A Natureza Humana vista por uma Jovem Cavalinha
Eis a Dora Rodrigues Viana uma cavalinha com sangue "Apache", filhota da Olga e do Viana a manifestar a sua opinião sobre a sua geração e a dos pais.
Em post anterior a Dora manifestou-se e recebeu muitos elogios. Merecia-os.
E assim:
Não esperava receber elogios à minha mensagem, pois ela foi dedicada a vós. De qualquer forma, obrigada.
Em todo o caso aproveito as deixas para dizer o quanto é tarefa árdua transmitir estes ensinamentos aos nossos filhos! A tal fronteira com a exigência do agora de que fala o Abílio...
Trata-se de novas vivências e realidades, que fazem a diferença e a prevalência entre o “com quem brincar?” ou “onde brincar?” e o “com o quê brincar?” dos nossos filhos...
Antes inventavam-se brinquedos... Agora inventam-se listas de brinquedos...
Antes promoviam-se festas, caseiras... sem tempo... Agora vai-se às festas...
ou melhor, entregam-se os filhos nas festas, de preferência com insufláveis, lanche incluído e duração de 3 horas...
Antes faziam-se encontros, no Choupal, no Campismo, na Serra da Boa Viagem, nas garagens, para usufruir do simples Estar e Convivência... onde não faltavam os piqueniques, a bela sardinhada e as guitarradas dos amigos... Agora são os Foruns... ou, com sorte, um bom dia passado na piscina do amigo, que sempre encomenda os frangos ou as pizzas...
Antes inventávamos disfarces de Carnaval e faziam-se “assaltos” às casas dos amigos... Agora compram-se disfarces e mostram-se aos amigos...
Antes fazíamos cinema em casa com os desenhos animados do Vasco Granja... com as pipocas caseiras da mãe.. Agora temos uma enorme colecção de DVD’s em casa para fugir ao cinema em massa e às pipocas de pacote...
Não é missão impossível, mas torna-se difícil forçar um caminho que anteriormente era o naturalmente desejado e que hoje é maioritariamente absorvido pela massificação do consumo e do materialismo. Mais uma vez, penso que o papel dos avós enquanto “versão original” pode ajudar a fazer a diferença!
Despeço-me com a poesia de Eliot, querendo acreditar nas suas palavras, quando nos diz que:
“O tempo presente e o tempo passado
Estão ambos presentes no tempo futuro
E o tempo futuro contido no tempo passado.”
Dora Viana
Em post anterior a Dora manifestou-se e recebeu muitos elogios. Merecia-os.
E assim:
Não esperava receber elogios à minha mensagem, pois ela foi dedicada a vós. De qualquer forma, obrigada.
Em todo o caso aproveito as deixas para dizer o quanto é tarefa árdua transmitir estes ensinamentos aos nossos filhos! A tal fronteira com a exigência do agora de que fala o Abílio...
Trata-se de novas vivências e realidades, que fazem a diferença e a prevalência entre o “com quem brincar?” ou “onde brincar?” e o “com o quê brincar?” dos nossos filhos...
Antes inventavam-se brinquedos... Agora inventam-se listas de brinquedos...
Antes promoviam-se festas, caseiras... sem tempo... Agora vai-se às festas...
ou melhor, entregam-se os filhos nas festas, de preferência com insufláveis, lanche incluído e duração de 3 horas...
Antes faziam-se encontros, no Choupal, no Campismo, na Serra da Boa Viagem, nas garagens, para usufruir do simples Estar e Convivência... onde não faltavam os piqueniques, a bela sardinhada e as guitarradas dos amigos... Agora são os Foruns... ou, com sorte, um bom dia passado na piscina do amigo, que sempre encomenda os frangos ou as pizzas...
Antes inventávamos disfarces de Carnaval e faziam-se “assaltos” às casas dos amigos... Agora compram-se disfarces e mostram-se aos amigos...
Antes fazíamos cinema em casa com os desenhos animados do Vasco Granja... com as pipocas caseiras da mãe.. Agora temos uma enorme colecção de DVD’s em casa para fugir ao cinema em massa e às pipocas de pacote...
Não é missão impossível, mas torna-se difícil forçar um caminho que anteriormente era o naturalmente desejado e que hoje é maioritariamente absorvido pela massificação do consumo e do materialismo. Mais uma vez, penso que o papel dos avós enquanto “versão original” pode ajudar a fazer a diferença!
