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quarta-feira, 4 de junho de 2008

HISTÓRIAS DO BAIRRO - D. INÊS DE CASTRO

D. INÊS DE CASTRO
Histórias do Bairro
03-06-2008

Alguém num comentário do blog referiu o nome do Rui Moura.
Lembrei-me que ele fez parte do elenco teatral que representou no Clube Recreativo do Calhabé a peça “Inês de Castro”, cuja história por demais conhecida de todos não vem agora ao caso.
Ele era o D. Pedro e a D. Inês era uma miúda da Fonte da Cheira boa como o milho.
Corria uma cena em que estavam em palco apenas estas duas personagens, sob uma luz ténue e difusa, e um cenário onde se distinguiam distantes umas belas árvores e um regato de água límpida.
Circunstâncias ideais e apropriadas para uma cena de grande intimidade e romantismo, como se percebe.
O D. Pedro estava vestido com uma fatiota de que se destacavam umas calças brancas muito justas, coladas ao corpo, denunciando todos os mais pequenos contornos, reentrâncias e saliências do corpo jovem e viril do Rui Moura.
A D. Inês sentada num cadeirão, esperando pelos seu amor, estava com um vestido cheio de folhos, sobressaindo um generoso decote por onde pareciam querer saltar uns alvos, fartos e belos seios que as luzes da teia ajudavam a destacar.
O D. Pedro ( Rui Moura ) quanto mais olhava e se aproximava daquela beleza ao alcance das suas mãos, mais juntava as pernas e se encolhia como quem está cheio de vontade de fazer xixi. Parecia aleijadinho...
Mas o problema não era a vontade de urinar!
O que o Rui Moura tentava a todo o custo era ocultar a inesperada erecção que dele se apoderou e que as calças justas não permitiam esconder, por mais esforços que fizesse.
A D. Inês apercebendo-se da situação, não conseguiu evitar que uma gargalhada incontida lhe saísse da garganta ecoando pela sala que, por sua vez, explodiu num riso generalizado e incontrolado acompanhado dos mais díspares comentários que aqui me dispenso de enunciar.
Vejam como uma peça de grande intensidade dramática se pode transformar em tragicomédia

Texto de Rui Felício

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14 Comentários:

Blogger Rui Pato disse...

Rui Moura: Distinto Obstetra da Figueira da Foz.
Além de grande amigo, foi mobilizado comigo para a tropa - Hospital Militar Principal de Lisboa - em Abril de 1974. Como não havia dinheiro, levamos a Roulote do Rui para Monsanto e, fizemos a tropa acampados.
Um certo dia, 25 de Abril, fomo acordados pelos campistas que nos viam fardados diariamente no parque, gritando entusiasticamente que "estava a dar-se uma revolução em Lisboa" !!!
O Rui e eu , dirigimo-nos ao Hospital Militar, no seu Opel verde, enorme, pelas ruas desertas da cidade e assistimos ( e participámos) nos primeiros momentos desse bonito dia.
Que saudades Rui Moura. Um abraço.

11:20 da manhã  
Blogger Rui Felicio disse...

O Rui Moura fez uma vez uma viagem comigo de bicicleta até Montemor-O-Velho e regresso na mesma tarde.

Ele tinha acabado de adquirir uma bicicleta de corrida levezinha e desafiou-me para ir com ela para a estrear.

Eu levei a que tinha: uma pasteleira que devia pesar alguns 20 Kgs, sem mudanças nem nada.

O Rui Moura desaparecia-me da vista em grande velocidade e depois esperava por mim uns Kms á frente.

Cheguei esfalfado a Coimbra

Rui Felicio

11:37 da manhã  
Blogger Cavalo Selvagem disse...

Curioso! Eu entrei em Mafra no dia 22 de Abril de 1974, três dias antes. E uma das primeiras manifestações em que participei foi precisamente na Estrela no Hospital Militar Principal para a libertação do capitão cubano Peralta. Se calhar estavas lá.

Gim

12:25 da tarde  
Blogger Rui Felicio disse...

Vocês na Estrela ( namorei em Campo de Ourique, conheço bem...) e eu no Carmo, já livre da tropa, misturado na massa anónima.

Que dia!

Tantas esperanças, algumas não cumpridas,mas sobretudo tanto alívio pelo fim de uma negra e longa época...

