COIMBRA QUINTET ORIGINAL

Gosto de responder aos desafios, mas além das generalidades que já apontei (ver comentário em Coimbra Quintet), relativamente à qualidade da gravação, ao cuidado com que foi preparado e ao intérprete que, há última hora, foi substituído, os comentários adicionais que este disco me sugere são a análise dos temas escolhidos, o enquadramento das suas introduções instrumentais e a qualidade vocal do Góis.
Como compreenderão isto daria para uma tese de doutoramento... De qualquer modo, importa recordar que o Góis, após a gravação deste disco, teve convites para se dedicar ao canto clássico, que este disco foi e é um dos mais vendidos na discografia portuguesa, que é um dos últimos em que um dos seus intérpretes da viola (Levi Baptista) usa viola de cordas de aço, o que dá ao grupo uma sonoridade que, posteriormente não mais se ouviu, pois os "violas" em Coimbra, ao contrário dos de Lisboa, deixaram de usar as cordas de aço e passaram definitivamente para o nylon, o que, no meu entender, trouxe um apagamento do papel da viola.
Este disco também fez escola nos grupos de Coimbra, pela constituição dos seus elementos: o Primeiro Guitarra, o Segundo Guitarra, o Primeiro Viola e o Segundo Viola.
O modo como estes "naipes" se organizavam, com papéis muito definidos e complementares, sem que houvesse redundâncias, perdurou até meados dos anos 60.
Perdeu-se bastante dessa "orquestração" diferenciada por instrumento e com o advento dos grupos mais pequenos, deixou de haver, por exemplo, papel definido para o "segundo viola".
Termino afirmando com convicção que a "Balada de Coimbra" que está nele gravada , foi interpretada até hoje por inúmeros guitarristas de Coimbra, incluindo o Artur Paredes e o Carlos Paredes.
Mas creio que os estudiosos destas coisas concordarão que esta é a "Balada de Coimbra" de referência.
Como compreenderão isto daria para uma tese de doutoramento... De qualquer modo, importa recordar que o Góis, após a gravação deste disco, teve convites para se dedicar ao canto clássico, que este disco foi e é um dos mais vendidos na discografia portuguesa, que é um dos últimos em que um dos seus intérpretes da viola (Levi Baptista) usa viola de cordas de aço, o que dá ao grupo uma sonoridade que, posteriormente não mais se ouviu, pois os "violas" em Coimbra, ao contrário dos de Lisboa, deixaram de usar as cordas de aço e passaram definitivamente para o nylon, o que, no meu entender, trouxe um apagamento do papel da viola.
Este disco também fez escola nos grupos de Coimbra, pela constituição dos seus elementos: o Primeiro Guitarra, o Segundo Guitarra, o Primeiro Viola e o Segundo Viola.
O modo como estes "naipes" se organizavam, com papéis muito definidos e complementares, sem que houvesse redundâncias, perdurou até meados dos anos 60.
Perdeu-se bastante dessa "orquestração" diferenciada por instrumento e com o advento dos grupos mais pequenos, deixou de haver, por exemplo, papel definido para o "segundo viola".
Termino afirmando com convicção que a "Balada de Coimbra" que está nele gravada , foi interpretada até hoje por inúmeros guitarristas de Coimbra, incluindo o Artur Paredes e o Carlos Paredes.
Mas creio que os estudiosos destas coisas concordarão que esta é a "Balada de Coimbra" de referência.
Rui Pato
Esta é a capa original - um LP de 10" - de "Serenata de Coimbra" pelo Coimbra Quintet, gravado em Madrid em 1957.
Como leram, o Rui Pato respondeu com o brilhantismo que lhe é característico ao desafio que lhe foi feito. Alguém tinha dúvidas? Vamos desafiá-lo mais.
Esta é a capa original - um LP de 10" - de "Serenata de Coimbra" pelo Coimbra Quintet, gravado em Madrid em 1957.
Como leram, o Rui Pato respondeu com o brilhantismo que lhe é característico ao desafio que lhe foi feito. Alguém tinha dúvidas? Vamos desafiá-lo mais.
Etiquetas: Coimbra Quintet
4 Comentários:
Caríssimos:
Gosto de responder aos desafios, mas além das generalidades que já apontei no post abaixo, relativamente à qualidade da gravação, ao cuidado com que foi preparado e ao intérprete que, há última hora, foi substituído, os comentários adicionais que este disco me sugere são a análise dos temas escolhidos, o enquadramento das suas introduções instrumentais e a qualidade vocal do Góis.
Como compreenderão isto daria para uma tese de doutoramento...
De qualquer modo, importa recordar que o Góis, após a gravação deste disco teve convites para se dedicar ao canto clássico, que este disco foi e é um dos mais vendidos na discografia portuguesa que é um dos últimos em que um dos seus intérpretes da viola (Levi Baptista)usa viola de cordas de aço, o que dá ao grupo uma sonoridade que, posteriormente não mais se ouviu, pois os "violas" em coimbra, ao contrário dos de Lisboa, deixaram de usar as cordas de aço e passaram definitivamente para o nylon, o que, no meu entender trouxe um apagamento do papel da viola.
Este disco também fez escola nos grupos de Coimbra, pela constituição dos seus elementos: O Primeiro Guitarra, o Segundo Guitarra, o Primeiro Viola e o Segundo viola. O modo como estes "naipes" se organizavam, com papéis muito definidos e complementares, sem que houvesse redundâncias, perdurou até meados dos anos 60. Perdeu-se bastante dessa "orquestração" diferenciada por instrumento e com o advento dos grupos mais pequenos, deixou de haver, por exemplo, papel definido para o "segundo"viola.
Termino afirmando com convicção que a "Balada de Coimbra" que está nele gravada , foi interpretada até hoje por inúmeros guitarristas de Coimbra, incluindo o Artur Paredes e o Carlos Paredes. Mas creio que os estudiosos destas coisas concordarão que esta é a "balada de Coimbra" referência.
Hufff... Chega!
IMAGINO A SECA QUE VOS ESTOU A DAR...
Não é seca, é um enorme prazer.
Podes e deves continuar, ainda por cima já tens scanner para digitalizar as capas...
Seca, qual seca Rui???
Eu gostava era de saber onde se podem comprar estas raridades!
Ainda há coisas que me emocionam. Uma é a Balada de Coimbra, que tenho no meu iPhone para ouvir quando me apetece. Lembro-me sempre dos jogos da Académica e da dita a ser tocada com a equipa a entrar em campo. Recordo-me bem que ficava sempre com pele de galinha!
Lembro-me de a ouvir também em Luanda em 1986, quando um amigo do Bairro que lá trabalhava me pôs a dita após um jantar revivalista. A seguir foi Zeca Afonso e esqueci-me das horas. Quando saí lá de casa, já passava da meia-noite, havia recolher obrigatório e eu não tinha salvo conduto...
Mas valeu a pena!
Jó-Jó
O mais importante é que esta capa é de um disco da minha Avó!!!!!!!!!!!!
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