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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Cavalinhas, cavalinhos, somos solidarios

HAITI, terra maldita ?.
Tive a oportunidade de precorrer "profissionalmente" este país.
50% dos haitianos, vivem abaixo do limiar de pobreza. Inimaginavel!..
"vizinhos do lado"- mesma ilha - da cosmopolita e turistica Républica Dominicana.
Haiti, um país duramente atingido: crises politicas, motins, más colheitas, deslizamentos de terra , corrrupção, violencia e agora o terramoto. Um pesado tributo!
Porque serão sempre as populações mais pobres as mais martirizadas ?
Quadro adquirido por C. Falcão numa das suas visitas ao Haiti

Á
TERRA D'HAITI
Terra mortal e terra da imortalidade
Terra de desolação e terra prometida
Terra pura e de retribuição
Terra de redenção como a terra de Haiti
Sagrada e sacrificada
Mas também terra de luz e de perdição.

Extrato dum poema de Jean Métallius, oriundo de Haiti


Somos solidarios da pena dos Haitianos
Carlos Falcão

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20 Comentários:

Blogger quito disse...

O Haiti transformou-se no inferno na Terra. Gente paupérrima, viu engolidos os seus parcos haveres e milhares de vidas.
Ninguém minimamente bem formado, poderá ficar indiferente a este enorme cataclismo. Milhares de pessoas entregues à sua sorte, pois até os hospitais que os podiam socorrer estão em escombros.
A ajuda internacional está a mobilizar-se. Espera-se que consigam minimizar tanto sofrimento. O Falcão tem razão. Porque será que esta gente, já de si tão pobre e infeliz, ainda tem que suportar uma catástrofe destas? Como diziem o brasileiros numa graça (que neste caso não tem graça nenhuma) pão de pobre quando cai é sempre com a manteiga para baixo.
Muita solidariedade para com este pobre povo é o que se pede a todos nós. Ninguém tem o direito de se sentir indiferente...

12:18 p.m.  
Blogger Manuela Curado disse...

Pensara postar algo alusivo ao acontecimento.
Ontem... curtida de tristeza, arrepiada de pavor, assisti aos quadros delicerantes daquela ilha.
Não consigo esquecer o rosto, aparentemente impávido, de uma criança que atónita via todo aquele terror.
Gastara algum dinheiro em compras superfluas e fui para a cama com uma sensação de culpa e vazio.

1:31 p.m.  
Blogger Manuela Curado disse...

És uma surpesa, Falcão.
Não te conhecia tamanho dote.
Lindíssimo e transporta a exuberância, a luz e a beleza das Caraíbas.
Parabéns, temos ARTISTA

1:35 p.m.  
Blogger Pedro Sarmento disse...

Bonita tela. Um singelaa homenagem ao Haiti, que não são 50% mas sim 80% da população a viver com cerca de 1 euro por dia. O palácio presidencial caiu, mas ainda assim uma minoria como em todos os países vive à grande e à francesa em faustosos Palácios enquanto o povo vive na miséria. Será eternamente assim?? Estou convencido que sim.

1:46 p.m.  
Blogger Chico Torreira disse...

Desde os primeiros momentos que temos sido bombardeados 24 horas por dia com o que se passou, assim como com a evolução que vai tendo a situação.
Não lhes bastou os regimens Duvalier que levou à fuga de quadros e que faz com que hoje seja difícil uma recuperação económica e social, a instabilidade política que viveram posteriormente durante vários anos, as cheias de ainda há uns três ou quatro anos, os dois furacões posteriores e agora o tremor de terra!!!! Não bastava a situação política a que foram sujeitos quando ao lado tinham na mesma ilha a Répública Dominicana estável como dito pelo Carlos Falcão, a miséria económica originada pelos regimens políticos anteriores e ainda mais todas estas castátrofes. São as orações e a espiritualidade que tem levado este Povo a fazer frente a todas estas fatalidades com uma serenidade fora de série.

Esperemos que recebam a ajuda necessária não só de países, como de companhias privadas e particulares através da Cruz Vermelha, pois é um povo que mais não tem feito que tentar manterem-se vivos.

Os países que têm lá vários cidadãos, devem quase todos ter mortes. O Canada mas principalmente o Quebec que é de língua francesa, têm-os. Além disso, existe aqui no Québe uma grande diaspora Haitiana que foi fortemente tocada. O Brasil que tem tropas ao serviço da ONU em Port-au-Prince, deve ter um número elevado de mortes pelas últimas notícias.

Quanto à recuperação vai ser outro problema pois além dos hospitais referidos pelo Quito também caíram muitos edifícios governamentais como ministérios, prisões, além da sua Casa Branca que era o único orgulho que aquele povo poderia ter. Neste momento há que evitar as epedemias. O próprio presidente do Haiti numa conversa informal no meio dos escombros, dizia ontem que nem Ele sabia aonde iria dormir.

