Johnny Halliday
Não sendo a prosa predicado meu, arrisco-me a falar-vos dum " rapaz do nosso tempo".
Não é novidade. Sabem que em dezembro do ano passado, a França inteira esteve inquieta: O seu último mito do século XX, lutou para sobreviver à morte, no quarto dum hospital de Los Angeles.
Johnny Halliday passou uma tangente à morte. "J'ai frôlé et côtoyé la mort" comentou ele. Estava-se por aqui em alerta. A presidência da república, as redacções dos diferentes jornais preparavam as noticias necrológicas no caso de... Mórbido?...
Ora, este facto não é a razão do meu apontamento de hoje. Mas sim, a referência a um tempo repleto de emoções para quem despertava para a vida adulta ao som de "gira-discos" a pilhas "Teppaz"... à moda do "sobreiro".
Vivenciámos em bailes, construíram-se romances em Coimbra, na Praia de Mira, etc, etc... Tardes e noitadas inolvidáveis!
Halliday foi o émulo francês possível de Elvis Presley, mas, contrariamente ao cantor americano, a sua carreira teve escasso impacto fora do mundo francófono, onde, contudo, é um fenómeno incontestado. Alimentou sempre um estilo de "bad boy", que vai bem com o seu tom de voz e a figura de roqueiro "blouson cuir" e moto à "tiracolo".
Apesar de alguns anos mais velho – têm 65 - Halliday é, um tempo em que este tinha como namorada Sylvie Vartan e arrasava musicalmente a concorrência francesa, o que, em Portugal, acompanhávamos, com algum "voyeurismo" adolescente, através da leitura do "Salut les Copains".
A sua canção de que sempre mais gostei era a versão francesa "The House of the Raising Sun", face A, aqui traduzida pelo "Le Pénitencier". ( "Be-Bop-a Lula" na face B du disco).
Resistiu as todas as modas e géneros musicais. A sua longevidade tem algo de sagrado. Difícil, certamente, de gerir durante mais de 40 anos, sucesso, "people", família, gloria, liberdade financeira... e mais. Pode prevalecer-se de uma carreira excepcional.
Como homem, só ele é que sabe. Como artista, aprecio.
Tiro-lhe o chapéu: Salut l'Artiste!...
Não é novidade. Sabem que em dezembro do ano passado, a França inteira esteve inquieta: O seu último mito do século XX, lutou para sobreviver à morte, no quarto dum hospital de Los Angeles.
Johnny Halliday passou uma tangente à morte. "J'ai frôlé et côtoyé la mort" comentou ele. Estava-se por aqui em alerta. A presidência da república, as redacções dos diferentes jornais preparavam as noticias necrológicas no caso de... Mórbido?...
Ora, este facto não é a razão do meu apontamento de hoje. Mas sim, a referência a um tempo repleto de emoções para quem despertava para a vida adulta ao som de "gira-discos" a pilhas "Teppaz"... à moda do "sobreiro".
Vivenciámos em bailes, construíram-se romances em Coimbra, na Praia de Mira, etc, etc... Tardes e noitadas inolvidáveis!
Halliday foi o émulo francês possível de Elvis Presley, mas, contrariamente ao cantor americano, a sua carreira teve escasso impacto fora do mundo francófono, onde, contudo, é um fenómeno incontestado. Alimentou sempre um estilo de "bad boy", que vai bem com o seu tom de voz e a figura de roqueiro "blouson cuir" e moto à "tiracolo".
Apesar de alguns anos mais velho – têm 65 - Halliday é, um tempo em que este tinha como namorada Sylvie Vartan e arrasava musicalmente a concorrência francesa, o que, em Portugal, acompanhávamos, com algum "voyeurismo" adolescente, através da leitura do "Salut les Copains".
A sua canção de que sempre mais gostei era a versão francesa "The House of the Raising Sun", face A, aqui traduzida pelo "Le Pénitencier". ( "Be-Bop-a Lula" na face B du disco).
Resistiu as todas as modas e géneros musicais. A sua longevidade tem algo de sagrado. Difícil, certamente, de gerir durante mais de 40 anos, sucesso, "people", família, gloria, liberdade financeira... e mais. Pode prevalecer-se de uma carreira excepcional.
Como homem, só ele é que sabe. Como artista, aprecio.
Tiro-lhe o chapéu: Salut l'Artiste!...
