Incursões por Lisboa a acompanhar a Académica.


Recuperado de um comentario do Pombalinho aqui está uma estoria do Branquinho e do Palaio, numa Pensão da Capital, aquando de uma das nossas incursões por Lisboa a acompanhar a Académica.
Passada uma alegre noite por Casas de Fado e no Ritz Club, Marcia Condessa, sempre à borla, em nome da Academia de Coimbra, porque dinheiro não havia, vai cada qual desenrascar um poiso para dormir.
O Branquinho e o Palaio lá arranjam um quartito baratucho na Pensão mais rasca do Intendente, com direito a um colchão com buraco ao meio. Mais que estafados adormecem rapidamente, a escorregar um para cima do outro. O Palaio, como não poderia deixar de ser, dormia e ressonava de pernas e braços abertos que nem um justo. Já o Branquinho, que acabaria por acordar pouco depois, não conseguia voltar a pregar olho.
Desesperado, sai do quarto à procura de melhor poiso para dormir. E encontra um quarto vazio, com uma cama em estado mais aceitável. Já se preparava para se deitar, quando ouve passos no corredor e alguém a dirigir-se para o quarto. Atrapalhado, enfia-se debaixo da cama.
Era uma senhora prostituta, com o seu cliente. Deitam-se, coiso e tal, e o Branquinho para ali caladinho que nem um rato. Só que, ás tantas, descuida-se e o ruído sórdido alerta o cavalheiro em funções copulatórias que, intrigado, clama: Quem está aí?
O Branquinho não se contém e sussurra: É O PENICO! E sai disparado quarto fora ante o espanto e grande susto dos interlocutores.
Esta é, pelo menos, a versão relatada pelo Palaio que, claro está, dormiu o tempo todo.
Já voltaram, os ADMs?
Pombalinho


5 Comentários:
Ora aí está o Branquinho e o Palaio que eu conheci!!!
E o Pombalinho a descrever a situação, no seu melhor!
Ai, o Ritz Club...
A barbearia,os camarotes,a Dina Dors e o seu apontamento Sexy,a deusa do fogo...
A Márcia Condessa...Um dos empregados é hoje o dono do Solar dos Presuntos.
O Maxime.
O Fontória.
O Hot Club.
A sopinha de caldo verde na cave do Galo às 5 da manhã.
As coristas e os panascas (na altura aínda não havia gays) no Parque Mayer.
As imperiais na Ribadouro
A Esquadra da P. da Alegria que cheirava a mijo que tresandava...
Ai,ai....
Gente fina a que descreves, meu caro ri-ri:
Eu, quando ia a Lisboa, para arranjar o pilim para o bilhete do futebol, tinha de estender a capa nos Restauradores e, no fim, um luxo, ia comer um "bife" ao Comibebe. Talvez um dia vos fale disso...
O próximo texto, antes de acabar a tal "pichadela" - "kamasutra" que até já chateia - será uma homenagem à Jujú...
Prepara-te, velha amiga!...
Revi hoje o Pombalinho, após quase quarenta anos de separação.
Foi um privilégio tê-lo conhecido.
Continua igual a si próprio. Nunca vi um ser humano tão lúcido e tão desprendido como ele, em pleno "teatro de guerra".
Um forte abraço, meu velho e valente Pitbull!...
Se te sobreviver, talvez um dia conte esta história.
Com tanto elogio, confundes-me. Quando for caso disso, bebe antes uns copitos de bom vinho com os amigos, em minha memória.
Foi um prazer estar contigo e constactar que estás de bem com a vida. Que és uma pessoa realizada e feliz. E ainda cheio de ideias na cabeça para realizar.
Um abraço
Pombalinho
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