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sexta-feira, 6 de junho de 2008

MAS O BRANQUINHO TAMBÉM SE SAIU MAL

Com aquele relato do Jo-Jo sobre o celebre namoro do Tó Ferrão prós lados do Verde Pinho, desafiámos o Pombalinho a relatar uma " cena " idêntica entre o Branquinho e uma menina do Cidra-Loios. Então é assim:
Já que insistem e embora não me lembre do principal - a conversa do senhor Mário ao telefone - lá vai:

Um dia o Branquinho perdeu-se de amores por uma mocinha que morava no Cidra-Lóios, num casarão a meio caminho entre o Cidral e os Lóios. Era uma daquelas paixões assolapadas de trocas de olhares para baixo e para cima, antes e depois das aulas.
Não me lembro bem como, lá conseguiu arranjar o número de telefone da miúda e lembrou-se de pedir ao Sr. Mário para lhe telefonar, em nome dele, a convencê-la a marcar um encontro. O Sr. Mário era um exímio engatatão do "sopeiral" (perdoem-me o termo, politicamente incorrecto, mas era o que se usava na altura), um homem com uma lábia que só visto. E lá fomos todos, a seita do costume, com o Palaio à frente, convencer o sr. Mário a colaborar na coisa. Só que ele já estava avisado e, fazendo-se desentendido, marca o número e estabelece a ligação com a menina. A conversa em si, durante mais de uma hora, de que infelizmente já me esqueci de todo, constituía uma pequena obra de arte, com deixas para as respostas e tudo. Perfeito. No final, depois de ter seduzido a rapariga com grande pinta, marcou o encontro aonde e à hora que Branquinho queria. E lá foi o Branquinho todo contente para casa, sonhar com a amada, antecipando a grande felicidade do encontro amoroso que perspectivava para o dia seguinte.
À hora marcada lá estava o Branquinho, todo bem posto, cabelo desfrizado de véspera com o ferro de engomar,à espera da rapariga.
Quanto ao pessoal, estava tudo escondido atrás dumas silvas a gozar o prato.
O Branquinho esperou, esperou e nada. Até que a rapaziada resolveu aparecer e desmanchar tudo: Eh, o palerma caíu e tal, entre outras coisas que a miudagem costumava dizer em ocasiões destas.
Acontece que o telefonema nunca tinha existido e tinha sido tão bem simulado que o Branquinho de nada se tinha apercebido.
Lembro-me que se foi embora cabisbaixo, sem dizer uma palavra, e que andou acho que bastante mais do que dois meses sem falar com nenhum de nós, atravessando uma crise existencial profunda. O que para ele era sério, para nós era mais uma brincadeira para a rapaziada se divertir. Só que desta vez a coisa terá ido longe de mais.
Desculpa, Branquinho, esta "ficámos-ta" a dever.

Texto de Jorge Pombalinho

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