Coimbra "resolve" relação com Zeca Afonso
A casa onde viveu José Afonso na década de 40 do século passado - um segundo andar no prédio contíguo à pastelaria Zizânia, na Avenida Dias da Silva - recebeu ontem uma placa evocativa da passagem do “estudante e cantor” que havia de marcar decisivamente a Canção de Coimbra e mais tarde o panorama nacional com a sua música de intervenção. Nos seus tempos de estudante «era igual a tantos outros», talvez «um pouco mais distraído, sarcástico, irónico e sonhador», mas nunca se considerou um mito.
Desmitificar a figura e dá-la a compreender às gerações mais novas, foi o que tentou fazer Jorge Cravo, na obra “José Afonso – Da boémia coimbrã à fraternidade utópica”, também ontem apresentada, numa iniciativa da Câmara Municipal para assinalar os 80 anos sobre o nascimento do compositor.
Um «acto de aparente simplicidade», admite o vereador da Cultura, Mário Nunes, considerando José Afonso parte importante do património da cidade e do país, cuja «memória deve ser perpetuada no tempo e no espaço».
Numa obra em que retrata a vida e obra deste cantor da resistência na sua passagem e na sua ligação a Coimbra - saiu em 1956, mas a ela continuou ligado até 1969 -, Jorge Cravo, também ele cultor da Canção de Coimbra, fala de um «estudante igual a milhares de estudantes, embora figura emblemática, grande defensor dos seus sonhos e ideias, com algumas manias e excentricidades».
Pretende o livro que «esta malta nova veja em Zeca Afonso uma referência e sigam as suas pisadas na balada de Coimbra», disse Jorge Cravo, sublinhando a inteligência e a criatividade, mas também o sarcasmo do cantor, «o pequeno génio a quem tudo se perdoava».
Rui Pato, a quem Jorge Cravo dedica o livro - «memória viva das baladas coimbrãs de José Afonso» -, admitiu ser «difícil falar de Zeca sem emoção». O médico, também figura importante da Canção Coimbra, acompanhou José Afonso entre os 15 e os 23 anos. «Uma fase muito importante da minha vida».
in Diario de Coimbra
Desmitificar a figura e dá-la a compreender às gerações mais novas, foi o que tentou fazer Jorge Cravo, na obra “José Afonso – Da boémia coimbrã à fraternidade utópica”, também ontem apresentada, numa iniciativa da Câmara Municipal para assinalar os 80 anos sobre o nascimento do compositor.
Um «acto de aparente simplicidade», admite o vereador da Cultura, Mário Nunes, considerando José Afonso parte importante do património da cidade e do país, cuja «memória deve ser perpetuada no tempo e no espaço».
Numa obra em que retrata a vida e obra deste cantor da resistência na sua passagem e na sua ligação a Coimbra - saiu em 1956, mas a ela continuou ligado até 1969 -, Jorge Cravo, também ele cultor da Canção de Coimbra, fala de um «estudante igual a milhares de estudantes, embora figura emblemática, grande defensor dos seus sonhos e ideias, com algumas manias e excentricidades».
Pretende o livro que «esta malta nova veja em Zeca Afonso uma referência e sigam as suas pisadas na balada de Coimbra», disse Jorge Cravo, sublinhando a inteligência e a criatividade, mas também o sarcasmo do cantor, «o pequeno génio a quem tudo se perdoava».
Rui Pato, a quem Jorge Cravo dedica o livro - «memória viva das baladas coimbrãs de José Afonso» -, admitiu ser «difícil falar de Zeca sem emoção». O médico, também figura importante da Canção Coimbra, acompanhou José Afonso entre os 15 e os 23 anos. «Uma fase muito importante da minha vida».
in Diario de Coimbra
Etiquetas: Rui Pato, Zeca Afonso


5 Comentários:
Meu Caro Rui
Vim agora ao mail aqui de Oslo e sinceramente fiquei comovido e por outro lado alegre com mais uma lembrança ao Zeca.Não se pode falar no Zeca sem falar em ti,e é por isso que daqui te envio tambem um grande abraço.
Ana Carlos e Nuno Freire
A música do Zeca, conhecia-a ainda miúda...Nem me atrevo a chamar Zeca...é José Afonso, um senhor, para mim o eterno arrrepio que me percorre a espinha ainda e sempre que ouço Grândola Vila Morena. Um abraço para ti, Rui Pato, que pudeste conviver com ele com a emoção do vosso tempo.
Tal como o Carlos escreve...não se pode do Zeca sem se falar de Rui Pato!
Grande abraço Rui.
Jose Leitão
Tal como o Carlos escreve...não se pode falar do Zeca sem se falar de Rui Pato!
Grande abraço Rui.
Jose Leitão
Caros Adms!
Agradeço que eliminem o meu 1º comentário. O "teclado" comeu uma palavra.
Abraço
J. Leitao
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