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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

PORTUGAL

SEMPRE...ENTRE A TRAGÉDIA E A GLÓRIA

Em 1531, um sismo com epicentro no vale inferior do Tejo, entre Santarém e Vila Franca, de magnitude que se calcula ter sido de 7,5 na escala de Richter atingiu Lisboa com muita violência.
Estima-se que morreram 3O.OOO pessoas e que mais de 15OO casas foram destruidas, o que mergulhou a população no pânico.
Nem a casa real escapou ao acontecimento.


Receando novas réplicas e a peste que proliferara entre as gentes de Lisboa, a corte deslocou-se para Évora só regressando à capital em 1537.
Portugal recuperou da catástrofe, numa prova de tenacidade do seu povo., mas entre a população não reinava a união e o consenso..
Perante o asismo, muitos buscaram explicações para um castigo que julgavam ser divino.
O célebre GIL VICENTE descreveu este ambiente, dando conta do temor dos cristãos-novos que receavam pelas suas vidas por serem responsabilizados por um fenómeno que a todos ultrapassava.
O dramaturgo foi dos poucos a contestar a teoria da ira divina e a aclmar os ânimos.


Entre temores, doenças, morte e blasfémias, o coração do império reergeu-se, regenerou-se, construindo com as próprias mãos um destino que sempre o fez oscilar entre a Tragédia e a Glória.

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