Foi ha 1 ano no Blog - Pombalinho e as suas historias
Primeira Taça Nacional de Principiantes (62/63).
Em cima:Dr. Duarte (Massas), o gémeo António Santos, Pestanita, Severino, Marques, Madeira, Pombalinho, Altenor ( Nônô ) e Emídio
Em baixo : Eugénio, Zé Luís, Tó Martins, Mário Lima, o gémeo Augusto Santos, Mesquita e o Nuno Campos
Levámos 5-1 do Sporting com o Damas à baliza e o Caló a defesa central. Tudo bons rapazes: O Dr. Duarte (Massas), o gémeo António Santos, o Pestanita, o Severino, o Marques, o Madeira, eu, o Altenor e o nosso malogrado amigo Emídio (uma jóia de rapaz que já partiu), em baixo o Eugénio, o Zé Luís, o Tó Martins, o Mário Lima, o gémeo Augusto Santos, o Mesquita e o Nuno. Tive a grata oportunidade de estar com muitos deles em Setembro passado num almoço de comemoração das equipas de 62/63 e 63/64, a que também pertenci e que chegou às meias finais, perdendo com o Leixões (numa agitada incursão da rapaziada pelo Porto que tem que se lhe diga, mas que fica para outra altura).
Nada mais injusto do que esta derrota com o Sporting. Os gajos eram todos uns profissionalões, muito maiores do que nós (já eram alimentados com rações como a miudagem de hoje). Quanto a nós, só tínhamos começado a treinar dois ou três meses antes e ainda mal sabíamos correr na relva ( tinhamos feito, so os jogos com o Nacional, União, Marialvas, Sanjoanense e Salgueiros) . Seria de toda a justiça que nos tivessem dado alguns de avanço…(como me fazia o Sr. Silva a jogar às damas). Ganhávamos de certeza. Aliás na parte final do jogo fizemos-lhes a vida negra. Estava o pessoal todo rebentado, a perder 4-0 e na iminência de levar mais alguns, quando no banco e em pulgas eu me levanto e digo para o Dr. Duarte: “Dr., deixe-me entrar que eu dou-lhe a táctica”. E o bom do Dr. Duarte, que já estava por tudo, perguntou-me com ar de gozo: “Qual táctica?”. “1 x 2 + os outros”, respondi-lhe eu (ou qualquer coisa parecida). “O Altenor ( Nônô) vira-se à sarrafada aos gajos cá atrás e manda a bola em profundidade para mim e para o Madeira que a gente farta-se de meter golos. Os outros ficam por ali a distrair o adversário.” E assim foi.
Entro, transmito as tácticas ao pessoal e, às tantas, o Altenor manda uma sarrafada num, cá atrás, e tira-lhe a bola enquanto eu e o Madeira, já combinados, começámos a correr que nem doidos. O Altenor manda um balão para a frente, para o lado do Madeira, que agarra na bola e passa pelos gajos do Sporting, atónitos, entrando pela baliza a dentro. Grande golo! A bancada, em delírio, ia vindo abaixo e o Branquinho, a coberto da confusão, aproveitou para roubar a taça, exposta no parapeito da Bancada Central do Municipal de Leiria.
Desta vez perdíamos o jogo mas ficávamos com a taça, o que seria inteiramente justo. Acabámos por não ficar, porque o Branquinho não se saiu inteiramente bem, não me lembro porquê, e a taça lá ficou para o Sporting, mas ganhámos moralmente e o Madeira ficou com a coroa de glória de ter marcado um golo ao Damas. Pouco depois a jogada ainda se viria a repetir, desta vez comigo, em louca correria, só que a bola bateu-me no calcanhar e ficou para trás. Senão era golo. Entretanto o jogo acabou e já não se pôde fazer mais nada.
E viva a Briosa!
Texto de Jorge Rocha ( Pombalinho)



4 Comentários:
Pombalinho
Venham mais histórias...e creio que serão muitas!
Olinda
Excelente memória e divertido episódio. Pombalinho: conta mais!
Lembro-me perfeitamente desse jogo. Foi no velho estádio municipal de Leiria que o Pimenta, da equipa da Académica que ganhou a primeira Taça de Portugal de que fazia parte também o Dr Alberto Gomes a rua de Marracuene, fez erigir no sopé do castelo onde hoje está o "monstro" que o Euro98 nos legou.
Fomos para Leiria numa carrinha 2CV que o pai do Fernando Cesário tinha como carro de serviço numa empresa de tintas. Parámos no "Marquês de Pombal" que à época era uma tasca por cima da linha e chegámos em cima da hora. Não paguei entrada porque tinha cartão da Federação, nesse ano do primeiro campeonato nacional, em que fui principiante do "União".
No texto além da referência ao municipal de Leiria falta ainda outro pormenor. Quando já se ía nos 4-0, na nossa parte da bancada o Rogê gritou: - Queremos o Pombalinho, mas só para a porrada! Bons tempos.
Manuel Cruz - Leiria
Lembro-me perfeitamente desse jogo. Foi no velho estádio municipal de Leiria que o Pimenta, da equipa da Académica que ganhou a primeira Taça de Portugal de que fazia parte também o Dr Alberto Gomes a rua de Marracuene, fez erigir no sopé do castelo onde hoje está o "monstro" que o Euro98 nos legou.
Fomos para Leiria numa carrinha 2CV que o pai do Fernando Cesário tinha como carro de serviço numa empresa de tintas. Parámos no "Marquês de Pombal" que à época era uma tasca por cima da linha e chegámos em cima da hora. Não paguei entrada porque tinha cartão da Federação, nesse ano do primeiro campeonato nacional, em que fui principiante do "União".
No texto além da referência ao municipal de Leiria falta ainda outro pormenor. Quando já se ía nos 4-0, na nossa parte da bancada o Rogê gritou: - Queremos o Pombalinho, mas só para a porrada! Bons tempos.
Manuel Cruz - Leiria
Enviar um comentário
Subscrever Enviar feedback [Atom]
<< Página inicial