Uma Esquina na Historia Lusa - 1° Dezembro.
Confesso que sinto alguma nostalgia quando vejo o modo respeitoso como os franceses ou os britânicos comemoram as suas datas fundacionais, ao mesmo tempo que observo nos "média" portugueses a que tenho acesso pela Net, a desinteresse com que, em Portugal, se olham tempos similares nossos.
E isto é tanto mais estranho quanto a nossa História, por ser muito antiga e rica, justificaria que as novas gerações olhassem para ela com bastante orgulho.
Na minha juventude, o 1º de Dezembro era uma data cheia de comemorações. Por todo o país, haviam desfiles e romagens esforçadamente patrióticos. Nos meus primeiros anos na Escola Brotero, em Coimbra, para a marcha militarista obrigatória que fazíamos pelas gélidas ruas da cidade, de calção castanho e camisa verde, lá íamos de costas direitas como um "Lusito"... esquerdo... esquerdo....Será que no futuro, as novas gerações não terão conhecimento desta pagina da história que formou a terra Lusa?Aproveito, com esta relembrança sobre a Restauração, para deixar claro que as memórias que, por vezes, trago para o nosso blogue, não representam, necessariamente, qualquer saudade de outros tempos.
Com escassas excepções, o presente é bem melhor do que tudo o que ficou do lado de lá da esquina da História, por mais graça que esse tempo tenha então tido, por mais complexa que a vida de hoje seja. Pelo menos, eu penso assim, com sinceridade.O melhor está para a frente!...Carlos Falcão
Etiquetas: Carlos Falcão


9 Comentários:
Falcão
Regressaste!!!
Gostei imenso de ler o teu texto...
A determinada altura falas em o NOSSO BLOG.
De facto ele é um elo de união entre muitos que o lêem e alguns que o vão comentando.
Talvez esse elo, esse desejo de relembrar o País, Coimbra e o Bairro, através deste blog, seja mais evidente para os que estão além fronteiras...
Um abraço
Oh Falcão, ainda te lembras desses tempos da Brotero. Em 1959 éramos da mesma turma e, de facto, o 1º de Dezembro foi comemorado com um desfile de míudos fardados frente ao Lyceu José Falcão (então D João III), numa manhã gelada.
Não sei de onde me veio a inspiração, mas consegui baldar-me e nunca mais fui às tardes da Mocidade Portuguesa. A bronca foi no final do ano, quando me obrigaram mesmo a ir à "formatura" e depois de responder à chamadada do meu número (1035), apanhei dois valentes tabefes do mestre Balhau com o comentário: "- Porque é que não respondeste. Um ano inteiro a vir aqui e não responder à chamada, ainda te arriscavas a chumbar por faltas..."
E lá me safei.
Doutra vez fecharam-nos os portões para irmos todos a uma manifestação de desagravo contra Nehru por causa de uma esquisita decisão do Tribunal Internacional de Haia sobre a questão de Goa. O pior é que um da nossa turma, o Beirão, consegui furar pelo portão e depois foi a debandada geral, acho que contigo na primeira leva.
Outros tempos.
Bem vindo sejas amigalhaço FALCÃO,já tinha saudades tuas.Vocês faziam desfiles e nós tinhamos de ir á missa em SANTA CRUZ.Um beijo para ti da GINA FAUSTINO
Com que agrado vejo teu rosto e teu texto neste BLOGUE!
O meu sincero desejo era, mesmo... poder abraçar-te e ter contigo algumas longas conversas para te conhecer melhor. Gosto do que dizes e como o dizes...
Quem sabe se algum dia "tal" se poroporcionará!
A história e todo o nosso percurso não se apagará.
Tiremos do passado o que realmente foi grandioso e sobre esses momentos que nos deram prazer construamos dias bonitos e frutuosos.
Beijitos meu amigo FALCÃO. Trazes sempre contigo, reservas de esperança.
Viva a Restauração
Que fez voltar o Falcão!
Tal como diz a Gina,tínhamos de ir à missa a Santa Cruz e trazer uma senha comprovativa da presença.
Vai aparecendo.
Olá!!!
Benvindo, Falcão!
Gostei e lá me revi na igreja de Santa Cruz...
Olinda
É curioso!!!!
Eu não tinha que a ir a missa nenhuma!!!!
Nem me lembro de qualquer outra obrigação!
Para mim só era dia de festa... pois não tinha aulas, não tinha que me levantar tão cedo, tinha os pais mais tempo em casa e mais tempo para a brincadeira.
Bem vindo FALCÂO.
Um Abraço.
Tonito.
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