SAUDADE
Da bela e antiga "Barca Serrana", fundeada no Mondego junto à ponte pedonal, ao imponente veleiro "Sagres" , de velas de Cristo ao vento, ancorado ao largo do porto de Nova York, um traço de união comum:
PORTUGAL...
Essa palavra saudade....
Quito
9 Comentários:
É só consultar o Feedjit e verificar as dezenas de vezes que o Leitão vem ao blogue enquanto nós estamos a dormir.
E o Chico Torreira, idem...
Somos Portugueses, pôrra!!!
Grande surpresa...Quito!
Obrigado!
É realmente como dizes! Saudade!
Quando visitarem o Museu da Marinha em Lisboa, terão oportunidade de ver em pormenor a "ultima" Barca que navegou no Mondego, do Porto da Raiva à Figueira da Foz! Imponente!
A "Sagres" fica no album de boas recordações de NY.
Ao RiRi...e como dizes...5 horas de diferença - fuso horário !!!
Abraço
Jose Leitao
Dois abraços, um para o Leitão e outro para o Chico quando acordarem.
Alguém em Edmonton, no Canadá, está também sempre atento...
E...
Um grande abraço para todos!!!
De Maria Bethânia- A SAUDADE MATA A GENTE
Fiz meu rancho na beira do rio
Meu amor foi comigo morar
E nas redes nas noites de frio
Meu bem me abraçava pra me agasalhar
Mas agora, meu Deus, vou-me embora
Vou-me embora e não sei se voi voltar
A saudade nas noites de frio
Em meu peito vazio virá se aninhar
A saudade é dor pungente, morena
A saudade mata a gente, morena
A saudade é dor pungente, morena
A saudade mata a gente
Ri-Ri
Eu, eu…, eu... e a minha alentejaninha, não conta? Ela também lá vai. Deitarmo-nos tarde numa idade destas! Que vergonha.
Deitamo-nos sempre cedinho.
Edmonton, não estou certo mas é possível que seja o Reis mais novo que jogou basket na nossa AAC, penso eu.
Jose Leitão
Agora, falando a sério sobre a foto: sem dúvida que é bem a saudade. Esta foto com a barca até me parou a respiração. Ainda vi algumas a passarem no Mondego em frente ao parque Dr. Manuel Braga, além de outras junto à ponte da Portela. Quando o vento se escondia e ou a corrente era forte, para subir o rio ia um homem fazendo força sobre uma vara bem fincada no fundo da água para não sair mais do sítio e com o lado de cima da mesma encostada ao seu ombro, a marchar sobre o rebordo da barca da frente para trás, percorrendo-a toda. Como a vara estava estática e o homem marchava da prôa para a ré, era a barca que ia deslizando sobre a água para a nascente, com o impulso das suas pernas. Só uma vez vi dois homens, um em cada lado da barca, a fazer esse trabalho. Passo a passo, lá ia a Barca Serrana subindo o rio. São cenas que jamais esquecem.
Um abraço,
Chico
Ri-Ri
Desculpa, ainda não me deitei. Bom pequeno almoço.
Chico
Então, bom dia!
Recordando o que já aqui escrevi sobre a Barca Serrana.
(...)
O Rio Mondego era preferencialmente usado, dando emprego a muita gente das suas proximidades, uma grande percentagem da população de Penacova, o rio Mondego foi a única via de comunicação importante que a região teve até ao principio do séc. XX, dedicando-se sempre à barcagem e actividades ligadas ao rio: Barqueiros, Calafetes, Carreiros, Estanqueiros, etc. O barqueiro do Mondego tinha como função conduzir a Barca serrana, no transporte de lenha, carqueja e carvão para Coimbra ou Figueira da Foz. No sentido inverso, era possível receber mercadorias por mar e embarca-las rio acima. Assim, para além de peixe (seco ou salgado), sal, louça de Coimbra, vinho, etc. Paralelamente com o transporte de mercadorias, transportavam lentes e estudantes da Universidade de Coimbra, que iam passar férias às suas terras Natais.
O Barqueiro do Mondego, provocava a deslocação da Barca serrana, com ajuda de remos, da vela, da corrente do rio e por vezes das varas (que quando havia menos água), espetando-as no fundo do rio e andando pelo bordo, apoiando a cara contra o lado do peito, virados para a ré. Tinham que colocar um pano grosso, para protegerem o peito, mas mesmo assim fazia “mossa”.
O traje do Barqueiro era constituído por Ceroulas até aos joelhos, uma camisola de lã, um colete, um garroço para o frio e os pés descalços ou com alpercatas de pano. Para dormir, as barcas serranas ou barcos possuíam na proa ou na ré, umas cavidades “leito”, onde os barqueiros dormiam, sendo o colchão de esteiras de palha, colocadas por cima do estrado, e tendo como cobertores, a vela ou sacos, e dormiam com os pés para o bico.
Muitos eram os portos importantes ao longo do Rio Mondego, para carregarem e descarregarem mercadoria. Dos quais destaco o Porto da Raiva, como sendo o mais importante, e considerado um dos maiores do país, até meados do séc.XIX. Porto este que diz a tradição, que a povoação da Raiva, era então situada na Foz do Rio Alva. Aqui chegadas, as mercadorias eram descarregadas, e depositadas em locais apropriados, e depois eram levadas em carros de bois “Os Carreiros”, e depois distribuídas pelos concelhos de Penacova, Arganil, Tábua, Mortágua e Oliveira do Hospital.
Nos portos de Coimbra, os barqueiros quando procediam aos carregamentos ou descarregamento das barcas, tinham de calçar as alpercatas de pano, se fossem apanhados descalços pelos guarda-rios eram multados, se porventura andassem com um pé calçado e outro descalço, pagavam metade da multa.
Jose Leitão
José Leitão,
Obrigado pelo excelente comentário que escreveste. Aprender até morrer.
Vou mostrá-lo à minha filha para que fique a conhecer mais alguma coisinha sobre a sua Terra, pois ela devora tudo sobre Coimbra. Bem hajas.
Ri-Ri
Bom dia.
Pelo que dizem os que põem o dedo no ar, às cinco da manhã daí, quando fores à janela tens um lindo dia de sol para saborear.
Um abraço aos dois,
Chico
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