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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A PRINCESA REBELDE

MARIA ADELAIDE DE BRAGANÇA

Última neta viva do rei D. Miguel, fez terça feira dia 31 de janeiro
100 anos, sendo condecorada com a Ordem de Mérito pelo Presidente da República de Portugal.


Nasceu em 1912 no exílio, em St. Jean de Luz, cresceu e viveu na Áustria aventuras e desventuras de pasmar: habitando no olho do furacão, após a I Grande Guerra coabitou com os ocupantes comunistas da quinta em que vivia, dos quais recorda dos seus esbeltos cavalos e boinas vermelhas. Mais tarde, durante a ocupação nazi, foi presa pela Gestapo por várias semanas em Viena onde como enfermeira se juntara à resistência e acudia os feridos entre bombardeamentos.
Integrou um movimento de resistência à Gestapo, tendo sido condenada à morte.
O então Presidente do Conselho de Ministros, António de Oliveira Salazar, interveio junto dos alemães, afirmando que D. Maria Adelaide era cidadã nacional.
Esta intervenção da diplomacia portuguesa resultou na sua libertação e deportação imediata.
Foi nestas correrias e aflições que veio conhecer um estudante de medicina de seu nome Nicolaas van Uden com quem casou.

Regressada a Portugal em 1948 após a revogação da lei do banimento, a Infanta veio residir perto da Trafaria, onde criou a Fundação D. Nuno Álvares Pereira, instituição de apoio a mães pobres em fim de gravidez e crianças abandonadas, dedicando fervorosamente a sua vida aos mais desfavorecidos.
Longe das fugazes ribaltas e feiras de vaidades, a Senhora D. Maria Adelaide afilhada da Rainha D. Amélia e de D. Manuel II, além de constituir um precioso testemunho vivo, directo e indirecto, da História dos últimos duzentos anos, é um verdadeiro exemplo de profunda Nobreza aliada a uma invulgar bravura e irreverência.

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