Uns meses depois o nascimento do meu primeiro filho...

Rui Felício

12:38 da tarde  
Blogger Cavalo Selvagem disse...

E eu vivi em Campo de Ourique mais ou menos por essa altura no Jardim da Parada (Rua Tomás da Anunciação).

Gim

12:43 da tarde  
Anonymous mário pinheiro de almeida disse...

Rui Alexandre Miguéns Moura;andou comigo na 4ª classe do prof Franco; tem piada, no dia 25 de Abril de 74 estava eu no HMP à estrela para fazer uns exames que, óbviamnete fora cancelados; acampado nunca estime, a não ser naMP, mas estive acaravanado na roulote do Fernando Mirolho em Mira, enquanto a minha Mãe nos ia fazendo uns arroz de polvo...

1:09 da tarde  
Anonymous necessariodizer disse...

Mário grande professor FRANCO bem como a professora ANA.
Um grande abraço para todos irei aparecendo pois só hoje tivew conhcimento deste magnifico Blog.
Rui Moura

1:27 da tarde  
Blogger Rui Felicio disse...

Vejam lá as voltas que o mundo dá...

No 25 de Abril estou a ver que quase toda a malta deu baixa ao Hospital da Estrela.. à cautela...

E o Gim, meu grande rival de sempre andava pelo Jardim da Parada onde namorei tantas vezes ( o gajo devia andar a seguir-me os passos, incógnito... )

A miuda com quem namorei era da Rua Almeida e Sousa a dois passos do Jardim da Parada e confluente com a Tomás da Anunciação

Rui Felicio

2:42 da tarde  
Blogger antonio agostinho disse...

já pensaram que há pessoas ignorantes?

3:22 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

Caros Companheiros

Em Abril de 74 estava eu em Cabinda, a aturar a FLEC que exigia a independencia do enclave.
Do outro lado o MPLA fortemente organizado e mobilizado a exigir (com toda a legitimidade) o mesmo.

Foram tempos duros e dificeis.
Como estava em Angola em "rendição individual", aguardava a todo o momento o meu substituto.

O problema é que o MRPP utilizava na altura como palavra de ordem " Nem mais um soldado para as colónias".

Só havia uma maneira de resolver a situação.
Em Dezembro (dia 19) de 74, meti-me num avião civil, paguei a viagem e apresentei-me na Ajuda.

Claro que fiquei detido.
De Cabinda e da guerra, recordo a LILI, espanhola dona da Boite Quina que jogava à moeda comigo.

Da minha namorada Paulita (verdadeiro manequim que me tratava por "pichas").

Da Menita que me sugava a lingua até ao umbigo.

Um abraço para o Rui Moura.

Saudações académicas

Tó Ferrão

6:36 da tarde  
Blogger RM disse...

Aqui vai uma foto de 1954 para o Mário de Almeida identificar os presentes:

[URL=http://img140.imageshack.us/my.php?image=proffrancovl6.jpg][IMG]http://img140.imageshack.us/img140/6071/proffrancovl6.th.jpg[/IMG][/URL]

Abraço Rui Moura

6:47 da tarde  
Blogger Cavalo Selvagem disse...

O Mario sabe pois. ja ca teve uma foto da mesma altura. Dizia que era do exame da 4ª Classe. Eu Julgo que era da 3ª classe que se fazia o exame nos Combatentes. A 4ª Classe era feita na Escola dos Olivais, onde o electrico dava a volta. Eu sou do anoa seguir e fiz a 3ª nos Combatentes e a 4ª classe nos Olivais. Estarei enganado?
Alvaro Apache

7:19 da tarde  
Blogger Cavalo Selvagem disse...

Talvez não saibam mas o Rui Moura foi caloiro comigo em Engenharia e colegas de carteira numas aulas de Geometria Descritiva e Projectiva numa sala junto à Se Nova- nas Fisicas e de tambem de Fisica Atomica. No entanto.....não estava para ali virado...e passou-se pras Medicinas no ano seguinte.
Um abração ao Rui
Alvaro Apache

7:22 da tarde  
Blogger RM disse...

Não no ano em que fiz a 4ª classe foi na R. dos Combatentes, onde estava o celebre Prof. Roque (rei das mentiras).
Rui Moura

12:52 da tarde  

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