RECOMENDAÇÕES DO NI CARVALHO - do VOLTA ATRAS
O Ni mandou apresentou cumprimentos e saudações.
Jó-Jó
Não sei se a tua delicada esposa era tão boa condutora como dizes à data do acidente, tu confessaste à policia que irias casar brevemente, daí as ilações inerentes à falta de experiência.
As minha sinceras desculpas pelo estrondo, mas não estavas presente.
Antes, cito-te que só contam as estórias AC, esta era escusada porque é DC, O.K.
Que eu me lembre e pelas tuas palavras, foi o segundo acidente que ela teve após uma semana de carta de condução. Não me dês tanga, pois de acidentes de viação percebo eu, ainda só tive 25 e cerca de 5 multas por excesso de velocidade, com os Kopos nunca fui apanhado, e para tua informação nesse dia soprei e deu 0,0000*10^10000Kg Metanol/60 l de cerveja.
Sou um condutor de qualquer veículo com propulsor mecânico ou não Newtoniano e em qualquer meio, digo Fluido, sou perfeitamente normal.
Já agora e por pura vingança, vou contar o filme do pequeno almoço na pensão do Porto na inauguração do estádio da FNAT, e também o filme passado num Domingo de existência plena à porta do Centro de Recreio, quando fomos abordados por uma catequista.
Fica para a próxima, não me escapas.
Um grande abraço do Ni, pois eu também gosto muito de ti e dos teus manos.
PS: Estou a compilar as estórias e as fotos do nosso bairro, meu deus como éramos magros, andava-mos sempre com fome, daí a nossa falta (jeito) p`rás gajas.
Tó Ferrão
Como ainda gosto de tu e dos nossos amigos, Dias, Almeida, o Zé Leite de Braga, do Jorge do Café, o Zé Leitão, o Jó-Jó!
Não estou a divagar, até agora reconheci todo a malta do cavalinho selvagem, mesmo os veteranos como o Lau, o Simões, o Álvaro Esguiça, o Gin, o Cândido, o Felício, o Falcão a fazer o pino com a viola para que o som saísse mais livre e o Sá e Melo e o irmão com a sua moto Jawa e os seus voos de mono motor, onde estão?
Gostaria de estar com a malta, tenho sempre tempo para os meus amigos. Não foi a guerra colonial nem a política que nos separou, foi antes um egoísmo estúpido da minha parte.
Tu e todos, foram o meu doutoramento em humanismo, não tenho dúvidas nenhumas que o meu comportamento actual é fruto da nossa amizade.
O teu Pai abriu-me o gosto pela leitura do Expresso, quando comprou o 1.º número. Estava-mos sentados na esplanada do Vasco da Gama ainda propriedade do Marques, num sábado, quando ele se aproximou de mim e com o semanário aberto, disse-me esta frase: “Este jornal tem coisas muito interessantes”- A partir desse dia, mesmo durante as férias no Norte de Angola foi a minha ligação com o Portugal que busquei e que agora se afasta novamente.
Não sei se sabes, penso que sim, os teus manos lembram-se perfeitamente.
Quando projectei e construí o meu primeiro barco, o teu pai emprestou-me umas poucas de máquinas ferramentas, com a condição de ser ele a fiscalizar a construção. Confesso que nunca o esqueci, fez-me companhia durante alguns sábados na rua do volta atrás, n.º 2, com um humor contagiante, que ainda o transporto dentro de mim.
Chega de merdas lamurientas, vamos ao ataque.
Este pasquim a que nós chamamos cavalinho selvagem, que eu classifiquei de RELES, como jurei no inicio e assim o escrevi com o meu sangue, prometi torná-lo mais reles e porque não ignóbil e vil, tal como foi a nossa curta existência antes do honroso dever de servir a pátria como soldados a soldo duma ideologia, da qual não partilhava-mos coisa nenhuma, foi esta causa-perdida que nos separou, não outras como o acasalamento.
Temos de nos reunir para aclarar-mos os tempos e os movimentos, para que o tal livro no prelo seja uma realidade. O nosso bairro era diferente, culturalmente mais á frente dos outros bairro operários de Coimbra e mesmo de Lisboa onde também vivi na infância.
Não ando à procura do (tempo-perdido), mas pretendo que a Net não seja o único veículo de conversa, não prescindo duma boa tertúlia de café.
A nossa Académica, sim porque também fui atleta nas modalidades de natação, Ginástica desportiva e Râguebi , tem um bocado de nós, não foi ela que nos pariu, fomos nós que a fizemos.
Para todos os meus amigos e bairristas, um até já, pois vou jantar à pressa para não perder um minuto para ir ter com o meu grupo o do Tó Ferrão, ele prometeu-me a noite mais divertida da minha vida, não há namorada que substitua o grupo, ele está sempre à frente de tudo.
Vai barda. … teu sempre amigo Ni.
Etiquetas: Estórias


2 Comentários:
Grande Ni!
Vem bom amigo, mas com uma condição. Traz a caçadeira com que intimidavas a malta.
O tempo pode roubar tudo, mas há uma coisa em que não toca. Na nossa amizade.
Essa querido amigo, é intocável.
Um abraço
Saudações académicas
Tó Ferrão
Ni por onde andas?
ainda tenho fotos da Citroen que me ajudas~te a arranjar antes de ir p/ os Açores
grande abraço
Chico
Enviar um comentário
Subscrever Enviar feedback [Atom]
<< Página inicial