.º aniversário do Núcleo a realizar no restaurante "Peso Certo", no Retail Park em Taveiro, no qual se espera a presença de muitos dos campeões

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"URSO DE OURO"


A curta-metragem "Rafa", do realizador português JOÃO SALAVIZA, ganha "URSO DE OURO" no Festival de Cinema de Berlim.

No seu agradecimento, perante 1600 espetadores, disse ainda que dedicaria o prémio ao Governo português.
«Mas só na condição de nos ajudarem nos próximos anos, porque não sabemos o que vai acontecer com o nosso cinema».

Domingo, 19 de Fevereiro de 2012

Cavalinhos da Força Aerea

Da familia do Jose Tuna, um cavalinho da Força Aerea que faleceu num acidente de aviação em 1976

Joanna deixou um novo comentário na sua mensagem "CAVALINHOS DA FORÇA AEREA":
Sou neta do falecido Capitão José Tuna.
Pelo que eu sei, visto que não o conheci, era capitão PILAV morreu em 1976 num aviocar C-212.
Deixo aqui o blog do meu pai que tem toda a informação

Sábado, 18 de Fevereiro de 2012

VESTÍGIOS DE DOIS BARCOS DO SÉCULO XVIII

FORTE S.JULIÃO DA BARRA

O mistério do fundo do mar entre a Guia (Cascais) e São Julião da Barra (Oeiras) começou já a ser desvendado por um grupo de especialistas que, desde há cerca de um ano, se dedica à arqueologia subaquática.


Ainda não se sabe ao certo onde repousam os restos dos três barcos oriundos do Brasil que, em 1720, naufragaram à entrada do rio Tejo.
Mas pelo menos de uma das embarcações foram recentemente descobertos vestígios nas proximidades do Forte de S. Julião da Barra, no âmbito da campanha de levantamento arqueológico subaquático, realizada no Outono, promovida pelas autarquias de Cascais e Oeiras e com o apoio do Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico (Igespar)

Para além de elementos que se presumem pertencer ao barco da frota que vinha de terras de Vera Cruz, e que se afundou já à vista de Lisboa, foram também recolhidos vestígios que podem ser atribuídos a um navio de guerra inglês, também do século XVIII. Estes dois novos casos foram descobertos nas proximidades do local onde já se sabia ter naufragado, em 1606, a nau Nossa Senhora dos Mártires.

ANÚNCIO APELATIVO, NESTA "INTOLERÂNCIA" CARNAVALESCA

VENDO MÁQUINA DE LAVAR

Meus caros amigos:
A situação financeira ficou complicada em 2011, pr isso tenho que tomar algumas atitudes radicais.
Sei que são amigos do peito e com muito bom coração, por isso vão ajudar-me nesta aflição.
Já vendi a TV,a aparelhagem,um carro e o micro-ondas.
Agora chegou a vez da máquina de lavar,que é das melhores que conheço,apesar de estar um pouco usada.
Abaixo envio fotografias de frente e de lado.
ATENÇÃO:



A máquina de lavar é a da esquerda. Essa é que está à venda.

Muito obrigado

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OS LUSÍADAS

PORTUGAL, DAQUI A 10 ANOS, APÓS TODAS AS REFORMAS ESTAREM CONCLUÍDAS !

Numa manhã, a professora pergunta ao aluno:
- Diz-me lá, quem escreveu 'Os Lusíadas'?

O aluno, a gaguejar, responde:
- Não sei, Sra. Professora, mas eu não fui.

E começa a chorar. A professora, furiosa, diz-lhe:
- Pois então, de tarde, quero falar com o teu pai.

Em conversa com o pai, a professora faz-lhe queixa:
- Não percebo o seu filho. Perguntei-lhe quem escreveu 'Os Lusíadas' e ele respondeu-me que não sabia, que não foi ele...

Diz o pai:
- Bem, ele não costuma ser mentiroso; se diz que não foi ele, é porque não foi. Já se fosse o irmão...

Irritada com tanta ignorância, a professora resolve ir para casa e, na
passagem pelo posto local da G.N.R., diz-lhe o comandante:
- Parece que o dia não lhe correu muito bem...

- Pois não, imagine que perguntei a um aluno quem escreveu 'Os Lusíadas' e respondeu-me que não sabia, que não foi ele, e começou a chorar.

