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domingo, 19 de julho de 2009

E O JOJO LA APARECEU COM A SUA GERAÇÃO

Ja referi num post para tras que alem do pessoal do Greco e dos Apaches, tinha aparecido um grupo mais jovem que acampava na porta do Centro a ver os Grecos no cafe do Silva - Caravela e os Apaches no Vasco da Gama.
Que eu me lembre a seita era composta pelo Jójó, o Jorge do cafe, o Dias, o To Ferrão, Jorge, Lilito, Ze Eduardo, Estaca...e outros.
O Jo-Jo deixou aqui o seu testemunho..

Tenho andado muito bem disposto a rever o passado que todos os dias o Cavalo Selvagem me trás. Tanto nome conhecido e tantas lembranças. Eu não só sou do Bairro como nasci no Bairro. Mais precisamente junto ao seu coração, no local onde se cruzam a Rua A e a Rua F. Junto ao marco do correio, nobremente instalado entre os arbustos da Casa do Fiscal. Local que, no verão, o Jorge Carvalho aproveitava para ensaiar as músicas dos Protões e mostrar as botas "à Beatle". Outros preferiam em tempos de Picadeiro ir chatear a Ti Maria das Pevides , que pousada debaixo do poste junto à casa do Almeida (injustamente alcunhado de Pixa Curta) atraía os clientes pelo odor, perguntando-lhe se ela tinha drops. Nasci então na Rua F, nº26. Em casa geminada com a dos manos Luís e Vítor Soares. Sem querer ofender, a maioria das pessoas que tem contado coisas é de "outro tempo", tirando o Tó Ferrão que, esse, é de todos! Daí que passe às apresentações. Nome: Ernesto Costa. Não vos diz nada? Mais uma pista: somos 5 irmãos: O Afonso, Vítor, Carlos, Isabel e eu. Ainda não topam? Vamos às alcunhas. Afonso: que eu saiba não tinha. Vítor: Piriscas, mas ele nega. Carlos: Faztudo, que aceita com orgulho. Isabel: Belinha, pouco original, mas foi o que lhe coube em sorte. Eu: Jó-Jó, raio de alcunha que ainda hoje me persegue...
Não conto histórias. São tantas que nem saberia por onde começar. E depois cada história liga-se a outra e tudo fica uma grande confusão. E o jeito também não é muito. Deixo isso para o Tó Ferrão. Mas mando uma foto do Grupo Desportivo do Bairro Marechal Carmona, em dia de jogo na Sereia contra os manos Freixo. Não me lembro do resultado! Mas éramos seguramente melhores que outro team onde prontificavam valores seguros do desporto rei como o Teixeirão na baliza (irmão do Rogério, também apelidado de "Rogê tira a mão da manteiga"), o Nito, o meu irmão Vitor e o Piçarra (este creio que a ponta de lança). Os outros nomes já se me escaparam.
Nomes do grande GDMBC:
-> em pé da esquerda para a direita.
-Floriano (veio de Viseu, mas morava já nos arredores, mais concretamente na Rua Pedro Álvares Cabral. Rua importante por várias razões. Lá no fundo havia o Largo onde acabava o mundo e jogávamos futebóis (depois do Cavalo Selvagem, da Figueira e da Clareira era o novo estádio!). Aí morava o Silva Barbeiro, melhor que o Senhor Simões cuja máquina só não arrancava cabeças porque não calhava: 20 escudos por um corte e uma hora de conversa política):
- Nando
- Faztudo (meu irmão do meio, que conseguiu, entre outras proezas, que eu nunca tivesse problemas com os dentes de leite: saíam da minha boca a murro!)
- Dias (que deu nome ao bando "Ferrão, Dias e Companhia". Grande craque de Futebol, campeão de principiantes pela Académica numa final memorável em Leiria contra o Benfica)
- Martins (mais conhecido por Estaca)
- Fausto Marques (irmão do Pinto Marques, vulgo Piruças)
- e o Júlio (na pose de guarda-redes suplente)
-> de joelhos da esquerda para a direita:
- Pinto Marques (já referenciado acima)
- João Eusébio (vivia em casa do Senhor Chocolate, cobrador da Académica)
- Ruca (mais conhecido por Ruca Chato, ilustre pediatra da nossa cidade)
- Jorge (irmão do Graciano e do Elói, conhecido também por Jorge do Café, ou Jorge Anfetaminas. Estes cognomes ele ainda aceitava, mas se alguém lhe chamava Patachou bem podia contar com uns cabelos a menos, que o Jorge se encarregava de tirar à dentada)
- E eu, Jó-Jó de nome de guerra.
Continuem a contar e mostrar coisas.
JJ

pub. em mai08

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2 Comentários:

Blogger cota13 disse...

Coisa antiga mas com significado para o JE.
Não há muitos minutos estive com intervinientes nestes assuntos.
É bom recordar coisas de outros tempos, outras maneiras de está,e de pensar.
Hoje é assim( não sei bem como é)já não entendo bem muita coisa, pois eu já sou COTA.
Mas aguardo sempre para ver se aprendo mais alguma coisa,mas como não sei.
Um Abraço.
Tonito.
Bom Ano.

6:13 da tarde  
Blogger Manuela Dias disse...

Também já falei ao Faustinho nesta fotografia e neste belo testo do JoJo, e foi mais um motivo para ele recordar outros tempos,outras vidas, que lhe eram de certeza mais favoráveis e felizes.

Nela Dias

3:11 da tarde  

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