Despeço-me com a poesia de Eliot, querendo acreditar nas suas palavras, quando nos diz que:
“O tempo presente e o tempo passado
Estão ambos presentes no tempo futuro
E o tempo futuro contido no tempo passado.”
Dora Viana
Etiquetas: Dora Viana


17 Comentários:
Finalmente, minha querida Dora Cristina!
Sais ao Pai e à Mãe e demoráste a chegar...
Mas como sempre e em tudo, com a tua beleza e airosidade!
Parabéns.
Juju.
Também já fui comentar, no post do Abílio, onde fizeste o teu texto que à laia de comentário, se transformou neste Post!...A ti, ao Fernando e ao Alf!
Por isso me dizia hoje de manhã, o Fernando: diz alguma coisa à Dora! Respondi-lhe em bugalhos, por a nada se ter referido...
Beijokinhas aos dois.
Juju.
Boa Dora! Aparece!
Parabens Dora, pelo belo texto.Continua a colaborar com o nosso blog.
Um abraço também para os teus pais.
Sábias palavras de Eliot que conjuntamente com o céu estrelado do Rui e do teu texto, nos dão uma esperança de um melhor futuro.
Obrigada.
Parabéns à Dora pela oportunidade da sua intervenção.
DORA,
Não sei se conheces a história:
Tinhamos ido, com a Jú, a casa da Olga e do Carlos Viana.
Não recordo porquê... mas, como sempre a Jú estava cheia de pressa!
Em cima das socas, num vai-vem frenético, cirandava à volta da Olga. Abriu a porta da rua e tu, Dora, escapuliste-te para o exterior. "Dora Cristina, chama o elevador!", disse a Jú.
E, então, a cena deciosa:
Como uma bonequinha, baixada, as cuequinhas à mostra, tu, a gritar para a porta do elevador:
"Libadori!... libadori!..."
Com a emoção , nem me perguntem o que quiz dizer com: a ti, ao Fernando e Alf, mas devem ter sido beijinhos.
juju.
BILADORI? BILADORI?
Foi assim, Alf!
Jitos.
Juju.
Dora
Linda reflexão duma jovem!
Tal como tu acredito no sentido
da poesia de Eliot
e
Acredito nos JOVENS!
Olinda
Dorita,
Ontem à noite sentei-me na sala, ao lado da tua mãe, com um olho num livro e outro na TV. Como sempre, desconfiado com o programa televisivo e mais atento ao livrito. A tua mãe chamou-me a atenção para um filme que estava a começar. « Já vi este filme, é bom. Eu já vi, vale a pena ». Agarrou no seu portátil, como sabes a sua auto-prenda de Natal, e toda contente lá começou a bisbilhotar a sua caixa de correio e rapidamente saltou pata o Cavalo Selvagem. Eu ia olhando o filme, ela ia comentando o que ia vendo no blog.
De repente, dá um grito: «Olha a Dora !» Meio absorto com o filme, distraidamente, perguntei: «Dora? Qual Dora? » A resposta já veio meiga e doce. «A nossa filha. E é tão bonito o que ela escreveu! »
Vi-lhe uma lágrima rolando teimosamente pela face. Bem a tentou disfarçar mas eu vi. A TV apagou-se no meu interesse e, não querendo mostrar a minha curiosidade, se calhar ansiedade, fingi que me ausentava da sala para fumar um cigarro e corri para o nosso escritório ( assim pomposamente chamado ao teu ex-quarto ) e fui ver os comentários à "Natureza Humana" introduzido pelo nosso querido amigo Abilio.
Não se trata deste comentário que foi "postado". Trata-se, como deves adivinhar, do teu primeiro comentário.
Voltei à sala e disse à tua mãe :
«Já li»
Não disse nada mais e não me importei que ela percebesse que a sua lágrima tinha saltado para a minha face.
"""""""""""""""""""""""""""""""""
Estou absolutamente seguro que tu, com o Fernando a teu lado, saberás transmitir aos meus netos os valores que foste capaz de captar e de enriquecer.
Já não vais precisar de nós para cumprir essa árdua tarefa. Se precisasses, cá estaríamos.
Um beijo do teu pai babado...
Não vou escrever
Vou nada dizer
Sabes bem
mais importante
que o ter
é o ser.
