Vivências diferentes. As asneiras.
Quando cheguei ao Québec fiquei admirado, pois as comissões das escolas eram religiosas. Assim havia a Comissão das Escolas Católicas de origem francesa, a Comissão das Escolas Protestantes de origeminglesa, a das Escolas Judias, etc. Hoje tudo isto está ultrapassado e é a cada um de escolher os meios para ensinar a sua religião aos seus descendentes.
Com a vivência comecei a notar que as pessoas eram de facto muito religiosas pois falavam muito em hóstia, tabernáculo, cálice, etc. Tal não me admirava pois a catequese era dada nas escolas e as pessoas quando queriam iam às igrejas, o que era absolutamente normal. Só que com o tempo fui verificando que tudo o que é mau tem nome de objectos da igreja e para eles cálice tem tanta força como para nós "me...", ou tabernáculo dito de certa maneira é o mesmo que para nós "filho da p...", etc. Por outro lado dizer "me..." com todas as letras, não é levado no sentido de asneira em muitos casos e até tem certas etiquetas como por exemplo: - uma pessoa vai ter que enfrentar um desafio e pergunta a outra(s) com quem está a conversar se lhe deseja(m) "boa sorte" ou"me...". Se a resposta fôr "boa sorte", a pessoa agradece por educação. Se a resposta fôr "me... " que tem muito mais intensidade que "boa sorte" na mentalidade destas gentes, não pode agradecer pois agradecer, tirar-lhe-ia a sorte no que vai tentar realizar. Enfim, como estou condenado à excelência, lá vou vivendo com esta "me..." toda. Chico Torreira
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5 Comentários:
Os artistas,antes de um espectáculo, desejam muita me...
Terá origem canadiana esta expressão?
É uma expressão francófona que veio do meio artístico e hoje utilizada normalmente a nível das populações. Sendo assim, é possível que também seja utilizada a expressão no meio artístico português "parte uma perna" para desejar a mesma sorte, só que esta frase vem do meio artístico inglês "break a leg" que hoje também é utilizada geralmente. E uma boa sorte, bem portuguesa.
Pois, nestas andanças da música de muitos anos, por "culpa" do mais novo lá de casa, ouvi várias vezes essa estranha forma de desejar sorte a quem entra em palco. ..."muita m...." dizem.
Noutra perspectiva, a linguagem colorida, também tem grande aceitação no Norte do País. São tudo palavrões dos mais "brilhantes" do cardápio, mas sem pretenderem ser ofensivos...
Está-lhes na massa do sangue, como o oxigénio que respiram...
Um abraço Xico Torreira
NO COMMENTS!!!
Pois...
TORREIRA EU SOU RUI SHIRLEY QUE ESTIVEMOS JUNTOS EM NAMPULA
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