O comandante do posto:
- Não se preocupe. Chamamos cá o miúdo, damos-lhe um 'aperto', vai ver que ele confessa tudo!

Com os cabelos em pé, a professora chega a casa e encontra o marido sentado no sofá, a ler o jornal. Pergunta-lhe este:
- Então o dia correu bem?

- Ora, deixa-me cá ver. Hoje perguntei a um aluno quem escreveu 'Os Lusíadas'. Começou a gaguejar, que não sabia, que não tinha sido ele, e pôs-se a chorar. O pai diz-me que ele não costuma ser mentiroso. O comandante da G.N.R. quer chamá-lo e obrigá-lo a confessar. Que hei-de fazer a isto?

O marido, confortando-a:

- Olha, esquece. Janta, dorme e amanhã tudo se resolve. Vais ver que se calhar foste tu e já não te lembras...!

Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2012

REGIÃO DA BAIRRADA

ADEGA DE CANTANHEDE VENCE PRÉMIO


A Adega Cooperativa de Cantanhede venceu o prémio "ADEGA COOPERATIVA DO ANO" atribuido pela Revista de Vinhos.

SAÚDO-VOS!!!!

MY CHOICE

A "ESCOLHA NAS ESCOLHAS" DE PAULA REGO


Integrado no programa complementar da exposição "My Choice"- estará patente até 19 de Fevereiro na Casa das Caldeiras , em Coimbra.

R. Padre António Vieira
(junto à Associação Académica)

Horário:
Segunda a Sexta: 10:00 - 13:00; 14:00 - 18:00
Fim de semana - 14:00 - 18:00

Entrada Gratuita

Esta maravilhosa tela, é a minha escolha!

NÃO PERCA!!!!

NelaCurado

Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2012

RIO MONDEGO

ISTO É QUE NÃO DEVIA SER PERMITIDO!

O meu olhar atento!




Logo a seguir à Ponte Açude...enquanto captava o Mondego e o Choupal como "pano de fundo"....uma descarga poluente (óleos?)!!!

As imagens são ilucidativas! Ninguém fiscaliza??? Vinha de uma "descarga" lateral...em frente à grande aberração, digo, rotunda que foi feita à relativamente pouco tempo ... "outras direções" ....S.Martinho...Taveiro....a ESAC, etc

Abraço

Jotta Leitão

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SÓ UM LEMBRETE!!! SÁBIO...


A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.
Desta forma, eu digo:
Não deixe de fazer algo que gosta, devido à falta de tempo,
pois a única falta que terá,
será desse tempo que infelizmente não voltará mais.'

Mário Quintana

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Ate que Enfim .... a Praça de Cabo Verde

Mais uma Praça a ser recuperada no ex- Bairro Marechal Carmona, a de Cabo Verde, conhecida por ser a Praça do Caldas, do Pestana, do To Alvaro e outros....
Muito refilou o Cavalinho Selvagem para que as Praças do nosso Bairro, deixassem de ter o aspecto degradante a que foi votado.
Começou-se pela Praça dos Açores que foi bem recuperada. passdos dois anos la vira a de cabo Verde.... e a outra que era a mais celebre do Bairro? Para quando será? Se este Blogue do Cavalinho Selvagem despoletou e foi para a frente até se recuperar a dos Açores, agora com a força de outros meios, ha que recuperar as Praças, Ruas e Passeios deste nosso Bairro.

RÂGUEBI - Taça de Portgugal 25 Anos Depois

Sábado às 15h00 no Jamor, Final da Taça de Portugal contra Agronomia

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Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2012


Ex.mos(as) Srs.(as)

O Lions Clube de Coimbra tem a honra de convidar V/ Exa. para um Concerto Solidário, com a presença de João Gentil & Luís Formiga e a Orquestra de Tangos de Coimbra, no próximo dia 23 de Fevereiro, pelas 21.00h, no auditório do Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra – Quinta Agrícola, Bencanta (Coordenadas GPS: N 42º 12' 34.63" |W 8º 27' 08.17").

Os bilhetes encontram-se disponíveis no Secretariado do ISCAC – 10 euros.
Lembramos a importância da participação de todos no sentido de tornarmos esta iniciativa num grande apoio à comunidade estudantil do ISCAC.

Wander Carvalho

Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012

NOVA PINTURA



JOTTA ELLE

Referer.org