O ANTES E O AGORA - ABILIO SOARES


Quer se queira quer não queira
o tempo sem tempo passa por nós
duma forma inexorável
violenta indiscriminada e de tal forma
sistemática e definitiva
que vai deixando na sua passagem
traços bem marcados e indescritíveis
do tempo que por nós passou
são rugas vincos bochechas adiposidades
a visão e o ouvido que se perde
deixamos de crescer para cima
para crescer para o lado
arfamos quando corremos
e deixamos de arfar noutras circunstâncias
chutamos a vida em cada momento para a frente
na certeza de que o caminho percorrido
não se repetirá jamais
na vã esperança de que tudo é ainda possível
Vejam como estou no agora
porque o antes já é conhecido
e eu que até olho todos os dias
para a cara que me aparece à frente no espelho
até julgo que não mudei
porque serei sempre eterno
na memória dos que me não esquecerão.
o tempo sem tempo passa por nós
duma forma inexorável
violenta indiscriminada e de tal forma
sistemática e definitiva
que vai deixando na sua passagem
traços bem marcados e indescritíveis
do tempo que por nós passou
são rugas vincos bochechas adiposidades
a visão e o ouvido que se perde
deixamos de crescer para cima
para crescer para o lado
arfamos quando corremos
e deixamos de arfar noutras circunstâncias
chutamos a vida em cada momento para a frente
na certeza de que o caminho percorrido
não se repetirá jamais
na vã esperança de que tudo é ainda possível
Vejam como estou no agora
porque o antes já é conhecido
e eu que até olho todos os dias
para a cara que me aparece à frente no espelho
até julgo que não mudei
porque serei sempre eterno
na memória dos que me não esquecerão.
Abílio Soares
Etiquetas: Abilio Soares, Antes e Agora


11 Comentários:
Abílio, mas que grande categoria, estás só com mais uns anos por cima (como todos nós).
UM ABRAÇO.
TONITO.
BOM ANO.
Olá Abílio!
O texto está fantástico. Parabéns pela jovialidade, o resto são pormenores.. Um abraço do trio Belinha, Candita e Titá
gostei especialmente da frase:
arfamos quando corremos
já não arfamos noutras circusntâncias
Mas, Oh Abilio, estás com aspecto de que arfas em qualquer circunstância
Rui Felício
Abílio, que saudades que eu tenho do tempo em que nos juntávamos para fazer música e tu eras o mestre do contra-baixo...
Ainda conservas esse intrumento e ainda o tocas?
Às vezes tomo café com o Abilio e a Zeca.
Ele está um jovem, quer queira, quer não, sobretudo quando chega o neto e ele fica todo babado.
Vocês deviam ver a ternura daquele Avô.
A Zeca está uma jovem, simpática, como sempre.
Para os dois um beijinho
Ló
Abílio,
Também gostei do teu texto que teve o mérito de pôr a Belinha Candita e Titá, a falar em uníssono!
Só discordo quando dizes: "e eu que até olho todos os dias
para a cara que me aparece à frente no espelho
até julgo que não mudei"
Discordo não por ti, mas por mim, é que quando me olho ao espelho, vejo uma imagem que não condiz com a mentalidade, que ainda estou mais maluco de que quando tinha 30 anos e começo a pensar que aquele corpo não pode ser o meu!
É um desespero!!!
Faço minhas as palavras do Alfredo e acrescento:dá-me vontade de partir o espelho!!!!!
Teresa B.
Quando nos olhamos ao espelho é que nos apercebemos que os anos passam sem darmos por isso.
Mas o que interessa a embalagem?
Estás um jovem...da minha geração.
Beijinhos da Helena Parreiral
É curioso que toda a gente se lamenta da idade que tem.
A mim da-me cá um gozo ter a idade que tenho e fazer o que ainda faço.
Ha uns anos atras é que não acreditava que viesse a ter e a manter estas capacidades.
Ate me consigo surpreender a mim mesmo.
As artroses e a ciatica por vezes é que me molestam, mas ca me vou rindo para elas. Agora do acido urico só o bigode é que dá mostras desses ataques.Está russito demais.
Não o irei pintar, isso nunca.
Q te hei-de dizer eu se temos mantido durante todos estes anos relacionamento estreito? Ñ te posso notar diferenças por nos vermos frequentem/. Até porque tb de ti e da Zeca, sou médica. Beijocas. Juju.
Meus Amigos
A todos agradeço os comentários.
Ao Tonito, às famosas e sempre simpáticas mosqueteiras Belinha/Candida/Titá, ao Rui Felício que até arfa quando surfa(?) à Ló, à Teresa B.(?),à Lena Parreiral, à Isabel B.(?),ao Álvaro (Gr.Chefe Apache), à Ju.
Quanto ao Alfredo tens razão. Há uma grande diferença do passar do tempo pelo corpo ou pelo espírito, veja-se naquele clic que até faz com que possamos rir de nós próprios. A prova provada que o espírito é muito menos vulnerável à passagem do tempo é todo o nosso comportamento neste Blog, em que, inalteraveis à traição deste corpo que teima em se transformar, agimos aqui e agora como se o tempo não tivesse passado. Mas cuidado com os alemães Alzeimer/Parkinson ...
Pois é Rui Pato o contra-baixo foi-se. Estava guardado na cave dos meus Pais e quando o fui buscar para tentar recuperá-lo estava irremediávelmente perdido. Foi pena porque aquele contra-baixo tinha uma longa história. Pertenceu à Tuna e viajado por África, foi adquirido por 1000 paus. Depois andou comigo nos "famosos" Tigres, Beatniks, Ligeira do Orfeão até que a tropa me chamou e passou à tal situação definitiva de arquivo.
Para as ninas beijinhos
Para os ninos abraços
Abílio
-Vou de férias até breve-
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