Aventuras de boleias atrás da Académica
Académica deslocava-se a Viana do Castelo para um jogo amigável com o Vianense.
Já não sei bem qual a razão do porquê, naquela altura, irmos atrás da Académica até Viana, eu o Nini e o João Espírito Santo.
A primeira etapa foi até à Mealhada de boleia com Dr.José Maria Antunes que ao parar junto do Pedro dos Leitões nos fez renascer a esperança dum bom início com um saboroso leitão à bairrada. Mas tal não se verificou, e, mal saímos do carro logo ouvimos "malta vou almoçar, se ainda aqui estiverem quando eu acabar de almoçar contem com boleia". Bem, ficámos a chuchar no dedo e lá continuámos à boleia.
A primeira etapa foi até à Mealhada de boleia com Dr.José Maria Antunes que ao parar junto do Pedro dos Leitões nos fez renascer a esperança dum bom início com um saboroso leitão à bairrada. Mas tal não se verificou, e, mal saímos do carro logo ouvimos "malta vou almoçar, se ainda aqui estiverem quando eu acabar de almoçar contem com boleia". Bem, ficámos a chuchar no dedo e lá continuámos à boleia.
Chegados a S. João da Madeira e como a fome apertasse, contadas as moedas, resolvemos, para encher a barriga, ir comprar umas bananas e umas castanhas.
De barriga cheia lá prosseguimos até que apanhámos boleia no Porto do Gerente da VW em Viana, pessoa de trato afável e, mal chegados a Viana, diz para a cunhada, que casava no dia seguinte, "trago-te aqui uns estudantes de Coimbra para o teu casamento" e, logo ali, convite feito e de imediato aceite.
Quando chegámos à recepção que se fazia na Sede do Vianense à Académica e após vários discursos e nada de comes à vista resolvemos ir pôr ovos noutra galinha.
A malta de Viana que nos apareceu era compincha e logo procurámos saber onde podíamos ir comer sem pagar ou pagar pouco pois as castanhas e as bananas já há muito tinham deixado um buraco no estômago.
Então foi nos dito que os Padres Franciscanos nunca deixavam sair ninguém com fome. Aí fomos, estávamos na Quaresma, entrámos na igreja com a capa pelas costas, ajoelhámos em oração sem tirar os olhos do franciscano que compunha o altar, sem sabermos muito bem como e quando seria oportuno avançar. Estávamos naquele impasse quando o franciscano nos vendo com tamanha devoção se aproxima e diz "Querem-se confessar?" e de imediato o João responde "Não Sr. Padre vimos cravar um jantarzinho",por entre risos, olha para nós com ar piedoso e diz "sigam-me", e lá fomos nós até à sacristia. Momentos depois tínhamos à nossa frente queijo, pão, marmelada, doces e água que julgo não era benta.
Depois com a malta de Viana andámos a fazer o roteiro das tasquinhas do vinho verde até que, já madrugada, o Arrais, amigo que conhecemos naquela noite, nos disse "em minha casa só estou eu e a minha irmã se quiserem ficam lá", foi o que quisemos ouvir, mas tínhamos uma surpresa a cama para nós os três era de casal e ninguém queria ficar no meio. Depois de muita conversa e coboiada lá se convenceu o João a ficar no meio com a advertência "está bem, eu fico no meio mas durmo de barriga para o ar". Os vapores do vinho verde foram melhor do que lorenim e dormimos que nem uns justos.
No outro dia de manhã, de imediato, começámos a indagar para saber onde era o casamento para o qual tínhamos sido convidados na véspera. Não fomos à igreja mas fomos recebidos no banquete com todas as honras pela noiva que levou logo uma saudação de FRA´S e os desejos de muitas criancinhas (a noiva era boa como o milho). Sentámo-nos, abancámos, comemos, bebemos e dançámos e quando demos por ela já tinha acabado o jogo da Académica. Mas FRA, que a jornada foi boa e deu muito gozo.
No outro dia apanhámos boleia com um sargento reformado que avisou "cuidado, vejam onde colocam os pés que o chão do carro tem buracos" depois, sempre que fazia uma curva era sempre fora de mão e dizia "estas curvas eu corto-as sempre" e nós cheios de medo também dizíamos "nós também nos cortamos".
De barriga cheia lá prosseguimos até que apanhámos boleia no Porto do Gerente da VW em Viana, pessoa de trato afável e, mal chegados a Viana, diz para a cunhada, que casava no dia seguinte, "trago-te aqui uns estudantes de Coimbra para o teu casamento" e, logo ali, convite feito e de imediato aceite.
