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segunda-feira, 2 de junho de 2008

AFINAL QUERIAS FRANCESITAS DE MIRA?

Pois não eram francesitas em Mira. Eram alemãs em Mira e eram senhoras professoras de linguas no Goethe Institut em Bielfilld na Alemanha.
Katya, Alvaro, Carol

Falcão & Carol- Alvaro & Katya
Vinham a caminho da Nazare e com destino a Lisboa, no seu 2 CV, pernoitaram em Coimbra e seguiram para Mira. Com o meu carocha ensinei-lhes o caminho de Mira e por la ficamos com elas as 3 semanas, a comer esparguete e cebola frita.
Fome a quanto obrigavas...ehehehe
Tinha 22 anitos e o Carlos Falcão so 20. As nossas parceiras ja iam nos 28. Juro que aprenderam muito connosco, essencialmente português. Nós aprendemos umas coisas esquisitas entre o alemão e o francês.
Isto passou-se no mês em que o 1º homem foi á Lua. Nós tambem fomos. Estivemos a ver a chegada no Mirassol bem de madrugada. Nem nós nem elas se poderão esquecer. Julho de 1969
Thanx Katja por tudo.
Texto do Velho Apache

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8 Comentários:

Anonymous Anónimo disse...

Oh Álvaro. Tu desculpa, mas o Falcão é que sabia como lidar com situações potencialmente explosivas. Então tu só te rias com as anedotas em alemão que a fritz contava (mesmo não entendendo patavina)? Agora já percebo melhor porque te vangloriavas por não haver mulheres nos Apaches: aquilo só era para homens!

Jó-Jó, só para picar e em noite de lua-cheia!

11:11 p.m.  
Anonymous Anónimo disse...

Nada disso oh JoJo. O Falcão era um perdigueiro predador. Levantava a caça e por vezes estragava.
Para afinar a pontaria estava la eu. Fui um bom atirador mais o Branquinho. Faziamos variadissimos torneios e participavamos em varios cameonatos internacionais. Por isso o Branquinho foi jogar para a Suecia e o Falcão foi jogar para França.Foi raptado por uma emissaria que o levou para França quando tinha já o contrato assinado para ir jogar na Guiné. Mas oh Jojo olha que as pikenas eram teachers de francês..e na altura o francês era a nossa 2ª lingua, ainda não sabiamos aplicar bem a 1ª.
Quer fosse lua cheia ou lua nova, na altura andavamos sempre a ver as estrelas......eheeheheh
Mas olha que haver mulheres nos Apaches....havia. Estavam era escondidas. Ainda vais ver grandes historias de amor nos Apaches. Ate aquela de se namorar em cima do selim da bicicleta. Fica para uma proxima.
Porta-te bem menino....não me puxes pela lingua...que já está dormente.
Alvaro Apache

9:28 a.m.  
Blogger Rui Felicio disse...

E eu a banhos na Guiné nessa altura...tristinho e longe das francesinhas de Mira que dois anos antes me deram tantas lições... de francês.

E eu a elas, ensinando-lhes provérbios portugueses:

Tu es ici tu es dans l'eau

Pour moi tu viens de charrete

Petit à petit le coq plein la poule

Une hirondelle ne fait pas le Printemps.. Et deux?

Rui Felício
Rui Felício

10:19 a.m.  
Blogger Rui Pato disse...

Rui:
Essas eram do Nabais das Francesas. O tal que aparecia e se apresentava: Je m'apelle Nabés. Ici c'est l'Avenue Sá du Drapô.
Tinha uma "acordo" com a Pensão Larbelo, onde fazia a recolha e, depois levava-as para os "Corsários" onde iam ouvir fado... "la chançon de Coimbra"... e aonde eu prestei alguma colaboração nunca gratificada...

11:05 a.m.  
Blogger Rui Felicio disse...

Rui Pato,

Acredito que não recebesses gratificação. Monetária, entenda-se...

Mas o agradecimento aos artistas era feito por outras formas

Rui Felicio

12:09 p.m.  
Blogger Unknown disse...

Pois era, como eramos mais desgraçadinhos...iamos para o Texas Parque aguardar a chegada dos 2 CVs.
Se bem te lembras a fronteira de Vilar Formoso, abria ás 9 horas, e fazer aquela Estrada da Beira ate Coimbra eram aí umas 6 horas de viagem para os 2 CVs.
Assim por volta das 4 horas, montávamos o Posto de Comando nas cadeiras do Texas, sempre com o olho no inicio da Av. Navarro.
Já na altura a nossa estrategia era tipo praça de taxis. Tinha sempre que avançar o que estivesse á frente e não se podia recusar.
A corrida não era para os Corsarios mas era para os " Galifões " do raquelino e do Ze Dias, onde tinhamos um monumental "cabareaux" com pista de dança e tudo. Normalmente tocava-se e cantavam-se baladas e fado, não do vadyo mas do proibido.
Gostei tanto daquilo, que num determinado ano virei " Galifão" com direito a sombra na parede. Tinha casa e familia no Bairro e fui viver para os Galifões.
Tinha como companheiro o Branquinho.
Velho Apache

1:45 p.m.  
Anonymous Anónimo disse...

Ó Álvaro então tu com aquela idade tinhas tempo para aprender línguas?! Com tanto para fazer em Mira... parece impossível! Titá

4:38 p.m.  
Anonymous Anónimo disse...

A mim ainda me tocou uma Brigitte de Paris...
Quanto aos provérbios, acrescento je me suis dans les encres...
Quanto ao posto de comando, o nosso era no Mirasol, Pensão Maçarico ou na tasca do Saborano, a beber martinis ou a comer couchons de lait rôti....

8:18 p.m.  

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