NOITADAS
RELÓGIO DE CUCO
Tinha os meus 16 anos.
Pedi aos meus pais para ir a uma festa de amigos a seguir ao jantar...
Autorizaram-me sob a condição de não aparecer em casa depois da meia noite.
- Prometo! disse eu...
Mas as horas foram passando e as bebidas e o álcool a acumularem-se no estômago e no sangue, cada vez em maior quantidade. Pouco antes das 3 da manhã, bêbado que nem um cacho, despedi-me dos outros que estavam como eu, ou piores ainda, e fui para casa.
Mal entrei e fechei a porta, o relógio de cuco que tínhamos no hall disparou, o pássaro de madeira saiu da gaiola e cantou 3 vezes. Receoso que os meus pais tivessem acordado e se apercebessem das horas tão tardias, resolvi tentar imitar o relógio e fazer “cu-cu” mais 9 vezes.
Assim, para quem ouvisse o cuco, seria meia-noite! Fiquei orgulhoso de mim mesmo, por me ter ocorrido uma ideia tão brilhante e oportuna. Pelo silêncio da casa, a habilidade parecia ter surtido efeito.
Tinha evitado o sermão e missa cantada que o atraso me agoirava .
Na manhã seguinte, o meu pai perguntou-me a que horas tinha eu chegado. Respondi-lhe: - Devia ser mais ou menos meia-noite!
O ar do meu pai não denunciava qualquer desconfiança. Parecia que daquela vez eu tinha escapado! Graças à minha repentina imaginação... Então ele voltou-se para a minha mãe e disse-lhe calmamente:
- Precisamos de um relógio novo, ou de mandar reparar este... E prosseguiu, perante o meu olhar atento e progressivamente mais incrédulo: - Esta madrugada o nosso relógio fez “cu-cu” 3 vezes, depois, não percebo porquê, berrou um prolongado “meeeerda!”.
Fez “cu-cu” mais 4 vezes e espirrou estrondosamente.
Voltou a cantar mais 3 vezes, gorgolejou duas pastosas gargalhadas e acabou por fazer “cu-cu” mais 2 vezes.
A seguir deve ter tropeçado no gato que miou assanhado, deitou abaixo a mesinha da entrada da sala, arrotou cavernosamente, vomitou na carpete e só depois é que recolheu à sua casinha.
27-01-2009
Mal entrei e fechei a porta, o relógio de cuco que tínhamos no hall disparou, o pássaro de madeira saiu da gaiola e cantou 3 vezes. Receoso que os meus pais tivessem acordado e se apercebessem das horas tão tardias, resolvi tentar imitar o relógio e fazer “cu-cu” mais 9 vezes.
Assim, para quem ouvisse o cuco, seria meia-noite! Fiquei orgulhoso de mim mesmo, por me ter ocorrido uma ideia tão brilhante e oportuna. Pelo silêncio da casa, a habilidade parecia ter surtido efeito.
Tinha evitado o sermão e missa cantada que o atraso me agoirava .
Na manhã seguinte, o meu pai perguntou-me a que horas tinha eu chegado. Respondi-lhe: - Devia ser mais ou menos meia-noite!
O ar do meu pai não denunciava qualquer desconfiança. Parecia que daquela vez eu tinha escapado! Graças à minha repentina imaginação... Então ele voltou-se para a minha mãe e disse-lhe calmamente:
- Precisamos de um relógio novo, ou de mandar reparar este... E prosseguiu, perante o meu olhar atento e progressivamente mais incrédulo: - Esta madrugada o nosso relógio fez “cu-cu” 3 vezes, depois, não percebo porquê, berrou um prolongado “meeeerda!”.
Fez “cu-cu” mais 4 vezes e espirrou estrondosamente.
Voltou a cantar mais 3 vezes, gorgolejou duas pastosas gargalhadas e acabou por fazer “cu-cu” mais 2 vezes.
A seguir deve ter tropeçado no gato que miou assanhado, deitou abaixo a mesinha da entrada da sala, arrotou cavernosamente, vomitou na carpete e só depois é que recolheu à sua casinha.
27-01-2009
Etiquetas: Contos


23 Comentários:
Fabulosa!!!!!!!!!!!!!!!!!
Parabéns ao autor.
José Leitão
Imaginação prodigiosa, que assim narra uma estória!...
Estou lá, a ver deliciada...
As minhas gargalhadas é que estragaram tudo, foram as minhas!!!
Beijos ao Autor.
Juju.
Assim volto de novo :))))
CHICO
Eu sabia Chico que voltavas, após te dizer o que tinha sido postado...
Ainda bem ! Que bom!!!
Beijos para os dois.
Juju.
Este texto deixou-me felicíssimo.
Jó-Jó
Jó-Jó??? Na mesma onda, pois é?
Beijos grandes para ti!
Juju.
A mim também JÓJÓ, a mim também!!!
Um abraço,
Alfredo
Uma história bem graciosa e muito bem contada, mas de novo sem signatário
Que estranho!!!...
Parabéns ao autor. Foi pena não ter contado o resto do sermão.
Destas, queremos muitas mais!...
Pois é JÓ-JÓ, o ladrão volta sempre ao local do crime....
Pois é JÓ-JÓ, o ladrão volta sempre ao local do crime....
Vou já pôr uma velinha à Nossa Senhora da Aparecida
CHICO, esta é para ti.
Então agora andas a reboque do "PADRINHO"?
Nela
hoje estás em dia não :)))
CHICO
Noitadas que metam cu...cu...cu,
horas marcadas,tosse e vómitos
são as noitadas mais felícias que
alguém pode ter...
Olinda
sr.Plebeu
a infanta pede-lhe um autógrafo
na Capa da LUCKY...só falta o senhor...ande lá...
infanta raffaela
Graciosa Olinda! Comentário mais engraçado!!!
Beijinhos.
Juju.
Com todo o respeito, pla Sra. D. Fernanda Gonçalves e pla simpática canadiana, Raymonde Verreault, somos nós os cavalinhos/as, que incessantemente, todos os dias o prócuramos neste Blog! Ele não tem qualquer dúvida de tal!...
Que fique bem claro!!! Obrigada.
Beijos grandes Rui e muito grata por voltares, após tantos pedidos!
Juju.
Ehehehe...que sorte teve o "moinante"...imagine-se... por certo não abriu a luz para não acordar os progenitores, vai direitinho à porta do quarto... não vendo uma mas sim duas, lança a mão à maçaneta que devia de lá estar e... não está,tropeça na carpete, bate com a cabeça na parede e em vez de cucu, herda um majestoso galo... continuando a ser bafejado pela fortuna, caiu "estafado e cansado", após um dia de tão árdua lavoura, em cima da cama, que "por acaso" era a sua, não podendo ouvir, na primeira madrugada, os "bons dias" de tão singela ave canora... lá diz o velho ditado...ao menino e ao borracho...põe-lhes Deus a mão por baixo.
Mariazinha da Silveira
Esta estoria não foi assinada porque é um estoria ja muito antiga.
De certeza que o seu postador teve o bom senso de não dizer que era dele.
Também tu és muito antigo mas não escreves nada, Intruso!
Já que estamos hoje em "maré" de Aleixo, aqui vai uma das dele que suponho ser oportuna:
Para não fazeres ofensas
E teres dias felizes,
Não digas tudo o que pensas,
Mas pensa tudo o que dizes
Esta texto é o máximo!!!!
Parabéns ao autor
Considero este pai um grande pedagogo!
Sem violência,com sentido de humor chegou ao ponto pretendido.
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