Século XIX... XX... XXI... , e as amizades, “reais” ou “virtuais”?
Não obstante a adversidade, o Alvaro continua com determinação e honra, uma missão que se confiou:
A memoria colectiva da Nossa Malta, o Cavalinho Selvagem, o traço-de-união para as amizades de ontem e de hoje. O tempo passa e, quando damos conta, o que aconteceu com a nossa vida? o que fizemos dela? onde estão os bons amigos e quem são eles? Ontem no BMC, na Escola, no Colégio, no Liceu, na Universidade, hoje no mundo real, acontece que levamos a nossa vida adiante, assumindo os nossos compromissos e responsabilidades. E quando paramos para pensar, por onde andam os amigos dos tempos de escola? E aqueles bons amigos que nos faziam rir com apenas meia dúzia de palavras simples, ditas sem o menor pudor? E aquele amigo chato, como o bicho carpinteiro, com quem nem sempre concordava-mos, mas que no fundo estava sempre ao nosso lado? Onde estão eles agora?Tenho grandes amigos e nem o tempo ou a distância física foram capazes de dificultar essas amizades que guardei a sete chaves.
Reais ou virtuais, próximos ou distantes, o que importa é aquilo que bate cà dentro. O que importa são os momentos presentes, a nossa história que continuamos a construír todos os dias. É certo que as nossas contribuições são limitadas.
A vida é assim, fazer amigos e preservar os já existentes são fios da mesma teia … Alvaro, somos teus amigos !
Carlos Falcão
Etiquetas: Carlos Falcão


8 Comentários:
Amigo Falcão,
Sabemos que uma das coisas que nos distingue dos outros animais é sermos seres conscientes. Por isso temos passado, presente ... e futuro. Mas sabemos que (ia a dizer infelizmente mas não estou seguro) o futuro é limitado e isso leva-nos a procurar viver p presente de modo sempre intenso. Somos também seres com sentimentos, que provocam em nós emoções. A amizade é um dos mais belos sentimentos. A questão é que cada vez mais os nossos encontros são mediatizados pela tecnologia. Perdeu-se o sentido do espaço público, da ágora grega. Onde está o picadeira da Rua A dos nossos tempos de meninice? O GRECO/KAMUK para onde foram? O Cavalo Selvagem dos nossos jogos? Os novos espaços públicos são cada vez mais artificiais e potenciam os desencontros (olha só para este blogue...).
Tu és um feroz defensor do tempo presente. Trata-se do teu grito a favor da vida, que partilho. Mas o passado, a memória é uma componente fundamental para saber viver o presente, projectando o futuro. Hoje de manhã as televisões davam a notícia de que vai ser inaugurada amanhã, 25 de Abril, em Santa Comba Dão, a praça Salazar...
Jó-Jó
Falcão:
Só mesmo tu para , dum modo tão simples, dizer aquilo que nos vai na alma a todos...
Boa Falcão, já disseste o essencial! Quem souber e puder que cultive o mais importante que é o que cada um constrói dentro de si. A verdadeira amizade sobrevive às mudanças do mundo à nossa volta.
As boas amizades temos a obrigação
de as solidificar...quer relembrando o passado, mas muito mais VIVER o presente com VERDADE e
ESPERANÇA no sentido da construção de um FUTURO com familiares e amigos,evitando a solidão.
Falcão,um beijinho
A amiga e vizinha da rua B
Maria
Álvaro, viva a 3ª via...
Um abraço, Falcão.
É um prazer ver-te assim feliz, jovial, cheio de jenica... prezando os amigos e a amizade.
genica é com g, gaita.
Álvaro
O Falcão disse tudo e ainda acrescentou que somos teus amigos...
O presente é feito, em grande parte, do passado; se este foi bom porque é que aquele não o há-de ser também?...também no passado houve tricas entre nós; fazem parte da vida...incorrecções é que não...
Enviar um comentário
Subscrever Enviar feedback [Atom]
<< Página inicial