Começa uma esperança, pois os americanos e os canadianos já estão em Port-au-Prince. De notar as reacções imediatas da França, Venezuela e Brasil, só que geográficamente estão mais longe.

Quanto ao rosto tristinho e o olhar no vazio desse miúdo, está a dar a volta ao mundo como se fôsse o orgulhoso emblema de uma fatalidade.

Votos que a fatalidade deixe de descriminar este Povo.

1:57 p.m.  
Blogger Chico Torreira disse...

Uma achega ao comentário das 13:57

Começa-se a ter uma noção maior das dificuldade a encontrar pois até os guindastes do porto estão partidos. Nem tudo é negativo. O governo canadiano dobra as ofertas dos particulares à Cruz Vermelha, além do que está a fazer e disponibilizou em dinheiro. Os franceses e os belgas também já chegaram. A partir de agora devem chegar mais. Internacionalmente há um grande números de países prontos a ajudar o Haiti. Haja esperança.

5:26 p.m.  
Blogger quito disse...

Continuemos atentos. Mesmo na situação preocupante que o nosso País atravessa, Portugal deverá ser solidário, seja em ajuda monetária ou disponibilizando outros meios, como tendas de campanha, equipas de salvamento e cães treinados para busca. Temos um hospital de campanha que ainda não foi utilizado e que poderá ser enviado,bem como elementos da AMI.Alguns tenho conhecimento que partiram esta tarde, bem como elementos da protecção civil.
Apenas uma saudação ao Falcão que não pára de nos surpreender. Depois da escrita e da sua vertente despotista, aparece-nos agora com a sua arte pictórica.
Salut Falcão...

5:36 p.m.  
Blogger Manuel Cruz disse...

Para melhor compreender o Haiti, recomendo vivamente a leitura de Jacques Romain, de que existe pelo menos uma obra editada em português: "Governadores do orvalho".
Ao Carlos Falcão deixo a dica de que procure saber se ainda existe alguma cópia do filme, baseado nessa obra do escritor haitiano, que passou na televisão francesa em 1975 e venceu nesse ano o Prix de la Confrérie des Arts

7:01 p.m.  
Blogger celeste maria disse...

Os contrastes que nos chocam!

Imagens de desalento e impotêmcia e destruição e morte...


A beleza de um artista,gravada em tela!

8:15 p.m.  
Blogger olinda Rafael disse...

A Natureza tem coisas muito boas
e coisas muito más!
O Homem contribui para umas e para outras...
A dor é imensa!
A solidariedade emerge e bem!
E depois... continuarão sem os mais elementares DIREITOS HUMANOS...??? Pois...o ciclo repete-se? Os países desenvolvidos
"assobiam para o lado"...

11:12 p.m.  
Blogger Chico Torreira disse...

É isso que é preciso. Que cada país ajude como poder e o melhor que poder. Aqui sentiu-se mais pois a diaspora Haitiana é superior a meio milhão de pessoas no Québec e só do Québec, habitam lá uma dezena de milhar que devem começar a chegar dentro de dez minutos. Também há aqui um número elevadíssimo de crianças haitianas adoptadas, o que levou a momentos angústiosos dessas famílias em relação aos familiares das crianças. O problema é que está muito difícil de dar ajuda na quantidade necessária, pois saíram duas fragatas cheias de materiais de primeira necessidade mas não se sabe aonde vão descarregar. O navio hospital dos EUA ainda não sabe se pode atracar pois os portos estão bastante danificados assim como os barcos acostados. Outro exemplo é o da equipa de busca e salvamento DART do Canada para situações extremas, que é muito completa e entre os seus materiais possui fábricas móveis para tratamento e filtragem de água, que neste momento é imprescindível. Só que já lá estão deste ontem à noite mas a escolha do local, a montagem e verificação do funcionamento do sistema leva umas horas larguíssimas. As pessoas estão a ser tratadas com a pele suja, pois a água é só para os casos mais graves. Não sei se já notaram mas o Google apresenta uma vista da cidade depois do terramoto. Enfim, talvez neste caso fôsse necessário um Sebatião José de Carvalho e Melo assim como por motivos das cheias um D. Dinis, só que os movimentos contra próprios desta época, seriam tantos que é melhor deixá-los lá estar descansados. Não haja dúvida que desta vez nota-se uma solidariedade internacional que não tem sido habitual, o que é excelente e uma esperança muito grande para o futuro. Será o efeito Obama? – Esperemos que continue.

12:04 a.m.  
Blogger Chico Torreira disse...

