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terça-feira, 3 de junho de 2008

ACÇÃO FALHADA COM O DOMINGOS

Com um abraço do Tomane, sobre a alfabetização do domingos

Acção Falhada

….mas a nossa actividade não se resumiu à alfabetização.
Rodeados de nomes de colónias e de descobridores, sentíamos essa forte influência na nossa formação. Certamente seria esta a intenção na altura.
Assim, seguindo as prioridades dos Descobrimentos, pela ordem que indico ou outra qualquer: comércio, expansão do território, evangelização, alfabetização (esta não tenho a certeza, porque não preocupou o país até ao século XX), demos um passo decisivo para a evangelização.
A escolha não foi casual. Lembro que era altura de crise, em que íamos ao santo sacrifício da saída da missa e cada vez víamos menos garotas e tínhamos maior dificuldade em encontrar um bom guarda-chuva nos bengaleiros da entrada da igreja.
O Padre Aníbal já tinha feito um esforço, decretando na igreja: “Saias acima, calças abaixo”.
Achámos a medida insuficiente e tomámos a decisão.
Numa noite de Maio, concorremos com outra realização em curso, noutro local.
Correu tudo como previsto.
Fez-se o percurso com andor. Em vez de uma imagem, personagem real. Cânticos afinados. Enfim compenetração e rigor.
Mas ainda hoje os intervenientes se interrogam pela falta de sucesso desta acção. As saídas das missas continuavam a desiludir e por este andar já nem à saída deveríamos ir.
Mas, porque não despertou nenhuma adesão? Porque não se enchia mais a igreja?
Seria porque esta acção foi realizada já noite avançada? Mas não tínhamos outro momento disponível, andávamos muito ocupados. Não, não era a estudar.
Seria que a “basílica” de onde saiu o cortejo era o café do Sr. Silva? Pouco digno? Não creio, fazia uns torresmos e umas aparas de carne fritas que eram uma delícia.
Seria porque o andor era uma cadeira do café? Até tinha apoio de braços…
Seria porque o local de destino do cortejo era uma cabine telefónica que estava na esquina contrária? Até estava a funcionar!!!
Seria porque quem ia sentado na cadeira, que era levada em ombros por possantes indivíduos, era o Domingos? Não acredito, era o mais pacato de todos.
Foi o percurso mal escolhido? Atenção que o Domingos era pesado e a cadeira não se podia afastar do dono
Seria porque tinha desistido de aprender a ler? Talvez esta seja uma ponta da meada.
Bom, fica para reflexão.
Texto de Tomane Quaresma

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3 Comentários:

Anonymous João Ferreira disse...

A causa do falhanço terá sido a reza habitual do Domingos, com Graça, nesse local, quando contrariado: Oh p... oh mulher do Ferrão!!

12:23 da manhã  
Anonymous Anónimo disse...

Podes dizê-lo João. Estava incluído nessa procissão.

O Domingos "Bintura" desatou a gritar debaixo da varanda da Graça:

Oh puta! Oh mulher do Ferrão!

Tomané, já agora conta a cena que o Sôr Silva fez quando saímos com o material do café.

Bons tempos!

Saudações académicas

Tó Ferrão

7:04 da tarde  
Anonymous Tomané disse...

Ferrão

Tens que contar a cena do Sr Silva.
Eu estava tão compenetrado com a manifestação de fé(ca fé é que nos salva Silba dixit), que não me lembro.

7:26 da tarde  

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