Beijinhos
Abílio
Carlos, como estou convosco! Vocês como Pais e honrosamente babados, o Tio Carlos Alberto, igualmente, Eu de que maneira( o que aquela menina e o seu Fernando, me fizeram hoje choramingar...)Depois, todos os cavalinhos/as, que se manifestaram e o Alf e Daisy que ao telefone me disseram, que pretendem vir em breve ver-vos, e fotografar, a menina mais bonita que têm na lembrança, agora ainda com a sua maravilhosa prole e o seu Fernando!!!...
Beijos para vós, Papás babados, com toda a razão! Juju.
Dóstinininha,
O pai babado já disse tudo, ou quase, e é claro que eu quero acrescentar algumas palavras,porque tal como o pai disse, ficamos ambos emocionados pela surpresa, e pelo conteúdo do teu primeiro comentário ao post do Abilio.
És uma caixinha de surpresas ! tão depressa "rabeta", como doce... fazes jus à Aquariana que és! fiquei feliz por ti, porque os valores que te incutimos estão patentes nos padrões de vida, quaisquer que sejam.
Estou feliz por mim, porque sou tua mãe, e porque me apontas como avó educadora e atenta, objectivo a que me propus, aquando da decisão de partilhar da educação do meu neto Hugo.Também estou certa, que apesar das grandes dificuldades com que os pais de hoje se confrontam, tu encontrarás o caminho,e a intuição, para fazeres destes teus lindos filhos, grandes homens de amanhã.
Tua mãe,que continuará a estar sempre, a um passo de ti.
Minha Linda Menina, os meus Parabéns e concordo a 100 por cento contigo. Entendi perfeitamente o teu discurso tão explícito, tão eloquentemente descrito e sem ser maçador nem sofisticado! Eu e a minha filha Diana temos comentado muita vez isto mesmo, embora nalgumas realidades existentes, se possa dar por vezes a volta e não sermos completamente absorvidos por tudo o que nos querem impingir, mas concordo que nem sempre é fácil... É um gosto, um prazer mesmo ler análises de pessoas mais novas que felizmente possuem um apurado sentido crítico e não renegam o que de positivo a geração dos Pais delas lhes transmitiu e diluir-se nestes tempos, garantindo algum equilíbrio e harmonia! Foi bom conhecer-te através da escrita e mantém essa firmeza, essa lucidez de ideias. Beijito Isabel Melga
À conta da família Viana, mais o Fernando, sem ser Viana, o tio Beto e ainda o Alf,(estes ao longe), conseguiram mais uma directa de mim, deste computador, para o do serviço!
Fascisto, faz-se aquilo?
Leio a minha Dostinininha, pranto-me em lágrimas; leio o meu querido Fernando e mais as faz engrossar...telefona o Alf, que a quer vir fotografar, como à sua prole, mais um desenrolar de lacrimejo; vem o tio Beto,(Carlos Alberto), pla net, os lenços aqui perto de mim, acabam! Depois o Abílio e lá tenho de descer as escadas, para ir buscar mais lenços.
Como se ainda fosse pouco, chega o papá Viana para me derreter em choro, com a lágrima que a mamã Olga lhe pegou...
Pensando que já acabara e assoando-me persistentemente, aparece a tal de mamy Olga, para me pôr como estou de momento, em verdadeiro pranto!!!
Dois pacotes de lenços se foram, pois não sou das mais choramingas!
Lembrar esta menina tão querida, como sempre foi, desde que nasceu bela, como nunca vi nenhum Bébé à nascença, tão pouco os dela própria, como o sabe de minhas palavras, há muito e tendo motivos para o afirmar!
Porquê? Vi nascer e ajudei, centenas de partos, pla profissão que abracei!
E por isso... precisavam, todos os referidos, fazerem-me encharcar a base da secretária de lágrimas, ainda a estas horas?
Como tudo é tão sentido, ninguém tem culpa, nem eu por assim ser!
Mas que orgulho para todos os causadores deste meu mal!
Esta menina continuou a ser sempre a mais bela, como o bébé que vi com 3 horas!
Quem diria que o viria a ser para sempre, e a todos os níveis, a mais BELA???
Os maiores beijos de sempre, Dora Cristina.
Juju.
Olga e Carlos Viana
Como apreciei a vossa sensibilidade! E tu Carlos, que bem que escreves!
Já não sei se é a filha que sai aos pais ou se são os pais que saem a filha!!!
Um abraço
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