A ALFABETIZAÇÃO DO DOMINGOS
Uma história da pedagogia ou Porque tão poucos se tornaram professores.
O Tó Ferrão já aflorou um episódio da pré-história do programa Novas Oportunidades - a alfabetização do Domingos engraxador - no centro de formação do Bairro: o Café do Sr. Silva.
O Domingos era o desafio para provar as nossas qualidades didácticas, provando também que todos podem aprender tudo. Munidos de uma cartilha do João de Deus e grande dose de esperança iniciaram-se as lições com cerca de seis professores e um aluno, obrigado este a só beber um bagaço depois de terminada a lição com aproveitamento. As primeiras lições "Pó-Pó", "´Pa- Pá", "Ti-Ti", etc. tiveram um êxito assinalável. Já por volta da décima, com o aluno em sofrimento por privação de álcool, chegámos à dificílima palavra "JA-RRA". Ao fim de dez minutos de terrível esforço de concentração o Domingos conseguiu articular a resposta: "PU-CHEI-RA". Aí, tudo se desmoronou. O aluno foi selvaticamente agredido, obrigado a beber água e proibido de voltar às lições. Nenhum de nós veio a ser professor.
Notas: 1. Picheira, para quem não se recorde, é um vaso onde se servia vinho, antes da era ASAE.
2.O Elói, futuro professor; não entrou nesta história porque estava envolvido em estudos aprofundados da aristocracia portuguesa.
Para continuação da série Pedagogia no Bairro, deixo aqui o desafio, principalmente ao Rui Pato, de tentar reconstituir e divulgar o conjunto de exercícios a utilizar num cândido aspirante a cantor de fado de Coimbra.
Texto de João Ferreira ( Big John )
O Tó Ferrão já aflorou um episódio da pré-história do programa Novas Oportunidades - a alfabetização do Domingos engraxador - no centro de formação do Bairro: o Café do Sr. Silva.
O Domingos era o desafio para provar as nossas qualidades didácticas, provando também que todos podem aprender tudo. Munidos de uma cartilha do João de Deus e grande dose de esperança iniciaram-se as lições com cerca de seis professores e um aluno, obrigado este a só beber um bagaço depois de terminada a lição com aproveitamento. As primeiras lições "Pó-Pó", "´Pa- Pá", "Ti-Ti", etc. tiveram um êxito assinalável. Já por volta da décima, com o aluno em sofrimento por privação de álcool, chegámos à dificílima palavra "JA-RRA". Ao fim de dez minutos de terrível esforço de concentração o Domingos conseguiu articular a resposta: "PU-CHEI-RA". Aí, tudo se desmoronou. O aluno foi selvaticamente agredido, obrigado a beber água e proibido de voltar às lições. Nenhum de nós veio a ser professor.
Notas: 1. Picheira, para quem não se recorde, é um vaso onde se servia vinho, antes da era ASAE.
2.O Elói, futuro professor; não entrou nesta história porque estava envolvido em estudos aprofundados da aristocracia portuguesa.
Para continuação da série Pedagogia no Bairro, deixo aqui o desafio, principalmente ao Rui Pato, de tentar reconstituir e divulgar o conjunto de exercícios a utilizar num cândido aspirante a cantor de fado de Coimbra.
Texto de João Ferreira ( Big John )
Etiquetas: Estórias


12 Comentários:
é com alegria que vejo um post do Big John.
É sintomático que nenhum dos professores do Domingos tenha vindo a enveredar pela carreira do ensino.
A experiência desmotivou-os, só pode ter sido isso...
O que desconhecia é que o Rui Pato se tenha prontificado a dar algumas aulas de música ao Big John.
Apesar dos méritos do Rui Pato, desconfio que com aquele aluno não obteria resultados.
Aliás já o tinha tentado comigo com a harmónica de boca e viu-se no que deu.
Rui Felicio
O curso intensivo para obtenção do Cartão Internacional de Cantor, compunha-se de vários módulos:
1) Cantar com um só pulmão (tapando uma narina de cada vez enquanto cantava)
2) Fortalecer a voz, com limalha de ferro 2id
3) amaciar a voz com banha de porco 2 id
4) Cantar "Espirituais Brancos ". O Aspirante cantou, de joelhos, o "Santos Anjos E Arcanjos"...
ETC, ETC, ETC.....
Espero que não descuidem os ensaios. Rui Pato, Felicio, Big Jonhn, respectivamente com harmónia (gaita...de beiços e violino.
Será um "grande momento musical" em 18/10!
Reafirmo a minha colaboração de tocar bombo, para disfarçar qualquer desafinação!
A propósito do Domingos recordo uma quadra que o nosso pai lhe dedicou.
Então cá vai:
Dos móveis e utensílios
Do velho café Abrigo,
O Domingos engraxador
É o móvel mais antigo.
E ja agora.... sempre se mandam vir os gaiteiros para fazer uma alvorada no bairro no dia 18 de outubro?
Como todos era-mos bons musicos...podia-se improvisar uma banda.
O maestro poderia ser o Rui Pato.
Continuo a pedir que me digam quem é a Celeste Maria.. Esta indecisão faz me sofrer
ah.. fez-se luz no meu debilitado cerero: é a irmão do Big John
errata:
cerero= cerebro
irmão=irmã
Não bebes mais hoje!
Égua-Mor
Ele acabou agora de ALMOÇAR na Adega do Norte no Bairro da Encarnação.
Não deu para irm tomar a bica, porque tinha muito que trabalhar esta tarde.
Está-se mesmo a ver o Felicio a trabalhar toda a tarde.... Só se for no Blog.....ehehehe
Alvaro Apache
Tenho um contacto com uma trupo porreira de uns 7/8 gaiteiros: pastilha, rey vadyo, rainha de inglaterra da portela, velho apache, égua-mor, cavalo selvagem, nefertiti.
Queres o contacto?
António
Gaiteiros e muito menos "gaitas" não faltam!
A organização "gaitará" se o orçamento ficar abaixo dos 3% do PIB(preço incluido na bitola)
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