Lenda dos Ferreiros do Espinhal
lendas das terras visitadas
De medos e fantasias, de desejos e imaginação, criaram-se em tempos imemoriais estórias que a razão desconhece. No aconchego da lareira ou na árdua labuta diária, quantas vezes de sol a sol, foram percorrendo os saberes de gerações. O viajante andarilho recolhe e partilha as “lendas das terras visitadas” ouvidas às suas gentes.
Oficina das ideias.
No termo de Penela, em plena serra do Espinhal, existem dois montes de forma cónica que sobressaem da paisagem serrana, quer pela forma quer pela altura, distando entre si não mais do que dois quilómetros – o monte do Pinoco e o da vigia de incêndios.
Conta a lenda, essa “arte” milenar de transmitir, de geração em geração, o saber e o património imaterial de um Povo, terem sido habitados por dois irmão, ferreiros de profissão, o Melo e o Jer.
Vivendo cada um em seu monte, possuíam ambos a sua própria forja, embora o martelo, ou o malho como na época se chamava, ser único, pelo que era por eles usado alternadamente.
Quando um dos irmãos necessitava de utilizar o malho, pedia-o com o seu vozeirão que ecoava de monte em monte, e logo o outro o atirava com a sua força de gigante, compleição física de que ambos eram possuidores.
Um dia Jer zangou-se com o irmão e atirou o malho com tanta força que este se desconjuntou: o cabo de madeira de zambujo para um lado, o ferro do malho para o outro, caindo na encosta do monte Melo com tanta força que fez brotar uma fonte de água férrea. O cabo de madeira foi espetar-se na encosta do monte, donde nasceu um zambujo, ou zambujeiro, cuja proliferação terá dado origem ao lugar de Zambujal.
Ainda hoje, para dar algum fundo de verdade a esta lenda tão regional, são visíveis as ruínas de uma forja no cimo do monte Melo. Também em Jermelo ainda hoje trabalha na sua arte o único fazedor tradicional de tesouras de tosquia.
No termo de Penela, em plena serra do Espinhal, existem dois montes de forma cónica que sobressaem da paisagem serrana, quer pela forma quer pela altura, distando entre si não mais do que dois quilómetros – o monte do Pinoco e o da vigia de incêndios.
Conta a lenda, essa “arte” milenar de transmitir, de geração em geração, o saber e o património imaterial de um Povo, terem sido habitados por dois irmão, ferreiros de profissão, o Melo e o Jer.
Vivendo cada um em seu monte, possuíam ambos a sua própria forja, embora o martelo, ou o malho como na época se chamava, ser único, pelo que era por eles usado alternadamente.
Quando um dos irmãos necessitava de utilizar o malho, pedia-o com o seu vozeirão que ecoava de monte em monte, e logo o outro o atirava com a sua força de gigante, compleição física de que ambos eram possuidores.
Um dia Jer zangou-se com o irmão e atirou o malho com tanta força que este se desconjuntou: o cabo de madeira de zambujo para um lado, o ferro do malho para o outro, caindo na encosta do monte Melo com tanta força que fez brotar uma fonte de água férrea. O cabo de madeira foi espetar-se na encosta do monte, donde nasceu um zambujo, ou zambujeiro, cuja proliferação terá dado origem ao lugar de Zambujal.
Ainda hoje, para dar algum fundo de verdade a esta lenda tão regional, são visíveis as ruínas de uma forja no cimo do monte Melo. Também em Jermelo ainda hoje trabalha na sua arte o único fazedor tradicional de tesouras de tosquia.

Esta lenda, a lenda dos ferreiros da serra do Espinhal, foi-me contada, dentro das ameias do Castelo de Penela, pela historiadora Palmira Pedro, amante da sua terra e das suas gentes e extraordinária “contadora de estórias”.
linkhiperligação


1 Comentários:
Esta lenda assim nos era contada desde criança...e conheço os locais referenciados.
A Palmira tem sido uma dinamizadora
cultural muito empenhada e, por isso,os meus parabéns pelo seu bom trabalho!
Olinda
Enviar um comentário
Subscrever Enviar comentários [Atom]
<< Página inicial