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quinta-feira, 1 de março de 2012

CAFÉ ARCÁDIA - COIMBRA

ARCÁDIA - Thomas Eakins (1883)

RUA VISCONDE DA LUZ, RUA FERREIRA BORGES
Pedras pisadas em dias semanais.
Do Colégio Alexandre Herculano a elas se baixava pela longa, mas então bonita, Avenida Sá da Bandeira.
Dos cisnes recordo a brancura, dos lagos o azul espelhado, das flores o colorido, dos jardins o verde matizado.

Um olhar rápido para a encosta que desce da Rua Abílio Roque onde se vislumbram as janelas e o quintal da casa de meu avô.
Mais um outro, para a Caixa de Previdência junto ao mercado, na hipotética possibiliade de ver a touquinha branca e airosa da enfermeira que ali trabalha, minha mãe.

Finalmente a Igreja de Santa Cruz, representação "sacrílega" do ínicio das "ruas dos encontros", parte mais interessante do dia.

Um aceno aqui, um acolá, um olhar emcabulado para um capa negra arrastando a asa, tudo isto culminando numa entrada no CAFÉ ARCÁDIA para cumprimentar meu pai que por essa hora de final de tarde invariávelmente se reune com amigos nas tais conversas tertulianas.
São a "nata intelectual" da época. Os mais ousados e desassombrados.
Ingénua adolescente, beijo-os respeitosamente.
Após este cerimonial diário, regresso então a casa para o "necessário" estudo que se impõe.

"O ARCÁDIA" está-me no sangue e com muito desgosto a vi fechar.

NelaCurado

2 Comentários:

Blogger calhabécirculação disse...

Passei lá ontem para ver a A Brasileira reabrir e doeu-me a alma ao olhar para a loja em que se tornou o Arcádia, um dos mais emblemáticos cafés de Coimbra.
Esperemos que as coisas se invertam também no Arcádia.
PM

9:45 da manhã  
Blogger Jorge Tito disse...

É UM DÓ, NÃO DE MÚSICA MAS DE ALMA.

A MÚSICA DEVE SER OUTRA...PARECIDA COM O EDIFÍCIO DOS CORREIOS, PARECIDA COM...E MAIS COM...

6:28 da tarde  

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