É possível evitar viaduto no Choupal
Movimento diz que é possível evitar viaduto no Choupal
O Movimento Cívico Plataforma do Choupal considerou ontem que é possível «evitar a construção» de um viaduto sobre aquela mata, depois de reuniões com a Secretaria de Estado das Obras Públicas e grupos parlamentares.O secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, mostrou «abertura e disponibilidade para que o Instituto de Estradas analise algumas das propostas», depois de uma audiência que decorreu na parte da manhã.
A Plataforma do Choupal considera injustificável a construção de «um viaduto rodoviário com 40 metros de largura e que atravessa o Choupal numa extensão de 150 metros», prevista no novo traçado do IC2.
De acordo com o movimento cívico, a obra de arte, com seis faixas de rodagem e uma extensão de 980 metros, entre o nó de Almegue e a zona da rotunda da Estação Velha, afecta directamente uma área de seis mil metros quadrados da Mata do Choupal.
«O secretário de Estado e os representantes do Instituto de Estradas mostraram preocupação em relação ao Choupal, reconhecendo que se trata de uma intervenção delicada num viaduto com estas dimensões», disse Luís Sousa.
Apesar desta abertura da tutela, aquele elemento da Plataforma do Choupal garantiu que vão avançar outras iniciativas por via «parlamentar e judicial» para impedir a construção da obra, entre elas a discussão de uma petição na Assembleia da República e a interposição de uma acção popular acompanhada de uma providência cautelar.
Sobre as reuniões com os diversos grupos parlamentares com assento na Assembleia da República, que decorreram quarta-feira e ontem, Luís Sousa afirmou que «ficou clara uma concordância absoluta com as questões levantadas», nomeadamente sobre «se há necessidade de se construir este troço do IC2».«Conseguimos reunir unanimidade parlamentar, o que não estávamos à espera», sublinhou.
«Desde o primeiro momento que sinto que existem muitas condições para que a proposta inicial não seja executada. Existe agora noção da fragilidade da solução apresentada pelo Governo, sendo evidente que não há necessidade desta via, pois ainda ninguém a conseguiu demonstrar», frisou Luís de Sousa.
Com o objectivo de sensibilizar a população para questão, a Plataforma do Choupal organiza amanhã, no Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV), um concerto com a participação de artistas ligados à cidade e que, pelo meio, terá intervenções de várias personalidade sobre a problemática do Choupal.
Para trás, fica a realização de um cordão humano que, de forma simbólica, juntou cerca de 1.300 pessoas num abraço à Mata do Choupal, em protesto contra a passagem do viaduto sobre o espaço verde e de lazer, e uma petição com mais de dez mil assinaturas.
Carlos Encarnação terá aceite receber a Plataforma do Choupal no dia 1 de Abril. A autarquia, recorde-se, está a favor do traçado proposto.
Etiquetas: Choupal


4 Comentários:
Vêm-se indícios que a "causa" está
no bom caminho.
Assim o espero e amanhã,lá estarei
no espectáculo, no Gil Vicente.
olinda
A minha "provecta" idade manda-me estar de "pé atrás"....
Hum....hum...hum...
De qulquer forma obrigado pela informação.
QUITO
pois,pois... Mas eu também pude ver um dia destes as obras do Viaduto num noticiário. Nao me pareceu que estava parado ou que esperava ser alterado.
rectificação ao português
não é ... que estava parado ou esperava ... mas sim "que estivesse parado ou que esperasse ser alterado"
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