Ao fim de um dia de tanto reboliço e de tanta chatice na verdade foi uma oportuna e brilhante surpresa! Eu já tinha comigo estas carinhosas recordações mas hoje e neste momento, olhar para tanta "candura" e tanta carinha larocas soube-me tão bem como me sentar num sofá a tomar um chazinho com uma fatia de pão-de-ló e a ouvir uma música linda de perninha estendida! Esta comparação nem é disparada nem exagerada, foi a imagem mais apropriada que me ocorreu e com a maior sinceridade. Há muito que não ofereço esse "luxo" a mim própria! Há alturas em que na verdade os afazeres e compromissos nos caiem em catadupa e há que aguentar e o balanço e o ritmo…Dizemos que não podemos parar; ouvimos meios noticiários, nem pegamos nos jornais, comemos em pé, dizemos adeus a correr aos amigos por quem passamos, tomamos a bica e até nos esquecemos de acabar de a beber. E nestas fotos, o tempo parece todo nosso; esperando que o gozemos que o utilizemos, sim numa idade de todos os sonhos mesmo que existissem momentos muito chatos e professoras muito mazinhas e retrógradas! Havia muita menina de variadas classes sociais e “TóTós”, mas essas diferenças eram estimuladas pelas próprias directoras, nós crianças fazemos amizades com a maior das facilidades e desconhecemos naquelas idades o que eram classes, o que queríamos era brincar pular, rir e saltar! Mas lamentavelmente estas fotos vieram também chamar-me a atenção para algumas miúdas que se sentiam marginalizadas e tristes precisamente devido ao exemplo das cúpulas que tinham as suas afilhadas e as suas protegidas e as seleccionavam à partida. Mas não me quero alongar nem estragar a beleza da tua ideia, nem beliscar a recordação do belo Teatro Avenida cuja destruição, foi um assassinato e a sua falta em Coimbra não encontrou ainda uma alternativa à altura infelizmente! Tudo o que era Acontecimento nesta cidade, quer fosse cultural, académico (Sarau da Queima), político, Festas, eram realizados naquele magnífico e acolhedor espaço. Obrigada Nela, acertaste na mouche…
3 Comentários:
AMÉLIA CURADO, primeira fila, de pézinho levantado, sorrindo prazenteira para a esquerda, para a sua amiga ISABEL MELGA, que a ladeia.
Tanta brancura...
Nem com óculos escuros!
Ao fim de um dia de tanto reboliço e de tanta chatice na verdade foi uma oportuna e brilhante surpresa! Eu já tinha comigo estas carinhosas recordações mas hoje e neste momento, olhar para tanta "candura" e tanta carinha larocas soube-me tão bem como me sentar num sofá a tomar um chazinho com uma fatia de pão-de-ló e a ouvir uma música linda de perninha estendida! Esta comparação nem é disparada nem exagerada, foi a imagem mais apropriada que me ocorreu e com a maior sinceridade. Há muito que não ofereço esse "luxo" a mim própria! Há alturas em que na verdade os afazeres e compromissos nos caiem em catadupa e há que aguentar e o balanço e o ritmo…Dizemos que não podemos parar; ouvimos meios noticiários, nem pegamos nos jornais, comemos em pé, dizemos adeus a correr aos amigos por quem passamos, tomamos a bica e até nos esquecemos de acabar de a beber. E nestas fotos, o tempo parece todo nosso; esperando que o gozemos que o utilizemos, sim numa idade de todos os sonhos mesmo que existissem momentos muito chatos e professoras muito mazinhas e retrógradas! Havia muita menina de variadas classes sociais e “TóTós”, mas essas diferenças eram estimuladas pelas próprias directoras, nós crianças fazemos amizades com a maior das facilidades e desconhecemos naquelas idades o que eram classes, o que queríamos era brincar pular, rir e saltar! Mas lamentavelmente estas fotos vieram também chamar-me a atenção para algumas miúdas que se sentiam marginalizadas e tristes precisamente devido ao exemplo das cúpulas que tinham as suas afilhadas e as suas protegidas e as seleccionavam à partida. Mas não me quero alongar nem estragar a beleza da tua ideia, nem beliscar a recordação do belo Teatro Avenida cuja destruição, foi um assassinato e a sua falta em Coimbra não encontrou ainda uma alternativa à altura infelizmente! Tudo o que era Acontecimento nesta cidade, quer fosse cultural, académico (Sarau da Queima), político, Festas, eram realizados naquele magnífico e acolhedor espaço. Obrigada Nela, acertaste na mouche…
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