Quando chegámos à recepção que se fazia na Sede do Vianense à Académica e após vários discursos e nada de comes à vista resolvemos ir pôr ovos noutra galinha.
A malta de Viana que nos apareceu era compincha e logo procurámos saber onde podíamos ir comer sem pagar ou pagar pouco pois as castanhas e as bananas já há muito tinham deixado um buraco no estômago.
Então foi nos dito que os Padres Franciscanos nunca deixavam sair ninguém com fome. Aí fomos, estávamos na Quaresma, entrámos na igreja com a capa pelas costas, ajoelhámos em oração sem tirar os olhos do franciscano que compunha o altar, sem sabermos muito bem como e quando seria oportuno avançar. Estávamos naquele impasse quando o franciscano nos vendo com tamanha devoção se aproxima e diz "Querem-se confessar?" e de imediato o João responde "Não Sr. Padre vimos cravar um jantarzinho",por entre risos, olha para nós com ar piedoso e diz "sigam-me", e lá fomos nós até à sacristia. Momentos depois tínhamos à nossa frente queijo, pão, marmelada, doces e água que julgo não era benta.
Depois com a malta de Viana andámos a fazer o roteiro das tasquinhas do vinho verde até que, já madrugada, o Arrais, amigo que conhecemos naquela noite, nos disse "em minha casa só estou eu e a minha irmã se quiserem ficam lá", foi o que quisemos ouvir, mas tínhamos uma surpresa a cama para nós os três era de casal e ninguém queria ficar no meio. Depois de muita conversa e coboiada lá se convenceu o João a ficar no meio com a advertência "está bem, eu fico no meio mas durmo de barriga para o ar". Os vapores do vinho verde foram melhor do que lorenim e dormimos que nem uns justos.
No outro dia de manhã, de imediato, começámos a indagar para saber onde era o casamento para o qual tínhamos sido convidados na véspera. Não fomos à igreja mas fomos recebidos no banquete com todas as honras pela noiva que levou logo uma saudação de FRA´S e os desejos de muitas criancinhas (a noiva era boa como o milho). Sentámo-nos, abancámos, comemos, bebemos e dançámos e quando demos por ela já tinha acabado o jogo da Académica. Mas FRA, que a jornada foi boa e deu muito gozo.
No outro dia apanhámos boleia com um sargento reformado que avisou "cuidado, vejam onde colocam os pés que o chão do carro tem buracos" depois, sempre que fazia uma curva era sempre fora de mão e dizia "estas curvas eu corto-as sempre" e nós cheios de medo também dizíamos "nós também nos cortamos".
Abílio Soares
NOtaTexto publicado em comentário ao texto do Rui Felício - A GRANDE CIDADE - (alvorada em Lisboa)
NOtaTexto publicado em comentário ao texto do Rui Felício - A GRANDE CIDADE - (alvorada em Lisboa)
Etiquetas: Abilio Soares, Boleias


7 Comentários:
Pois não Abílio!!!Outra seria eu...Chiça!!! Ao que vocês se expunham... Mas quem corre por gosto não cansa, né? Beijos. Juju.
alguns dos episodios que contas tive conhecimento deles há muito tempo. Especialmente a vossa postura na Igreja...
~Por isso a que me fez agora desmanchar a rir foi aquela do Sargento que cortava as curvas, a imaginar o vosso ar de pânico.. Com os pés molhados da água que terá entrado pelos buracos do chão do carro.
Rio-me mais com as vossas estórias da Briosa do que com os resultados do campeonato...
Ó Abilio EU DAVA DINHEIRO para ver a cena da igreja!
Quito
Estas e outras estórias semelhantes ouço eu contar desde menina desses estouvados mas galantes estudantes da vetusta cidade de Coimbra. Muito me orgulho de os ter conhecido.
Grata pela alegria que trouxeram à minha vida.
Será que tu és o Abilio que eu conheço ? Aquele certinho e direitinho ? Não pode ser!
Também te conheço algumas diabruras mas pensava que tinham sido pontuais. Afinal, já vinham a montante ...
Grande abraço.
Abilio,só lhe digo que com episódios destes,eu até faço figura de tolinha na rua,quando me lembro,tenho que me rir...
Nela Dias
Grande viagem. Bons tempos. Quando voltamos novamente a Viana? Grande abraço. João Espirito Santo
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