<

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Acompanhando João Morgado nas voltas pelo País


2005 - Escapada ao centro interior de Portugal, efectuada de 06 a 09 de Fevereiro.

Nota: Este relato não será muito pormenorizado, em virtude de não ter diário de viagem escrito (só o faço nas férias), pelo que me vou basear nas fotografias e em folhetos obtidos e claro, naquilo que ficou na memória.

1º Dia - Algueirão/Góis

Saímos do
Algueirão e fomos direito a Coimbra, tendo aqui seguido pela EN17, a conhecida estrada da Beira. Um pouco à frente de S. Martinho da Cortiça, virámos à direita para Arganil, onde parámos.
Arganil é uma vila na província daBeira Litoral, quase fazendo fronteira com aBeira Alta e pertence ao distrito de Coimbra. Tem um foral datado de 1175, nos últimos anos do reinado de D. Afonso Henriques.
Depois de saborear um café no centro da vila, fomos até ao Santuário de Nossa Senhora do Monte Alto, que está situado a 500 metros de altitude. É um santuário de devoção Mariana, cuja acessibilidade em ladeira, está marcada por várias capelas de interesse etnográfico.
Foi mandado construir em 1521 por Francisco Pires, sendo o actual edifício de 1796. O exterior do santuário é um excelente miradouro com vistas de rara beleza, abrangendo o vale do rio Alva, os contrafortes da serra do Açor e os campos que se estendem até à estrada da Beira.

No dia 15 de Agosto realiza-se a festa em honra de Nossa Senhora do Monte Alto, que atrai muita gente das vilas e aldeias vizinhas.
Seguimos depois pela EN 342 até
Côja,onde virámos para a EN 344 seguindo a indicação para o Piódão. Nesta estrada parámos para admirar a beleza da paisagem.








A aldeia de Piódão é uma das dez Aldeias Históricas de Portugal, pertence ao concelho de Arganil e está situada num encosta da serra do Açor.
As casas são na sua quase totalidade construídas de xisto e os telhados são cobertos por lages de lousa. As portas e janelas das casas são de madeira e pintadas normalmente em azul.







Os seus habitantes dedicam-se sobretudo à agricultura e em alguns casos à apicultura. Esta aldeia está classificada como
Imóvel de Interesse Públicodesde 1978. Nos anos 80 do século passado, recebeu o galo de prata, que é uma condecoração atribuída à aldeia mais típica de Portugal.
Assim que chegámos e depois de estacionar no largo defronte da Igreja, fomos tratar de almoçar e dirigimo-nos para o Restaurante O Fontinha, que é um pequeno restaurante e que devido a estar cheio, tivemos de estar à espera no exterior.












O nosso almoço, nesta região não podia deixar de ser a famosa "chanfana", acompanhada de um bom vinho tinto da região e na sobremesa também não podia faltar a "tigelada".











Depois do almoço fomos então dar uma volta pelas ruas estreitas da aldeia e já no final fomos ver a
Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, que sobressai do casario por estar toda pintada de branco.








Esta igreja foi construída no séc. XVII e reconstruída no final do séc. XIX. A sua arquitectura é composta por quatro torres cilindricas, rematadas por cones. No centro, ao cimo, encontra-se a imagem da santa padroeira.

No largo junto da igreja, encontra-se à venda muito artesanato e doces e bebidas locais. Depois da visita fomos para a AC e seguimos por estradas secundárias até Góis, onde pernoitámos no Parque de Campismo Municipal, junto ao rio Ceira.

2º Dia - Góis/Vendas de Galizes

Saímos do parque de campismo e seguimos pela EN342 até
Côja, onde virámos para Benfeita e aqui seguimos as indicações para a Fraga da Pena, que está localizada na Mata da Margaraça a poucos quilómetros de Arganil.

A Mata da Margaraça é formada maioritáriamente por carvalhos, castanheiros, abrunheiros, azevinhos, cerejeiras-bravas e aveleiras. Faz parte da Área de Paisagem Protegida da serra do Açor e é desde 1985 propriedade do Instituto de Conservação da Natureza.

Na Fraga da Pena existe uma Cascata que tem a sua origem num acidente geológico e é considerada uma das mais valias entre os recursos naturais da paisagem protegida da serra do Açor. As águas que se despenham de uma altura que chega a atingir os 20 metros, correm por um vale na montanha.

Esta é uma zona de recreio e lazer, onde nos podemos relaxar e encontrar uma imensa paz interior.
Depois de permanecermos nesta área algum tempo, seguimos para
Avô, que é uma bonita vila banhada pelo rio Alva e pela ribeira de Pomares, que ali tem a sua foz.

A vila de Avô tem origens bem antigas. Foi habitada por romanos que ali procuravam minérios de chumbo e ouro, tendo sido estes, muito provávelmente, os fundadores do Castelo, hoje em ruínas. Foi também povoada pelos mouros e reconquistada por D. Afonso Henriques. Para além das ruínas do castelo, que incluem também as ruínas da Ermida de São Miguel, do séc. XVI, a vila possui outros monumentos como a Igreja Matriz, do séc. XVIII, ou o Plourinho, do séc. XIV.