Olinda

No caso do Haiti é mais que verdade que no passado os direitos humanos não foram respeitados sobre nenhum aspecto. Só que actualmente, o presidente é uma pessoa que tem conseguido consenços. Voltar ao passado não é impossível mas pouco provável. Têm recebido uma grande ajuda internacional a pedido do seu presidente René Préval para impôr a ordem interna. Dentro desse campo, a ONU tem-lhe prestado um auxílio real com milhares de militares e outras instituições, para que este país venha dentro de anos a ter uma estrutura própria, o que estava a acontecer. Também os países vizinhos têm contribuído largamente para a manutenção das ONG's no terreno, além da participação militar e policial. E toda esta ajuda com uma visão de longo prazo como aconteceu no problema Grécia com a Turquia, que durou vinte e cinco anos. Como a ajuda necessária para chegar junto das populações tem encontrado dificuldades em actuar no terreno derivado aos destroços e falta de meios, é natural que as pessoas comecem a ficar instáveis e assim apareçam alguns que queiram aproveitar para tentar outra vez o vandalismo. É para evitar novamente o caos que a esta hora já devem ter partido polícias de Montreal que além de falarem o francês que é a lingua oficial local, falam o creolo haitiano. São pessoas que já lá estiveram no passado em serviço de cooperação ou são originários de lá, a fim de se juntarem aos que já lá estão. Também se lá vão juntar polícias de outros países vizinhos. Tenhamos fé no futuro do Haiti.

1:02 a.m.  
Blogger olinda Rafael disse...

Desiludida,sim Chico!
Mas quem mais sofre e,não apenas
neste momento de tragédia,continua
com ESPERANÇA porque é o único Remédio que tem...
Não só no Haiti.
Esperança em Obama tenho, acredito
em muitas propostas dele...mas "os
velhos do Restelo" e/ou "os que comem tudo..." é que MANDAM!!!

12:18 p.m.  
Anonymous Titá disse...

Um contraste mais que evidente. Por um lado a beleza do quadro e a minha admiração pela arte do autor. Por outro a referência a um acontecimento catastrófico que deixa gente pobre ainda mais pobre e que temos vindo a acompanhar através de imagens na televisão. Esperemos que as ajudas de que se fala funcionem mesmo!

12:50 p.m.  
Blogger Chico Torreira disse...

Olinda,
Absolutamente de acordo com tudo o que escreveu, mesmo sobre o presidente Obama. No Haiti a esperança está no grupo de homens da ONU que estão lá para manter a ordem, pois mesmo que o presidente tenha muito boas intenções, há muitas divisões e armas dos tempos passados. Sem eles as ONG’s e benévolus que estão lá, teriam dificuldade em funcionar, não fôsse o trabalho preventivo que têm feito na busca dessas armas. Antes do terramoto a situação era calma e ordeira. Só que neste caso é preciso gente com capacidade para ouvir, ouvir, ouvir e compreendê-los. Não se vão virar armas a quem está revoltado porque se sente abandonado, uma vez que a ajuda ainda não se faz sentir no terreno. O único crime é terem fome, muitas vezes estão feridos e perderam os familiares. Estou mesmo convencido que a ajuda actual funciona porque a internete que foi o único meio de comunicação que não falhou desde os primeiros minutos, cedo começou a enviar imagens para o mundo e as pessoas com a realidade em frente dos olhos, reagiram. É o caso da fotografia da criança que deu a volta ao mundo. É uma fatalidade total mas é melhor mostrá-la. Quantos há por este mundo fora que não têm a mesma sorte. Enfim... hipocrisia da vida.

2:03 p.m.  
Blogger Chico Torreira disse...

Mundo Cão

Aproveitei o artigo do Carlos Falcão que foi posto em boa hora, porque sou uma pessoa que se está alguém a sofrer e não há mais ninguém ao pé, faço tudo o que posso. Se a pessoa está acompanhada, o melhor é desparecer ou então sofro com ela. Não consigo alterar esta reacção. Foi neste contexto que ao ver tanta gente a sofrer pois não param de mostrar tanta fatalidade, que aproveitei o momento para falar no assunto.

O governo do Canada tem alertado as pessoas para só darem dinheiro à Cruz Vermelha e a Fundações reconhecidas numa página web. Por sua vez a Cruz Vermelha, tomou a decisão de pedir às pessoas para em cada compra deixarem cinquenta cêntimos para a comprar mantas, que até vi os refugiados chegarem com elas. Assim, as caixa têm uma barra de código coladas ao lado e logo que há uma contribuição, a pessoa que está à caixa passalha-lhe com o scanner e o dinheiro fica contabilizado. Os movimentos do dinheiro são assim transparentes.