Carlos Falcão
Etiquetas: Carlos Falcão, Johnny Halliday


10 Comentários:
Sem dúvida, um exemplo de longevidade.
"Salut les copains", donde eu retirava os posters e as letras das canções, "Charlie" e "Metal Hurlant", noutro género, foram revistas que fui comprando ao longo dos anos.
A Cultura francesa, e as francesas, davam cartas em Portugal.
Outros tempos...
Salut le copain!!!
É verdade o "Salut les copains"...e os posters colados nas paredes do quarto!
E o que eu dancei ao som deste francês que apesar da idade lá continua a usar o seu casaco de cabedal que era a sua imagem de marca.
Que tens mais aí para "desenterrar", Falcão?
Pessoalmente sempre gostei da canção francesa.Johnny marcou uma época...
Como diz o RI-RI outros tempos..
Canções e filmes franceses eram
uma delícia para mim!
Eric Rohmer morreu há dois dias.
Quanto gostei do seu filme
LE GENOU DE CLAIRE!
Quanto a Rohmer, também sou também de uma geração que viu filmes dele.
Pena que o cinema europeu e neste caso o francês, tenha perdido relativa influência em Portugal.
Abraço para todos
Bom. Mas a França que nos inícios da década de 60 era para a nossa geração o melhor dos mundos, não deixava de estar na tentação da estética "pimba", onde até este Johnny Halliday se viu envolvido.
No nosso Tivoli/rivaMondego passou por essa altura um filme francês de segunda linha, qualquer coisa como "D'ou viens tu Johnny", que abria com "Pour moi la vie va commencer...".
Só depois veio o envolvimento do Halliday com os novos rumos do rock-francês (se é que isso existe). Recordo-me que, no bairro, o fã nõ 1 do Johnny Halliday era o Tó Capelo de DGV. Por onde andas amigo?
Vocês, decerto, vão matar-me.
Não sei!... pode ser até devido a qualquer trauma!... mas era "tipo" que não apreciava.
Talvez algumas canções... mas não fazia o meu estilo.
Era loiro, muito maluco e demasiado convencido.
Além disso também não apreciava as francesas que roubavam os nossos rapazes.
De raiva até fui para ROMÂNICAS
OI!!!!Estás a ler, RI-RI?
Agora que já falei...não me matem.
Bisou pour tout le monde!!!!!
O Johnny Halliday, tal como à Nela, não fazia as minhas delícias, tinha (e tem)ar de doninha...Já a mulher tinha pelo menos dois bons apreciadores lá em casa...
Mas a revista, deu-me muito prazer e trabalho!
Porque a língua francesa era a que eu aprendia na Brotero, a revista serviu de treino, que os livros com as graças e desgraças do Pierrot dans le commerce, não interessavam nem ao menino Jesus..
Mas os posters, serviram muitas vezes de fonte de trabalho!O meu irmão ampliava-os em papel cenário e depois cobria as imagens com papel de lustro cortado em quadrados minúsculos.E quem estava de 'castigo' a cortar o papel? Bastava ele prometer que me deixava também colar alguns...
Salut les copains!!
Xi...não é da minha geração, mas também se ouvia lá por casa, pois a minha irmã é 12 anos mais velha que eu. E ainda hoje o ouve e gosta, que eu sei.
Aqui vai a ultima cronica de Paris, antes de ir apanhar o TGV de regresso a casa!
Bastante sol esta tarde aqui no reino de Sarkoland!
Falar de Johnny Halliday? C'est tout un programme!Evidentemente, uma das figuras principais do movimento yé-yé, até mesmo no condado portucalense!Porém, o meu romantismo da época tinha muito mais a ver com POLNAREF do que propriamente com HALLIDAY!
Carlos, o JH tem agora 66 anos!
E o problema de saude de que foi vitima tem mais a ver com o seu caracter rebelde. Qualquer pessoa sensata nao vai para férias 4 dias depois de ter sido operada a uma hernia discal!Como dizes e bem, o problema é dele!Agora hà uma coisa que os franceses parecem olvidar: é que a eternidade nao existe e que, todos os exageros se pagam mais dia menos dia!E quando hà muitos interesses financeiros em jogo, todas as ocasioes sao boas para se encontrarem "culpados"!
O JH anulou a sua digressao e agora hà empresas a reclamarem as dividas!Alguém tem de pagar!E as companhias de seguros nao vao em "cantigas"!!!Querem a VERDADE!
E acreditem!Vai haver grandes surpresas!Affaire à suivre!
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