Nunca estamos sós ....
Nunca estamos sós completamente com as nossas memórias e ao fazer a partilha delas,avivamos as recordações que são comuns a tantos de nós.
O avião era pilotado por um jovem aviador que estava enamorado por uma menina muito recatada que morava no Tovim, filha de um capitão do exército que deve ter hoje setenta ou setenta e dois anos, mas não digo o nome porque não pedi autorização para o fazer.Hoje um avó babada que vive em Lisboa,desde o inicio da década de sessenta,já que tendo casado por volta de sessenta ou sessenta e um, foi logo morar para lá.
O jovem aviador andava a fazer piruetas ou a exibir-se para a sua apaixonada que o observava de casa,mas baixou de mais e entrou num "poço de ar" que fica mesmo situado ao cimo da actual Av.ª Dr.Elysio de Moura, portanto no Tovim. E,ao entrar nesse poço de ar,os remoinhos foram fatais porque não mais teve hipotese de controlar a aeronave.
Como se imagina para ela foi um tremendo desgosto,mas a dor muitas vezes também é mestra para ajudar a evolução da alma e do coração, e assim, voltou a apaixonar-se e casou como já referi.
E já agora que falei no Tovim deixo uma pequena curiosidade:
O Tovim em 1640 deu dois jovens para a Guerra da Restauração que durou vinte e oito anos.Estes jovens foram recrutados porque naquela zona eram os únicos que tinham irmãos e as mães não eram viúvas, isto segundo o que se pode ler na tese de doutoramento do Historiador Professor António Oliveira da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra,e que os identifica.
Penso que na actual rotunda do Tovim, ficaria bem uma referência de homenagem a estes dois jovens que ajudaram a nossa Pátria a libertar-se do jugo espanhol.
Nela Dias
O avião era pilotado por um jovem aviador que estava enamorado por uma menina muito recatada que morava no Tovim, filha de um capitão do exército que deve ter hoje setenta ou setenta e dois anos, mas não digo o nome porque não pedi autorização para o fazer.Hoje um avó babada que vive em Lisboa,desde o inicio da década de sessenta,já que tendo casado por volta de sessenta ou sessenta e um, foi logo morar para lá.
O jovem aviador andava a fazer piruetas ou a exibir-se para a sua apaixonada que o observava de casa,mas baixou de mais e entrou num "poço de ar" que fica mesmo situado ao cimo da actual Av.ª Dr.Elysio de Moura, portanto no Tovim. E,ao entrar nesse poço de ar,os remoinhos foram fatais porque não mais teve hipotese de controlar a aeronave.
Como se imagina para ela foi um tremendo desgosto,mas a dor muitas vezes também é mestra para ajudar a evolução da alma e do coração, e assim, voltou a apaixonar-se e casou como já referi.
E já agora que falei no Tovim deixo uma pequena curiosidade:
O Tovim em 1640 deu dois jovens para a Guerra da Restauração que durou vinte e oito anos.Estes jovens foram recrutados porque naquela zona eram os únicos que tinham irmãos e as mães não eram viúvas, isto segundo o que se pode ler na tese de doutoramento do Historiador Professor António Oliveira da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra,e que os identifica.
Penso que na actual rotunda do Tovim, ficaria bem uma referência de homenagem a estes dois jovens que ajudaram a nossa Pátria a libertar-se do jugo espanhol.
Nela Dias
Etiquetas: Nela Dias



6 Comentários:
Nela:
Lembrava-me vagamente da história do piloto enamorado. Foi muito comentada na altura.Lembro-me , também, de se dizer que ele tentava fotografar a casa da namorada quando perdeu o controle do avião.
No que dá o enamoramento...
Oh Nela, o que tu sabes!...
Como o Rui diz, o enamoramento leva a loucuras...
Desculpem-se os apaixonados.
" A única coisa que não tem limite é o amor. Dignifica-nos, torna-nos bons. Somos nós para além de nós".
Nela
Oxalá esta história te abra o apetite para continuares com mais posts.
Também eu conhecia a menina amada desse piloto. Lembro-me bem de a ver a chorar por ele e do desgosto que teve.
E tudo passa...
A Nela Dias é uma conhecedora de assuntos vários,desde a Filosofia,a História,aos amores e desamores.
Não me lembra deste acidente,mas foi demasiado trágico!
Lembro-me bem e fui ver, in loco,os detroços e o corpo lá estava envolto num lençol.
Nessa altura,essas "brincadeiras" perigosas eram muito frequentes
sobre o bairro...encolhiamo-nos todos cá em baixo.
Olinda
Também gostei de reavivar a memória, pois também me lembro da queda deste avião!
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