Esta manhã, menos dois graus centígrados, sem vento, uma maravilha para se fazer um passeio, o que não perdi. Passei em frente de uma loja e lembrei-me de comprar o "Maxi", lotaria semanal do tipo totoloto. Quando entrei na loja, olhei para o balcão ao fundo e vi lá uma pretinha com um simpático sorriso, com uns olhitos vivos por entre aquelas pestanas maravilhosas que têm desde que nascem e aproximei-me para pedir o "Maxi". Num francês que me dizia de onde vinha pela entoação, falar muito calmo como é hábito, saúdou-me e depois de me ter tratado tudo o que tinha pedido, perguntou-me se contribuía para a Cruz Vermelha. Eu a pensar que coitadinha até tinha ido trabalhar quando devia estar com a cabeça a pensar na família e amigos, meti a mão no bolso e o dolar que saíu, entreguei-lho. Passou o scanner sobre o código de barras, entregou-me o bilhete e eu a ver no écran que só tinha dado entrada de cinquenta cêntimos. É claro que lhe disse que tinha dado um dolar e para meter os outros cinquenta cêntimos na caixa. Depois de ver a execução do movimento, saí pior que estragado mas disto há em todo o mundo e o melhor é pensar nos que precisam. Enfim, um episódio que está a terminar para nós porque se vai deixar de falar em grande escala deste assunto e a começar para eles, que agora começam a ter a noção do que têm para enfrentar. É assim a vida.

8:48 p.m.  
Blogger C.Falcão disse...

Quem procura encontra... Meu caro Manuel da Cruz.

Nesta biblioteca livre, inigualável, que é Internet, tão útil aos "burros e ignorantes" como eu, encontra-se de tudo. Se tivermos gosto e tempo de o fazer... Estamos todos os dias a aprender.

Para participar e contribuir ao próximo rdv dos 2 000 000 (notem na agenda!) Tomei o tempo necessário e fui à procura. Encontrei o artista ( source: Wikipédia e ina.fr). Foi surpresa!...
Jacques Romain, artista de nacionalidade belga. Com este nome desconhecia o homem e o artista.
Autor, compositor, interprete. Jacques Romain Georges Brel, alias JACQUES BREL. Hááááá...... agora está bem... BREL !... Foi um dos grandes intérpretes da canção francófona. Entre outros títulos, ousam: "Amesterdão".
Quanto ao filme é possível que seja, o sucesso dele, naqueles anos: l'Homme de la Mancha, mas não estou certo. Vi com prazer alguns filmes aonde ele participou, como "l'Emmerdeur". Se desejarem rir um pouco, não existem.

Burro e ignorante... sempre fui, mas "larápio ou ladrão de galinhas... " Não . No momento em que, através do imenso "mundo internético", os valores da ética e do respeito pela "propriedade do outro" ou pelo "bem do outro" parecem não fazer, doravante, parte da pirâmide dos valores e, também, para evitar de alimentar o meu "ego", vamos lá nesta ordem de ideias a pôr os pontos nos "i":
"O seu a seu dono"!... O quadro que serviu de suporte a este "post" é meu. «Meu» no sentido de propriedade e não de autoria. O autor, é um haitiano anónimo que cruzei na ilha de Gonaive, em Haiti. Gostei desta obra "art naïf" e comprei.

Recebam os meus cumprimentos

11:58 a.m.  
Blogger Chico Torreira disse...

Carlos Faslcão,

Sem dúvida, mereces toda a minha estima. Eu tinha dito à minha mulher que estava admirado que colocasses um quadro num assunto destes, para seres louvado. Agora louvo-Te eu.

Um abraço.

3:51 p.m.  
Blogger Manuel Cruz disse...

Pois, isto de citar de cor tem os seus inconvenientes. De facto grande escritor haitian, é Jacques, mas não é Romain. É Jacques Roumain, e esta letra faz a diferença. Com estou nas Caldas da Rainha, aproveitei para dar uma volta pela minha monumental biblioteca e lá encontrei o livro, muito amarelecido. A tradução é de José Saramago, vejam lá!
Roumain nasceu em Port-au-Prnce em 1907 e faleceu em 1945, depois de ter dado a volta ao mundo, tendo vivido na frança, na Suiça, na Inglaterra e na Espanha. As minhas fontes dizem-me que ninguém saerá explicar melhor a realiade haitiana.
Quanto ao Brel, nunca tinha detectado esta proximidade honomástica. Tenho grande parte dos os seus discos e uma admiração especial pela sua memória "Jó-Jó parle de Voltaire e Pierre de Cazanova... e moi, moi je parle de moi...
O filme que referi no comentário anterior continua a ser para mim um mistério. Sei apenas que existe.

6:51 p.m.  
Anonymous Cândido Ferreira disse...

Carlos Falcão:

Obrigado pelo teu esclarecimento sobre a autoria do quadro.

Já tinha comentado o assunto com o Pedro Sarmento, pois "conheço" o autor em causa, cuja marca é inconfundível.

Ninguém mais, no mundo, pinta(va) como ele.

Espero que tenha sobrevivido...

7:00 p.m.  

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