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sábado, 24 de março de 2012

"O MUNDO GIRA, JAIME DIAS RODA"

Jaime Dias, foi um dos primeiros industriais de tansportes de mercadorias da cidade de Coimbra e do país.
Nasceu em Torre de Bera, Freguesia de Almalaguês, a 12 de Julho de 1886. Iniciou a sua actividade como transportador de mercadorias, primeiro com uma pequena carroça de mão e, mais tarde, com carroças puxadas por mulas. Transportava, entre outras coisas, sacos de farinha que levava das Fábricas Triunfo e do cais da CP.
Na década de trinta adquiriu uma carrinha que depois substituiu por camionetas. Veio a tornar-se num dos maiores empresários de transportes rodoviários de mercadorias em Portugal.
Os seus camiões percorreram toda a Europa com o slogan “O Mundo gira, Jaime Dias roda”. Teve primeira sede num prédio que mandou construir e onde residiu, na Rua da Madalena, hoje Avenida Fernão de Magalhães, na ligação para a Rua do Carmo.

Em 1 de Maio de 1950 inaugurou a “Garagem de S. José” em edifício próprio que mandou construir. Faleceu em 1 de Outubro de 1958.

O seu nome foi dado à artéria que vai da Rua de Luís Ramos à confluência das ruas de Firmino Baptista, do Lagar Velho e do Cemitério(em Coimbra).

2 Comentários:

Blogger Manuela Curado disse...

Com muito, trabalho, denodo e confiança, "o mundo roda e avança..."

8:28 da tarde  
Blogger Manuel Cruz disse...

No princípio da década de 30, foi escrito um ensaio que termina com a frase "O mundo gira", um pouco no sentido do "eppur si muove" de Galileu. O seu autor morreu no Tarrafal em 1942 pouco depois de aí ter chegado outro famoso preso político, mestre Cândido de Oliveira, que teve a rara sorte de lá ter saído vivo para vir pôr em prática na Académica o melhor futebol que até hoje se praticou (sou insuspeito ao dizer isto pois sou do União).
Sobre o tal ensaio, o pouco que se sabe é que o único exemplar foi encontrado em Paris pelo escultor José Dias Coelho que acabaria assassinado pela pide em 1961. Ora com mestre Cândido morreu em 1958 depois de fazer a cobertura do primeiro mundial que o Brasil ganhou, há um pequeno lapso de tempo entre a data em que terá deixado o texto na cidade luz e aquela em que o escultor aí o encontrou.
Depois do 25 de Abril a editora "opinião" do Porto editou a obra e eu tinha um exemplar anotado que emprestei a alguém de que não me lembro e que nunca ma devolveu. É pena podia ajudar a clarificar esta situação.
Sobre o prédio da Fernão de Magalhães eu cheguei a trabalhar lá no 1ºandar como desenhador para o arquiteto Jorge Sampaio e tenho uma vaga ideia de ele ter referido a existência de ligações familiares enter o Jaime Dias e o fundfador do Licor Beirão, mas posso estar a fazer confusão.

12:44 da tarde  

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