Seguimos pela estrada N342 e fomos dar à Ponte das Três Entradas. Esta localidade é assim chamada por ter uma ponte com três entradas, sendo em forma de "Y" e que possívelmente é única no mundo.

Ela ergue-se sobre o rio Alva e o Alvôco e liga três freguesias que são: Santa Ovaia, São Sebastião da Feira e Aldeia das Dez.
Da
Ponte das Três Entradas seguimos pela N230 e fomos sair a Vendas de Galizes, onde fomos visitar um familiar, que já não nos deixou sair sem jantar e onde acabámos também por passar a noite.

3º Dia - Vendas de Galizes/Vouzela

Saímos de casa deste familiar depois de termos tomado o pequeno almoço e fomos pela estrada N17 até ao cruzamento para
Seia, onde virámos à esquerda pela N231 e seguimos nela até Nelas. Em Nelas, apanhámos a estrada N234 para Mangualde, onde demos uma volta sem sair da AC.
Seguimos depois para
Fornos de Algodres e daqui até Algodres, tendo depois apanhado a estrada para Cortiçô, que é uma freguesia do concelho de Fornos de Algodres, onde fomos ver a Anta de Cortiçô, também conhecida por Dólmen da Casa da Orca, e que é um monumento megalítico que se calcula date de 2900-2640 a.C..

A câmara, de planta poligonal, tem aproximadamente 2,5 metros de diâmetro por 3 metros de altura e é composta por oito esteios inclinados para o interior, dois dos quais se encontram tombados. Foi declarado Património de Interesse Público em 1992.
De
Cortiçô seguimos para Maceira e nesta estrada começámos a ver neve nos campos e nas laterais.














Continuámos então a nossa viagem com destino a Viseu e quando lá chegámos procurámos o parque de campismo da Orbitur, no Fontelo, mas verificámos que o mesmo se encontrava encerrado.
Depois de consultar o mapa dos parques de campismo, resolvemos ir apanhar o
IP5 e sair na direcção de
Vouzela, onde ficámos no Parque de Campismo Municipal.

4º Dia - Vouzela/Algueirão

Saímos do parque de campismo e voltámos para
Viseu.
Viseu é uma cidade sede de distrito na região centro e é muito antiga, remontando a sua origem à época castreja. D. Afonso Henriques teria nascido nesta cidade em 5 de Agosto de 1109.

Fomos visitar a , que começou a ser construída no séc. XII, no reinado de D. Afonso Henriques. No séc. XIII, procedeu-se a uma renovação profunda do edifício e já na Idade Moderna sucederam-se novas obras. Em 1635 ruiu uma das torres medievais, arrastando consigo o portal manuelino. O interior é de uma beleza invejável.










A seguir fomos ver o claustro.No mesmo largo, ao lado da , encontra-se o Museu Grão Vascosituado no antigo palácio dos bispos, do séc. XVI.Ainda no mesmo largo, mas em frente da , encontra-se a Igreja da Misericórdia que data do séc. XVII, sendo a sua fachada da segunda metade do séc. XVIII.Fomos ainda à Cava do Viriato, que é um acampamento militar romano ou árabe, construído em 137 e 136 a.C., o qual éMonumento Nacional desde 1910. Tem 2000 metros de perímetro e uma área de 38 hectares.













Fomos depois almoçar num dos muitos restaurantes do centro da cidade e escolhemos um prato regional, mas que já não me recordo o que foi.
Depois do almoço iniciámos a viagem de regresso, tendo entrado no IP3 até
Penacova e a seguir fomos pela N236 para a Lousã,Castanheira de Pêra, Figueiró dos Vinhos e Cernache do Bonjardim.








Seguimos para Ferreira do Zêzere pela N 238 e depois pelo IC3 até entrar no IP6 na zona do Entroncamento, indo mais à frente entrar na A1 paraLisboa e Algueirão, chegando assim ao fim desta curta viagem.

Etiquetas:

3 Comentários:

Blogger cota13 disse...

Coisa de PINTA.
Companheiro BOA MALHA.
Um Abraço.
Tonito.

10:06 p.m.  
Blogger Manuela Curado disse...

Conheçedora de quase todos recantos, alguns dos quais revisitados no último mês de Setembro, não me canso, contudo, de os olhar com algum encanto.
Hoje, dia de chuva, em que a melancolia envolve seus braços em mim é bom desfrutar destas fotos no conforto da minha casa.
Grata por este momento de prazer.

10:26 p.m.  
Blogger quito disse...

Belas paisagens nesta viagem guiada.Obrigado por este testemunho...

10:57 a.m.  

Enviar um comentário

Subscrever Enviar feedback [Atom]

<< Página inicial

Powered by Blogger

-->

Referer.org